Pão alentejano
Um enfermeiro do Hospital de Santa Maria, estava namorando uma médica e ela ficou grávida!
Ele, não querendo que sua mulher soubesse, disse-lhe para pedir a transferência para Évora.
- Como te aviso quando o bebe nascer?
- Manda um postal e escreve só "Pão alentejano".
Passaram-se alguns meses e, um dia, quando o enfermeiro chegou a casa, a esposa disse-lhe:
- Recebeste um postal de Évora e eu não consigo entender o significado da mensagem.
Ele leu o postal e caiu no chão com um violento ataque cardíaco. Foi levado imediatamente para as urgências.
O cardiologista perguntou à esposa:
- Aconteceu alguma coisa que possa ter causado o ataque?
- Não! Ele apenas leu este cartão postal que diz:
"Cinco pães alentejanos: Três com chouriço e dois sem" .
terça-feira, 22 de novembro de 2011
EQUIDADE, IGUALDADE???
Ainda acreditam que a equidade existe?
Realmente as gorduras eram para emagrecer segundo Passos Coelho, mandatário em Portugal da Troika, mas infelizmente ao que parece só quem não tem gordura tem de emagrecer e provavelmente mirrar.
Haja saúde enquanto tal nos for permitido.
Acabei de receber este lindíssimo despacho, que vos passo:
Gabinete do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
Despacho n.º 15296/2011
Nos termos e ao abrigo do artigo 11.º do Decreto -Lei n.º 262/88, de 23 de Julho, nomeio o mestre João Pedro Martins Santos, do Centro de Estudos Fiscais, para exercer funções de assessoria no meu Gabinete, em regime de comissão de serviço, através do acordo de cedência de interesse público, auferindo como remuneração mensal, pelo serviço de origem, a que lhe é devida em razão da categoria que detém, acrescida de dois mil euros por mês, diferença essa a suportar pelo orçamento do meu Gabinete, com direito à percepção dos subsídios de férias e de Natal.
O presente despacho produz efeitos a partir de 1 de Setembro de 2011.
9 de Setembro de 2011. — O Secretário de Estado dos Assuntos
Fiscais, Paulo de Faria Lince Núncio.
http://dre.pt/pdfgratis2s/2011/11/2S217A0000S00.pdf
A austeridade não é para todos
Como é isto possível! Acordo de cedência de interesse público dentro do próprio Estado? Comissão de Serviço? Pagamento de subsídios de Natal e de férias extra a um funcionário público? Pagamento de uma parte pela DGCI e outra pelo Gabinete? Com publicação no Diário da República? Onde anda o Tribunal de Contas e a IGF? Só se inspeccionam e fiscalizam as Direcções-Gerais?
Realmente as gorduras eram para emagrecer segundo Passos Coelho, mandatário em Portugal da Troika, mas infelizmente ao que parece só quem não tem gordura tem de emagrecer e provavelmente mirrar.
Haja saúde enquanto tal nos for permitido.
Acabei de receber este lindíssimo despacho, que vos passo:
Gabinete do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
Despacho n.º 15296/2011
Nos termos e ao abrigo do artigo 11.º do Decreto -Lei n.º 262/88, de 23 de Julho, nomeio o mestre João Pedro Martins Santos, do Centro de Estudos Fiscais, para exercer funções de assessoria no meu Gabinete, em regime de comissão de serviço, através do acordo de cedência de interesse público, auferindo como remuneração mensal, pelo serviço de origem, a que lhe é devida em razão da categoria que detém, acrescida de dois mil euros por mês, diferença essa a suportar pelo orçamento do meu Gabinete, com direito à percepção dos subsídios de férias e de Natal.
O presente despacho produz efeitos a partir de 1 de Setembro de 2011.
9 de Setembro de 2011. — O Secretário de Estado dos Assuntos
Fiscais, Paulo de Faria Lince Núncio.
http://dre.pt/pdfgratis2s/2011/11/2S217A0000S00.pdf
A austeridade não é para todos
Como é isto possível! Acordo de cedência de interesse público dentro do próprio Estado? Comissão de Serviço? Pagamento de subsídios de Natal e de férias extra a um funcionário público? Pagamento de uma parte pela DGCI e outra pelo Gabinete? Com publicação no Diário da República? Onde anda o Tribunal de Contas e a IGF? Só se inspeccionam e fiscalizam as Direcções-Gerais?
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
VAMOS PASSAR FOMITA?
Jornal do Barreiro/Visto Daquí – ANA PORFÍRIO
COISAS QUE UMA PESSOA ESCUTA E NÃO É
CAPAZ DE DEIXAR DE PENSAR NELAS
---“ Algures por estes dias, o Primeiro-Ministro referiu que “temos de empobrecer!”. Em primeiro lugar, acho uma ideia espantosa e faz-me lembrar um anúncio comercial, onde se pergunta o que achamos de dar só uma certa percentagem de roupa ou carinho aos nossos filhos.
A ideia peregrina de que podemos melhor empobrecendo, a mim, faz-me confusão. Pior do que isso choca-me. Mais ainda, não faz sentido. Podemos poupar, cortar em desperdícios, gastar de forma muito controlada e racional, mas empobrecer?
