quarta-feira, 28 de março de 2012
MANIFESTAÇÃO TRADICIONAL
“ Então lá se passou mais um dia de greve, não é? Com detidos, feridos,
violência policial… É bonito ver que, neste mundo maluco e em constante
mudança, há tradições que se mantêm. Só achei estranho o Passos Coelho
não ter vindo a público defender a Imprensa, depois de alguns jornalistas
terem sido selvaticamente agredidos, uma vez que há uns tempos atrás ele
andava muito preocupado com a “asfixia democrática” de que estes eram,
alvo.
Mas pronto, cada um tem o seu fetiche e já se viu que o PSD prefere os
jogos sado-maso.
Apesar de tudo, esta manifestação trouxe algumas novidades. Pela
primeira vez não assistimos àquele jogo entre os sindicatos e o governo,
em que os primeiros afirmam que 9 milhões de portugueses aderiram à
greve e os segundos juram que foram apenas 3, sendo que um estava com
amigdalite. Senti falta. Por isso queria pedir ao governo que, na próxima
greve, não proibisse as transportadoras públicas de revelar os números de
adesão à greve, por exemplo.
É que quem gosta de apostas, como eu, perde uma tarde de negócio.
Agora, tenho é de dizer uma coisa aos manifestantes: então num dia em
que vamos para a rua manifestar-nos contra o facto de muitos de nós não
termos emprego, de vermos o país a caminhar para o abismo e de cada vez
termos menos dinheiro para viver, vocês lembram-se de mandar ovos
contra os bancos?!
Isso é dar o ouro ao bandido, amigos! Então mas vocês não sabem que mal
o primeiro ovo foi atirado houve logo uma reunião no Ministério das
Finanças com o Gaspar aos berros: “Ai eles não têm dinheiro suficiente
para andarem a estragar ovos?! Então isso quer dizer que ainda posso
subir os impostos mais um bocado!”
Para a próxima têm de pensar melhor nestas coisas… Até porque isso dos ovos não tem impacto nenhum nos bancos. Se querem chamar a atenção dos banqueiros, olhem para o exemplo dos nuestros hermanos espanhóis, cujas prostitutas se recusaram a ter relações com banqueiros, como protesto pelo estado da economia.
Isso sim, é bem capaz de resultar, pois toda a gente sabe que os bancos já não vivem sem «buracos». Antes de ir, queria só deixar uma nota sobre a polémica que houve à volta do congresso do PSD por causa da alegada utilização de versos do Zeca Afonso, o que já foi negado pelo partido.
Eu acredito no PSD, até porque todos sabemos que, a nível literário, o Passos prefere Sartre e a sua «Fenomenologia do Ser»… “
sábado, 24 de março de 2012
ATÉ QUANDO?
Artigo de ANA PORFÍRIO, no Jornal do Barreiro
Confesso que não sou amante de novelas. Lembro-me da loucura colectiva que levava as vizinhas a juntarem-se próximo de um rádio a escutar “Simplesmente Maria”, obrigando-nos, a nós crianças, a ficar no mais absoluto silêncio.
Depois, só depois do 25de Abril de 1974, apareceram as telenovelas, que até paravam o Parlamento. Depois banalizaram-se. Algures na minha adolescência deixei de seguir minimamente o enredo que basicamente é sempre o mesmo, ricos contra pobres, alguém muito mau, alguém muito bom, um amor impossível.
Geralmente a intriga que se arrasta por centenas de capítulos resolve-se nos últimos minutos do derradeiro episódio, os maus são castigados, o amor torna-se possível, os cegos voltam a ver, os mudos a falar, etc. Como as histórias tendem a ser parecidas e os actores os mesmos, quando acidentalmente reparo nelas tenho a estranha sensação que há décadas que a novela é a mesma, apesar da decoração ou do guarda-roupa ser diferente.
