quarta-feira, 29 de agosto de 2012

A troika, o PS e a RTP


“A TROIKA,O PS E A RTP”
À especial atenção do Exm.º Director do Jornal I

Permita-me V.Exª trazer para uma possível publicação na secção  iCORREIO, uma intervenção acerca de algumas das palavras contidas no artigo de Carlos Carreiras, a pgs 12 da v/ edição de 29 de Agosto corrente.
Refere aquele senhor que já no tempo do PS a questão da privatização da RTP se encontrava na calha. Verdade! A RTP paga aos seus administradores principescamente, muito mais do que recebe o senhor Presidente da República. Verdade!  “Qual o caminho a seguir por uma conselho de administração quando diverge visceral e publicamente contra o único accionista da sua empresa por questões estratégicas? A demissão, claro.” Verdade!
Entretanto convém salientar para que o País não esqueça, que desde o 25 de Abril de 1974, os assaltos ao poder tem sido uma constante, não obstante este nosso povo continuar à espera de El-Rei D. Sebastião e a acreditar no Pai Natal. Será que desde que a RTP vem seguindo a sua função de Serviço Público, a situação dos senhores administradores, nomeados pelos constantes governos, nunca foi referida como um local de elites com ordenados fabulosos, e só agora se vem assinalar estes gastos abusivos, por que interessa denegrir a posição do governo anterior?
Meu caro senhor, na sua posição talvez fosse melhor não referir algumas aberrações, pois elas sempre existiram, junto de todas as empresas (ditas) públicas, aonde vão sempre cair os “nossos afilhados”.
Por favor entendam-se e numa atitude de abertura, deixem-se de acusações mutuas e lembrem-se de uma vez por todas que algum destes dias, o povinho baralha-se e quando for votar risca de uma vez por todas o boletim de voto, e então aí todos os responsáveis pelos governos desastrosos do pós 25 de Abril, poderão ser levados à barra dos tribunais, para responder sobre as poucas-vergonhas que nos vem acontecendo. Lembrem-se que neste País, além de Vale e Azevedo existem muitos mais.
Este povo necessita de um Presidente da República muito mais forte.
PS.- Atenção a minha ideologia política não deve ser confundida com nenhuma das áreas que estão ou estiveram no poder.

MEDIDAS ADICIONAIS


Excertos do artigo de Pedro Braz Teixeira(*), no Jornal “I”, de 29.08.2012

“Em Outubro com a proposta de Orçamento para 2013, o governo vai ter de revelar medidas orçamentais adicionais por três razões:
Em primeiro lugar, para conseguir a redução adicional de 1,5%do PIB no défice, de acordo com o combinado com a Troika, mesmo que esta deixe de exigir um défice de 3% do PIB no próximo ano;
Em segundo lugar, para substituir o corte nos subsídios dos funcionários públicos que vigora em 2012, mas que o Tribunal Constitucional não autorizou que continue nos anos seguintes;
Em terceiro lugar, para corrigir as insuficiências de consolidação orçamental verificadas em 2012.
(…)
Que cataclismo será necessário para que haja, duma vez por todas, uma redução estrutural da despesa? A saída forçada do euro?
Há quem entende que seria preferível pedirmos à Troika mais tempo e mais dinheiro. É improvável que a Troika tenha condições para ser muito generosa, mas entendo que não devemos pedir muito:
Em primeiro lugar, porque o Governo vai desgastar-se politicamente com o Orçamento de 2013, pelo que mais valia incluir medidas adicionais para 2012 no pacote;
Em segundo lugar, porque a nossa dívida pública está com uma trajectória e valores muito preocupantes pelo que mais défice este ano é mau para o nosso endividamento;
Em terceiro lugar, porque entendo que Portugal deverá ser forçado a abandonar o euro nos próximos meses e seria conveniente que pudéssemos ter uma posição negocial favorável neste processo.
(…)
Estas condições são algo que deverá ter repercussões nas próximas décadas, pelo que uma recessão um pouco mais forte este ano será um preço baixo a pagar por uma saída em circunstâncias menos gravosas. “
*)Investigador do NECEP da Universidade Católica.