Confesso que não cresci naquela pobreza que ouço contar, mas ouvi contar muita coisa, as histórias das sardinhas para três e outras coisas que acho que ninguém quer nem para si, nem para os outros. Não ceito que alguém sde proponha a resolver os problemas empobrecendo o País, muito menos que faça disso um conceito de gestão.
Mais do que isso, certos aspectos deste “empobrecimento”, como o corte do subsídio de Férias e de Natal, são justificadas com o argumento, gasto, esfarrapado mesmo, que em muitos Países na União Europeia só existem 12 salários por ano. Pois sim, até pode ser verdade, mas em todos estes anos de adesão à União Europeia temos estado à espera de sermos iguais aos resto dos Europeus, porque a verdade é que o nosso salário mínimo, ou mesmo o médio, comparado com a maioria dos outros, é no mínimo, ridículo.
Mais ainda, temos tanta consciência disso que fala-se sempre, por exemplo, em captar turistas, ingleses ou alemães, a começar por reformados. A diferença é que o típico reformado português tem de dar muita volta à cabeça só para conjugar uma ida a Lisboa para uma consulta da especialidade, porque, para além de ter de tirar da reforma miserável o custo da consulta, ainda paga uns dinheiritos para apanhar barco e metro. A diferença é que em muitos Países da Europa ninguém está à espera do Subsídio de Natal ou de Férias para trocar os óculos ou ir ao dentista, nem existe essa ideia de ter de esperar dois meses por ano, com folgazinha, para comprar coisas que são essenciais.
Visto daqui, onde estou, esta ideia de que temos de empobrecer, além da estupidez por si só, cheira a um bafio salazarista, de má memória, de uma cultura pequenina que deixou este País sempre na cauda da Europa, num atraso de décadas que parece que se pretende continuar. ---“
NOTA:-
Minha querida Ana continuo a ler as tuas crónicas e a inseri-las no meu blog, com o maior interesse e prazer. Tudo quanto vens escrevendo no nosso Jornal do Barreiro, segue o circuito normal e posso garantir-te que em Johanesbourg, onde se encontram os meus primos, eles são lidos por muitos dos portugueses, que um dia saíram deste nosso Portugal em busca do El-Dourado que por cá nunca poderiam ter encontrado.
Bem hajas pela tua força!
COISAS QUE UMA PESSOA ESCUTA E NÃO É
CAPAZ DE DEIXAR DE PENSAR NELAS
---“ Algures por estes dias, o Primeiro-Ministro referiu que “temos de empobrecer!”. Em primeiro lugar, acho uma ideia espantosa e faz-me lembrar um anúncio comercial, onde se pergunta o que achamos de dar só uma certa percentagem de roupa ou carinho aos nossos filhos.
A ideia peregrina de que podemos melhor empobrecendo, a mim, faz-me confusão. Pior do que isso choca-me. Mais ainda, não faz sentido. Podemos poupar, cortar em desperdícios, gastar de forma muito controlada e racional, mas empobrecer?
Confesso que não cresci naquela pobreza que ouço contar, mas ouvi contar muita coisa, as histórias das sardinhas para três e outras coisas que acho que ninguém quer nem para si, nem para os outros. Não ceito que alguém sde proponha a resolver os problemas empobrecendo o País, muito menos que faça disso um conceito de gestão.
Mais do que isso, certos aspectos deste “empobrecimento”, como o corte do subsídio de Férias e de Natal, são justificadas com o argumento, gasto, esfarrapado mesmo, que em muitos Países na União Europeia só existem 12 salários por ano. Pois sim, até pode ser verdade, mas em todos estes anos de adesão à União Europeia temos estado à espera de sermos iguais aos resto dos Europeus, porque a verdade é que o nosso salário mínimo, ou mesmo o médio, comparado com a maioria dos outros, é no mínimo, ridículo.
Mais ainda, temos tanta consciência disso que fala-se sempre, por exemplo, em captar turistas, ingleses ou alemães, a começar por reformados. A diferença é que o típico reformado português tem de dar muita volta à cabeça só para conjugar uma ida a Lisboa para uma consulta da especialidade, porque, para além de ter de tirar da reforma miserável o custo da consulta, ainda paga uns dinheiritos para apanhar barco e metro. A diferença é que em muitos Países da Europa ninguém está à espera do Subsídio de Natal ou de Férias para trocar os óculos ou ir ao dentista, nem existe essa ideia de ter de esperar dois meses por ano, com folgazinha, para comprar coisas que são essenciais.
Visto daqui, onde estou, esta ideia de que temos de empobrecer, além da estupidez por si só, cheira a um bafio salazarista, de má memória, de uma cultura pequenina que deixou este País sempre na cauda da Europa, num atraso de décadas que parece que se pretende continuar. ---“
NOTA:-
Minha querida Ana continuo a ler as tuas crónicas e a inseri-las no meu blog, com o maior interesse e prazer. Tudo quanto vens escrevendo no nosso Jornal do Barreiro, segue o circuito normal e posso garantir-te que em Johanesbourg, onde se encontram os meus primos, eles são lidos por muitos dos portugueses, que um dia saíram deste nosso Portugal em busca do El-Dourado que por cá nunca poderiam ter encontrado.
Bem hajas pela tua força!
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