O mesmo se passa com outras coisas que acho fazerem parte do mesmo romance de cordel. Por exemplo, o senhor que foi o primeiro-ministro e depois Presidente da República chamou pela primeira vez o FMI, que iniciou as privatizações, os contratos a prazo e outros mimos, tudo com a ideia de que só faltava um bocadinho para acender a luz ao fundo do túnel, é agora o senhor que diz que isto não pode ser. Por outro lado, o senhor que, enquanto primeiro-ministro, achou que o melhor a fazer era abater barcos de pesca, arrancar vinhas e sobreiros, agora usa chapéus de cortiça e diz que nos temos de virar para o mar.
Entretanto, o que era líder da oposição, indignado com os baixos salários dos portugueses e o excesso dos impostos, é o primeiro-ministro que num espaço de meses aumenta os impostos e retira salários, subsídios, bolsas de estudo,
abonos de família e outras coisas mais. O ministro que negoceia com estrangeiros já foi ministro de outras coisas, onde fez um negócio ainda pouco claro em que comprou uns submarinos a uns estrageiros.
Na verdade, o enredo desta novela é sempre basicamente o mesmo, enquanto oposição indignam-se muitos com os impostos e sacrifícios do povo, quando tomam posse dizem, com um ar compungido, que afinal isto está muito pior do que pensavam, e, como tal, são necessárias medidas drásticas. Depois aplicam as medidas drásticas a um número imenso de figurantes que se esquecem que foram outras exactamente as mesmas medidas drásticas, efectuadas pelos mesmos personagens que nos trouxeram até aqui e que, desta forma, o túnel fica mais escuro e comprido.
No meio disto existem sempre uns incómodos que ainda se conseguem infiltrar na história e que nunca desistem de apontar o dedo a isto tudo e de dizer, muitas vezes, muito alto, de todas as maneiras que conseguem que assim não vamos lá.
Eu, por mim, sou desse e tenho a ideia de que é melhor acabar com esta história. E tu? “
quinta-feira, 22 de março de 2012
POR FAVOR, DEMITA-SE
Nicolau Santos
Terça-feira, 6 de Março de 2012
Senhor Primeiro-ministro, depois das medidas que anunciou sinto uma força a crescer-me nos dedos e uma raiva a nascer-me nos dentes. Também eu, senhor Primeiro-ministro. Só me apetece rugir!…
O que o Senhor fez, foi um Roubo! Um Roubo descarado à classe média, no alto da sua impunidade política! Por isso, um duplo roubo: pelo crime em si e pela indecorosa impunidade de que se revestiu. E, ainda pior: Vossa Excelência matou o País!
Invoca Sua Sumidade, que as medidas são suas, mas o déficite é do Sócrates! Só os tolos caem na esparrela desse argumento.
O déficite já vem do tempo de Cavaco Silva, quando, como bom aluno que foi, nos anos 80, a mando dos donos da Europa, decidiu, a troco de 700 milhões de contos anuais, acabar com as Pescas, a Agricultura e a Industria. Farisaicamente, Bruxelas pagava então, aos pescadores para não pescarem e aos agricultores para não cultivarem. O resultado, foi uma total dependência alimentar, uma decadência industrial e investimentos faraónicos no cimento e no alcatrão. Bens não transaccionáveis, que significaram o êxodo rural para o litoral, corrupção larvar e uma classe de novos muitíssimo-ricos. Toda esta tragédia, que mergulhou um País numa espiral deficitária, acabou, fragorosamente, com Sócrates. O déficite é de toda esta gente, que hoje vive gozando as delícias das suas malfeitorias.
E você é o herdeiro e o filho predilecto de todos estes que você, agora, hipocritamente, quer pôr no banco dos réus?
Mas o Senhor também é responsável por esta crise. Tem as suas asas crivadas pelo chumbo da sua própria espingarda. Porque deitou
abaixo o PEC4, de má memória, dando asas aos abutres financeiros para inflacionarem a dívida para valores insuportáveis e porque invocou como motivo para tal chumbo, o carácter excessivo dessas medidas. Prometeu, entretanto, não subir os impostos. Depois, já no poder, anunciou como excepcional, o corte no subsídio de Natal. Agora, isto! Ou seja, de mentira em mentira, até a este colossal embuste, que é o Orçamento Geral do Estado.