domingo, 17 de junho de 2012

DISCURSO NO DIA 10.06.2012

CAROS AMIGOS VEJAM E OIÇAM O DISCURSO DO PROFESSOR DOUTOR SAMPAIO DA NÓVOA NAS COMEMORAÇÕES DO DIA 10 DE JUNHO DE 2012.

http://www.youtube.com/embed/n92VSfRnnoU  


PROMETO QUE NÃO SE VÃO FARTAR!

PORTUGAL, SEMPRE NA MESMA


PORTUGAL, SEMPRE NA MESMA!
Artigo de  Maria Luisa Guerra, na “LANTERNA”, em 17.12.1870

“ O Governo Português anda mendigando em Londres um empréstimo. Os nossos charlatães financeiros, não sabem senão estes dois métodos: Empréstimos e Impostos.
Por um lado o Governo mandou para as cortes uma carregação de propostas tendentes todas a aumentar de tributos; por outro lado, o Governo vai negociar um empréstimo ao estrangeiro. É dinheiro emprestado e dinheiro espoliado.
Pede-se primeiro aos agiotas para pagar às camarilhas, depois tira-se ao povo para pagar aos agiotas!
E ao passo que se trata de um empréstimo em Londres, negoceia-se outro empréstimo com os bancos nacionais. Este tem carácter de dívida flutuante interna, e é para pagamento da dívida consolidada externa!
Este empréstimo que nos está às costas para pagamento no fim de três meses, sai na razão de 13,5% de juros!
E no fim não é dinheiro aplicado a nenhum melhoramento público; é só dinheiro para pagar juros da dívida!
É a dívida a endividar-nos cada vez mais! É a dívida a crescer para pagar as sinecuras do Estado! É a dívida a multiplicar-se para não faltarem à corte banquetes, festas, caçadas, folias!
Esta situação é terrível e tanto mais que ela exige para se não agravar, de sacrifícios com que o País não pode e que de mais não deve fazer, quando eles são apenas destinados às extravagâncias da corte e ao devorismo do poder, no qual se inscreve o novo subsídio aos pais da Pátria!”

NOTA:- Portugal, um País à Beira-Mar plantado, terra de heróis e também de ladrões, terra de gente humilde, alguns pouco letrados (como convém) a quem se dá de bandeja futebol, festas e Fátima, para que não se debrucem demasiado na política nojenta que estamos a sofrer há décadas, sem que se vislumbre uma saída possível.
Será que este nosso País sempre foi terra de espertalhões a governar outros tantos patetas. Enfim, Portugal é e tem sido um País de Gente à Rasca, governados por Gente sem escrúpulos!

MAIS UMA VERGONHA NACIONAL




TDT - A vergonha nacional... sabiam disto?


 





"TDT é um imposto disfarçado para ver televisão".
Ontem, num debate proposto pelo PCP sobre a TDT (Televisão Digital Terrestre) ficou provado, mais uma vez, que podíamos ter muitos mais canais gratuitos e não uns míseros 4 canais.

 
Esta operação foi um tremendo negócio para a PT.

Curiosidade: Alemanha tem 20 canais gratuitos; França tem 29 canais gratuitos; Espanha tem 20 canais gratuitos; Itália 27 tem canais gratuitos; Reino Unido tem 38 canais gratuitos.
O Governo podia ter incluído mais canais, mas não o fez para manter o negócio de alguns «tubarões»...
ESTAMOS A SER ROUBADOS. PARTILHEM!
Sabiam também que os aparelhos foram distribuídos  gratuitamente nos outros países???