Diz Vossa Eminência que não tinha outra saída. Ou seja, todas as soluções passam pelo ataque ao Trabalho e pela defesa do Capital Financeiro. Outro embuste. Já se sabia no que resultaram estas mesmas medidas na Grécia: no desemprego, na recessão e num déficite ainda maior. Pois o senhor, incauto e ignorante, não se importou de importar tão assassina cartilha. Sem Economia, não há Finanças, deveria saber o Senhor. Com ainda menos Economia (a recessão atingirá valores perto do 5% em 2012), com muito mais falências e com o desemprego a atingir o colossal valor de 20%, onde vai Sua Sabedoria buscar receitas para corrigir o déficite? Com a banca descapitalizada (para onde foram os biliões do BPN?), como traçará linhas de crédito para as pequenas e médias empresas, responsáveis por 90% do desemprego? O Senhor burlou-nos e espoliou-nos. Teve a admirável coragem de sacar aos indefesos dos trabalhadores, com a esfarrapada desculpa de não ter outra hipótese. E há tantas! Dou-lhe um exemplo: o Metro do Porto.
Tem um prejuízo de 3.500 milhões de euros, é todo à superfície e tem uma oferta 400 vezes (!!!) superior à procura. Tudo alinhavado à medida de uns tantos autarcas, embandeirados por Valentim Loureiro.
Outro exemplo: as parcerias público-privadas, grande sugadouro das finanças públicas.
Outro exemplo: Dizem os estudos que, se V. Ex.ª cortasse na mesma percentagem, os rendimentos das 10 maiores fortunas de Portugal, ficaríamos aliviadinhos de todo, desta canga deficitária. Até porque
foram elas, as grandes beneficiárias desta orgia grega que nos tramou. Estaria horas, a desfiar exemplos e Você não gastou um minuto em pensar em deslocar-se a Bruxelas, para dilatar no tempo, as gravosas medidas que anunciou, para Salvar Portugal!
Diz Boaventura de Sousa Santos que o Senhor Primeiro-ministro é um homem sem experiência, sem ideias e sem substrato académico para tais andanças. Concordo! Como não sabe, pretende ser um bom aluno dos mandantes da Europa, esperando deles, compreensão e consideração. Genuína ingenuidade! Com tudo isto, passou de bom aluno, para lacaio da senhora Merkel e do senhor Sarkhozy, quando precisávamos, não de um bom aluno, mas de um Mestre, de um Líder, com uma Ideia e um Projecto para Portugal. O Senhor, ao desistir da Economia, desistiu de Portugal! Foi o coveiro da nossa independência. Hoje, é, apenas, o Gauleiter de Berlim.
Demita-se, senhor primeiro-ministro, antes que seja o Povo a demiti-lo.
sexta-feira, 16 de março de 2012
COMEÇAR A MORRER PELA BOCA
Editorial de ANA SÁ LOPES, in Jornal “I”
Os governos começam a morrer pela boca e, no fim, implodem pela crise económica, pelo ódio cidadão e pelo pântano onde todos se afogam. Cavaco Silva abandonou a liderança do PSD porque era odiado e, evidentemente, o regime que terminou em 1995 era um lodaçal a transbordar de escândalos como o agora tão presente BPN; António Guterres desistiu de ser primeiro-ministro porque também era odiado e vivia num
- esse reconheceu a situação no dia em que bateu com a porta; Durão Barroso fugiu para Bruxelas porque tinha acabado de levar um golpe nas eleições do Parlamento Europeu, tinha um governo imobilizado e o partido capturado pelo seu ex-inimigo e depois outra vez amigo Pedro Santana Lopes.
Pedro Santana Lopes (o elo mais fraco de todos estes) auto-destruíu-se à velocidade da luz, não sobreviveu aos pontapés da família perpetrados desde o seu nascimento como primeiro-ministro e desencadeou uma notável reacção nacional antigoverno que uniu os portugueses à esquerda e à direita, contra o poder em funções. Finalmente, Sócrates. O anterior primeiro-ministro é despachado por causa do aprofundar da crise internacional, pela descolagem da realidade, pelas suspeitas que processos como o Face Oculta desencadearam, pelo aparelhismo, captura do Estado pelo partido e pelos amigos, etc, etc. No dia da decadência, todos estes factores juntos pesaram no destino final.
O que têm todos estes cidadãos em comum? Começaram todos a morrer pela boca. Em quase todos, a linguagem moralista marcou o arranque dos seus mandatos. Todos vinham moralizar o Estado, nunca haveria “jobs for the boys” (Guterres); estariam ao lado do povo humilde de onde tinham vindo (Cavaco); nunca “deixariam construir um aeroporto enquanto houvesse uma criança com fome” (Durão Barroso) e por aí fora.
Sócrates, como todos se lembram, ia lutar contra “os interesses instalados”.
Acabaram praticamente todos no mesmo sitio, aquele onde Pedro Passos Coelho já está a entrar. O discurso moralista contra as nomeações no Estado já
perdeu validade; o dos cortes salariais também, depois das excepções incompreensíveis para a maioria dos cidadãos, afectados e não afectados.
Agora chegaram as exclusões ao regime dos gestores públicos que o governo tinha decidido – e bem – não deveriam ter um ordenado superior ao do primeiro-ministro.
As excepções (1) já são meia-dúzia e incluem até gestores da famosa Parque Expo que, segundo Passos, não interessava a ninguém e devia fechar.
São contradições a mais para tão pouco tempo de governo. “
1).- Mais excepções: Cinco empresas não vão aplicar o novo estatuto de gestor público. São elas a TAP, ANA, CTT, Parque Expo e a EMA. O argumento do governo é que estão em processo de privatização ou de extinção.
sábado, 10 de março de 2012
O REGIME CHEIRA MAL...
Editorial de ANTÓNIO RIBEIRO FERREIRA, in Jornal “I”, de 10.02.2012
“ Cavaco Silva destapou o tacho, um ano de pois de ter tomado posse para o segundo mandato presidencial em Belém. E um cheiro nauseabundo invadiu o país, um sinal evidente de que o regime, a todos os níveis, está podre, em decomposição. Já não há volta a dar a isto. Os discursos piedosos dos personagens que lucram e vivem na podridão mais parecem missas do sétimo dia. A degradação não tem limites e soluções.
O estado a que esta porcaria chegou está agora à vista desarmada e já não há salamaleques democráticos que disfarcem a podridão que reina nas instituições e que se propaga, obviamente, a todas as estruturas do Estado e à própria sociedade civil.
Cavaco Silva decidiu abrir o livro sobre as suas relações com José Sócrates. Antes assim. Fala em deslealdade histórica, aponta episódios, como o seu desconhecimento da existência de um PEC IV salvador que a oposição chumbou e levou à demissão do governo socialista e ao pedido de ajuda externa. Mas os cinco anos de convívio entre Sócrates e Soares tiveram mais episódios picantes.
É bom recordar o estatuto dos Açores, que pôs o Presidente da República à beira de um ataque de nervos. E também a história da espionagem de S. Bento a Belém, que teve um efeito em cadeia e atingiu em cheio alguns órgãos de comunicação social e jornalistas.
É natural que daqui a um ano – ou talvez um pouco mais, depende -, Cavaco também venha a contar os episódios mais escabrosos das suas relações com Pedro Passos Coelho e este governo PSD/CDS. A decisão de contar as histórias escabrosas com Sócrates é uma espécie de aviso à navegação e aos tripulantes da maioria. Portem-se bem, não sejam desleais, não andem por aí a pôr minas e armadilhas no caminho presidencial, que Belém não esquece e muito menos perdoa.