Aqui vai a razão pela qual os países do norte da Europa estão a ficar cansados de subsidiar os países do Sul.
Governo Português
3 governos no continente e ilhas; 333 deputados no continente e ilhas; 308 câmaras; 4259 freguesias; 1770 vereadores; 30.000 carros; 40.000(?) fundações e associações; 500 assessores em Belém; 1284 serviços e institutos públicos.
Para a Assembleia da República Portuguesa ter um número de deputados equivalentes à Alemanha, teria de reduzir mais de 50%
O POVO PORTUGUÊS NÃO TEM CAPACIDADE PARA CRIAR RIQUEZA SUFICIENTE, PARA ALIMENTAR ESTA CORJA! 

sábado, 16 de junho de 2012

QUE DEUS NOS ACUDA, SE PUDER!


DEUS NOS LIVRE!
Artigo de Constança Cunha e Sá, no Jornal “I”, de 16.06-2012

“Aparentemente o Conselho de Ministros transformou-se numa amena reunião de convívio que serve para pôr a conversa em dia sobre meia dúzia de trivialidades: presumo que se fale sobre os estados de alma de Cristiano Ronaldo, as possibilidades da selecção, as condições meteorológicas do fim-de-semana ou, num rasgo de cosmopolitismo, do último restaurante da moda em Londres ou, melhor ainda, em Nova Iorque.
Como é óbvio, assuntos comezinhos, como o encerramento da Alfredo da Costa, a maior maternidade do país, não fazem parte deste edificante cardápio.
Confrontado com o anúncio do Ministério da Saúde, o primeiro-ministro diz que leu qualquer coisa sobre o assunto num jornal mas que não tinha conhecimento da medida.
O Dr. Paulo Macedo (Ministro da Saúde) bem pode andar por aí à solta a fechar o que lhe der na real gana, que o Dr. Passos Coelho dispensa qualquer informação sobre as fulgurantes iniciativas do seu ministro. Quando muito, dá uma vista de olhos aos jornais e fica com uma ideia, mais ou menos vaga, sobre o que se está a passar na saúde. Aliás se duvidas houvesse, o ministro da Saúde esclareceu logo, com o zelo que se impunha, que não tinha dado “cavaco” a ninguém, muito menos ao primeiro-ministro, sobre o fim da Maternidade Alfredo da Costa.
Escusado será dizer que, uma vez conhecido este peculiar modelo de funcionamento do governo não vale a pena incomodar o primeiro-ministro com os lucros da EDP ou da GALP. Naturalmente, ele não faz a mais leve ideia dos valores em causa – que por infeliz acaso mereceram alguns reparos da chamada troika -, mas, em contrapartida, informa-nos que o Dr. Álvaro Santos Pereira é capaz de ter alguns números sobre o negócio que devem estar escondidos algures num dos cacifos do Ministério da Economia.
Este verdadeiro quadro de miséria ganha proporções épicas quando se salta da nossa deprimente realidade doméstica para as agruras da zona euro. Neste particular, o governo esmera-se na senda de Vitor Gaspar, o primeiro-ministro decidiu, ontem, informar os portugueses de que o pedido de ajuda de Espanha não foi formalizado. Conclusão: o governo ignora obviamente, tudo o que se relaciona com um acontecimento que não existe. Pouco importa que o nosso estimado ministro das Finanças tenha participado numa reunião do Eurogrupo que determinou a ajuda à banca espanhola.
Presumindo-se que os ministros das Finanças da zona euro não tenham estado, à boa maneira portuguesa, a debater amenidades, sobra a desagradável hipótese de o ministro Vitor Gaspar ter gasto o melhor do seu tempo a fazer rabiscos enquanto os outros ministros das Finanças falavam. Azar dos azares: por uma vez o Dr, Passos Coelho falou com um dos seus ministros. E assim ficou a saber que, ao contrário do que toda a Europa diz, não houve qualquer ajuda à banca espanhola. E depois ainda há quem fale de coordenação. Deus nos livre! “