A lavagem de roupa suja presidencial teve, obviamente, uma resposta ao mesmo nível dos deputados socráticos do PS. Uns mandam o Presidente tratar-se rapidamente num psiquiatra, outros dizem que Cavaco é foleiro e ainda há os que lhe devolvem a deslealdade histórica. É neste clima de degradação moral que o país sobrevive, com a miséria e a fome a atingir cada vez mais pessoas. É neste clima de decomposição de um regime que alguns gatos-pingados tentam fingir que está bem de saúde que se percebe como empresas 100% públicas têm o descaramento de vir a público desafiar os governantes que as tutelam.
A lei da selva, salve-se quem puder, a ausência total de normas básicas de relacionamento entre instituições, a lavagem pública de muita roupa suja acumulada ao longo de muitos anos são sinais óbvios de que algo tem de mudar e urgentemente.
Mas desenganem-se os que sonham com uma mudança nascida de um regime podre. Portugal está a chegar vertiginosamente ao fim. E não serão os partidos políticos, os pilares cancerosos desta democracia e deste regime, que o irão salvar. E, como já se percebeu, nesta derrocada não há instituição que sirva de porto de abrigo. Nem a Presidência da Republica.
Belém, como ficou claro neste 9 de Março de 2012, faz parte do problema. Na verdade, já deixou há muito de fazer parte da solução para uma nação em decomposição. “
sexta-feira, 9 de março de 2012
ESTAREMOS NÓS AINDA NO 7º MUNDO?
“ Começou o julgamento do antigo primeiro-ministro, acusado de negligência na crise financeira que conduziu o país a uma espiral de dívida e de recessão. O antigo primeiro-ministro garante que enquanto ocupou o cargo o fez sempre acreditando “ser o melhor para a nação” e considera-se perseguido, alvo de uma conspiração absurda.
No início da audiência insistiu na sua inocência e considerou uma boa oportunidade para explicar a sua versão sobre a crise.
A acusação sustenta que o antigo primeiro-ministro ignorou as recomendações do Parlamento para sanear e fortalecer a economia, o país mergulhou numa espiral de dívida e recessão. O desemprego disparou acima dos 10%, o governo teve de recorrer à ajuda do FMI. Razões da ida a julgamento do antigo primeiro-ministro, o processo considerado como essencial para o funcionamento da democracia, é um importante teste ao nosso sistema judicial. É o primeiro dirigente político a enfrentar uma acusação por causa da crise.
Inédito. Isto, contudo, passa-se na longínqua Islândia.
Por cá devia fazer-se o mesmo. Mais não fosse para servir de lição aos futuros políticos. Porque não julgar todos os políticos que foram responsáveis por gestão danosa e tráfico de influências e usurparam dinheiros públicos? Exige-se justiça. Nada mais injusto do que sofrer com governantes irresponsáveis, mentirosos e cobardes… “
Texto de Francisco José Casal Pina, inserido no Jornal “I” de 09.03.2012
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“ Hoje o Julius Malema foi despedido e não é mais Presidente da Juventude da ANC. Abusou dos seus poderes, foi julgado e zumba corrido do posto. Por estas bandas ainda há justiça. Isto por aqui é Terceiro Mundo. “
Texto enviado por familiar da Africa do Sul, em 04.02.2012
GRACIAS COMPAÑERO
Crónica de ANA SÁ LOPES, no Jornal “I”, em 08.02.2012
“Mariano Rajoy, o primeiro-ministro espanhol, declarou suavemente na semana passada em Bruxelas que “ia tomar uma decisão soberana” – uma frase herética nos luminosos tempos que correm. E anunciou soberanamente (diz que sem falar com ninguém porque não precisava) que o défice espanhol não iria baixar para 4,4% - como queria a Comissão Europeia -, mas apenas para 5,8% do PIB em 2012. Com uma taxa de desemprego que se aproxima dos 25% e metade dos cidadãos jovens sem trabalho, uma decisão do governo espanhol de encolher o défice de 8,5% para quase metade significaria ainda mais desemprego, muito menos consumo (que já não é grande coisa) e recessão ainda mais agravada.
Mariano Rajoy, ainda que obrigado àquela ideia peregrina da constitucionalização do limite do défice (imposta pelo socialista Zapatero), decidiu poupar os cidadãos a um esforço draconiano e mandar o ajustamento merkeliano à fava. Quem não dava nada por Mariano Rajoy, cuja principal qualidade política parecia ser uma paciência de Job na espera da queda de Zapatero, ficou espantado.
A declaração de Mariano Rajoy é importante, a vários níveis. Primeiro, é um arroubo de soberania numa Europa germanizada onde. Como já vários escreveram, o Keynesianismo está à beira de ser ilegalizado. Afinal introduzir o limite do défice na Constituição ilegaliza qualquer política expansionista – o mundo não teria recuperado da Grande Depressão, nem a Europa da Segunda Grande Guerra, se essa lei estúpida estivesse em vigor.
O anúncio de Rajoy tem a vantagem inominável de questionar o novo pacto de estabilidade e de pôr a Comissão a discutir rapidamente que são agora viáveis os tais “procedimentos” por défice excessivo.
É obvio que Mariano Rajoy está a abrir um caminho difícil. O que a Europa deveria estar a discutir já seria a flexibilização das metas do défice numa conjuntura económica terrivelmente recessiva – mas, como no seu conjunto está economicamente insana, aprova pactos para satisfazer o eleitorado
alemão. A “revolta” de Rajoy é uma boa notícia para todos os países frágeis do euro, com Portugal à cabeça: como notava aqui há dias o “Wall Street Journal”, um ajustamento mais flexível em Espanha significa que os nossos vizinhos podem importar mais. Como a única esperança de melhorar a economia nacional são agora só as exportações, e se a Espanha é um dos nossos principais mercados, percebe-se quanto a revolta espanhola interessa à economia portuguesa.
Em vez de continuar a dizer que não vai atrás de Espanha e cumprirá o défice. Passos devia estar a mandar a Rajoy um cartãozinho de agradecimento.”
ELES QUEREM ,PODEM E MANDAM
Editorial de ANTÓNIO RIBEIRO FERREIRA, nom Jornal “I”, de 09.03.2012
“Muitos parabéns à EDP e a António Mexia. O lucro de 2011 chegou aos 1.125 milhões de euros. Um recorde. O êxito ficou a dever-se ao Brasil e às queridas eólicas, que recebem rendas espantosas generosamente oferecidas pelo estado com o dinheiro que cobra aos clientes da EDP nas facturas mensais e bimensais. A querida EDP já não tem o guarda-chuva do Estado, mas os novos acionistas chineses, com o apoio determinado de Catroga e Mexia, vão, por certo, fazer os impossíveis para queimar qualquer ministro que tente atacar o chorudo negócio das renováveis, montado e executado por dois estimáveis amigos do ambiente chamados Pinho e Sócrates.
O ministro Álvaro Santos Pereira apanhou um curto-circuito quando tentou meter-se com a poderosa elétrica. Duvida-se que o assunto mereça novos desenvolvimentos nos tempos mais próximos, mesmo com a Troika a perorar sistematicamente sobre o assunto e os empresários a implorar a redução dos preços da energia. Evidentemente que o cidadão comum, o que paga a factura do seu consumo e das rendas de muitas empresas que fazem fortunas com o negócio verde, deve ficar muito satisfeito por ver o seu fornecedor, praticamente obrigatório, engordar e enriquecer à conta do seu empobrecimento. Mas em Portugal ganha e gasta como quer quem pode e quem é amigo do poder, ou pertence ao extraordinário e fantasioso sector empresarial do Estado.
Aqui é a lei da selva, dos prejuízos, do endividamento, dos aumentos dos preços dos serviços sempre que é preciso aumentar a receita para não se tocar demasiado na despesa. Como está a acontecer agora no sector dos transportes. Sobem-se os bilhetes e contam-se as carreiras sempre com o supremo objetivo de não despedir os trabalhadores, que, sem culpa nenhuma, foram entrando nas empresas por razões políticas eleitoralistas, incompetência dos gestores e alguma ideologia socialista à mistura, que funciona como o cimento de todas as desgraças que transformaram o sector empresarial do Estado num cancro para a economia e para o país.
Mas agora, que os portugueses são surpreendidos todos os dias com os imensos buracos que andaram escondidos anos e anos, esperava-se que os gestores públicos envolvidos pedissem a demissão, mostrassem alguma vergonha na cara ou fossem investigados pelos desvarios cometidos com o dinheiro dos portugueses. Não acontece nada disso.
O Ministério Público não se interessa por esses crimes públicos de gestão danosa. Tem mais que fazer. E os gestores públicos, perante o estranho e cúmplice silencia do poder, ainda têm o desplante de vir a público, não só desmentir os ministros que os tutelam, como fazer de virgens ofendidas na honra e na virtude.
Sinceramente. Quarta-feira o Ministro da Educação, Nuno Crato, que tutela a Parque Escolar, na companhia de Vitor Gaspar (Ministro das Finanças), denunciou no Parlamento os desvarios da empresa. Um dia depois, os gestores vinham a público pôr em causa o ministro e repudiar as notícias sobre a sua atividade. Hoje, sexta-feira, Nuno Crato e Vitor Gaspar ainda não assinaram a exoneração dos senhores.
Percebe-se. As criaturas querem, podem e mandam. “
quinta-feira, 8 de março de 2012
ESTE É O PAÍS ONDE VIVEMOS
• Um jovem de 18 anos recebe 200 € do Estado para não trabalhar;
• Um idoso recebe de reforma 236 € depois de toda uma vida de trabalho;
• Um marido oferece um anel à sua mulher;
• E tem de declarar a doação ao fisco;
• O mesmo fisco penhora indevidamente o salário de um trabalhador;
• E demora 3 anos a corrigir o erro;
• Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 2000 habitantes;
• O Governo diz que não precisa de mais polícias;
• Um professor leva uma coça de um aluno;
• E o Governo diz que a culpa é das causas sociais;
• O café da esquina fechou porque não tinha WC para homens, mulheres e empregados;
• No Fórum Montijo o WC da Pizza Hut fica a 100 metros;
• E não tem local para lavar mãos;
• O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo;
• E depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga
ISP (Imposto sobre produtos petrolíferos);
• Nas prisões são distribuídas gratuitamente seringas por causa do HIV,
mas é proibido consumir droga nas prisões!;
• Um jovem de 14 anos mata um adulto, não tem idade para ir a tribunal;
• Um jovem de 15 leva uma chapada do pai, por ter roubado dinheiro para droga, é violência doméstica!;
• Uma família a quem a casa ruiu e não tem dinheiro para comprar outra, o estado não tem dinheiro para fazer uma nova, tem de viver conforme podem;
• 6 Presos que mataram e violaram idosos vivem numa cela de 4 e sem Wc privado, não estão a viver condignamente e a associação de direitos humanos faz queixa ao tribunal europeu;
• Militares que combateram em África a mando do governo da época na defesa de território nacional não lhes é reconhecido nenhuma causa nem direito de guerra;
• Mas o primeiro-ministro elogia as tropas que estão em defesa da pátria no KOSOVO, AFEGANISTÃO E IRAQUE;
• Começas a descontar em Janeiro o IRS e só vais receber o excesso em Agosto do ano que vem;
• Não pagas as finanças a tempo e horas passado um dia já estas a pagar coima e juros;
• Fechas a janela da tua varanda e estas a fazer uma obra ilegal,
constrói-se um bairro de lata e ninguém vê;
• Se o teu filho não tem cabeça para a escola e com 14 anos o pões a trabalhar contigo num ofício respeitável, é exploração do trabalho infantil;
• Se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas 8 horas por dia ou mais, a criança tem muito talento, sai ao pai ou à mãe!;
• Numa farmácia pagas 0.50 € por uma seringa que se usa para dar um medicamento a uma criança;
• Se fosse drogado, não pagava nada!;
Obrigado Portugal. Estamos ORGULHOSOS.
Mexe-te e mostra a tua indignação ou em breve poderás ser tu e
os teus dentro destas estatísticas e o teu vizinho farão como tu. Olha para o lado.
REENVIA, REENVIA, PARA QUE HAJA MAIS QUEM ABRA OS OLHOS.
Os preços dos combustíveis no planeta ...
Eles tomam-nos por idiotas! E, NÓS SOMOS MESMO IDIOTAS
Bélgica - Diesel ? 1,222!
França - Diesel ? 1,294!
Azerbaijão - Diesel 0,31 euros
Egipto - Diesel 0,14 Euros
Etiópia - Super 0,24 EUR
Bahamas - Diesel 0,25 EUR TÊM POÇOS DE PETRÓLEO?
Bolívia - Super 0,25 EUR
Brasil - Diesel 0,54 EUR
China - Normal 0,45 EUR ...........e depois os chineses é que têm culpa do excesso de consumo!!!!! ou nós é que também andamos a pagar para estes?
Equador - Normal 0,24 EUR
Gana - Normal 0,09 EUR!!!!!!!
Gronelândia - Super 0,50 Euros
Guiana - Normal 0,67 EUR
Hong Kong - Diesel 0,84 Euros
Índia - Diesel 0,62 EUR
Indonésia - Diesel 0,32 EUR
Iraque - Super 0,60 EUR
Cazaquistão - Diesel 0,44 EUR
Qatar - Super 0,15 Euros
Kuwait - Super 0,18 Euros
Cuba - Normal 0,62 EUR TÊM POÇOS DE PETRÓLEO?
Líbia - Diesel 0,08 Euros!!!!!!!
Malásia - Super 0,55 Euros
México - Diesel 0,41 EUR
Moldávia - Normal 0,25 EUR TÊM POÇOS DE PETRÓLEO?
Omã - Super mais 0,20 euros
Perú - Diesel 0,22 EUR . TÊM POÇOS DE PETRÓLEO?
Filipinas - Diesel 0,69 EUR
Russia - Super 0,64 Euros
Arábia Saudita - Diesel EUR 0,04650 !!!!!!
Gasolina 91- 0,08370
África do Sul - Diesel 0,66 EUR TÊM POÇOS DE PETRÓLEO?
Suazilândia - Super 0,10 ! Euros!!!!! TÊM POÇOS DE PETRÓLEO?
Síria - Diesel 0,10 Euros!!!!!
Trinidad - Super 0,33 EUR TÊM POÇOS DE PETRÓLEO?
Tailândia - Super 0,65 EUR
Tunísia - Diesel0,49 EUR
EUA - Diesel 0,61 Euros
Venezuela - Diesel 0,07 EUR!!!!!
Emiratos Árabes Unidos - Diesel 0,18 Euros
Vietname - Diesel 0,55 EUR
Ucrânia - Diesel 0,51 EUR
Portugal - Diesel ? 1,495!
É inacreditável, não é?
Os países da União Europeia, e os seus Ministros das Finanças, realmente tomam as pessoas por idiotas... + IVA TIPP + PIT + ISF + IVA + imposto de consumo sobre a extorsão de diversos e variados ..+ RQP (Raio que os Parta)!!! .
Por favor encaminhe este texto, para que os cidadãos saibam como são enganados pelos políticos da Europa (que vivem em grande estilo com o dinheiro dos contribuintes!)
"O problema deste País é que, quem elege os governantes,
não é malta que lê jornal, mas sim, quem limpa o cu com ele!"
"anónimo?..."