sexta-feira, 29 de abril de 2011

ANA É EFECTIVAMENTE TUDO VERDADE!!

O artigo que a seguir transcrevo, foi publicado no Jornal do Barreiro, em 29.Abril.2011, e é da autoria da minha muito querida «sobrinha» ANA PORFÍRIO.
JÁ FOMOS POR AQUÍ!
---“ Como se de uma tragédia anunciada se tratasse, o FMI chegou cá, o que poderia ser espantoso se ouvíssemos com atenção as informações de há seis meses atrás dadas pelo Governo, ou de há um ano, ou pelo menos seria espantoso se acreditássemos nelas.
Nos últimos anos, o caminho tem sido este: alimentar parcerias público-privadas, com contornos pouco claros, privatizar sectores públicos, dando lucros chorudos a meia dúzia de privados, compensando os mesmos nos prejuízos reais ou nem por isso. Antes disso passámos pela destruição planeada e implacável de vários sectores de produção, desde as oliveiras e vinhas arrancadas, passando pela frota pesqueira abatida, pelos bens essenciais que passaram a vir de todo o lado, as bolachas gregas, os bifes irlandeses, a fruta espanhola e o leite francês, numa obediência cega aos grandes senhores da Europa, que viram aqui um mercado obediente, talvez um sitio onde se pudessem instalar uma indústrias daquelas chatas…o caminho tem sido este e sempre que a coisa dá raia, como se diz na gíria popular, a solução é a do costume: Despedimentos, aumentos de impostos, cortes salariais, cortes em benefícios sociais, diminuição de regalias, a tal brincadeira do «aperto do cinto», da escuridão a aguardar «a luz ao fundo do túnel» dos «sacrifícios inevitáveis que todos temos de fazer!».
Acontece que nem aceito que sejam inevitáveis, nem acho que são feitos por todos, são os de sempre que inevitavelmente os fazem, isso é verdade, não só não acho que sejam inevitáveis, não acho que este tipo de medidas sejam um «estímulo» à economia, como não o foram no início da década de 80 do século passado em que o FMI já cá esteve, onde serviram para privatizar sectores estratégicos, que hoje se revelam altamente rentáveis.
Aliás utilizando um raciocínio muito simples, mais desempregados e mais impostos são capazes de dar menos actividade económica, afectando todos os sectores desde o pequeno comércio, passando pelo sector imobiliário, pela construção civil e até mesmo pelo merceeiro da esquina.
A verdade é que já fomos por este caminho, perdemo-nos outra vez, que tal experimentar outro rumo? ---“

domingo, 24 de abril de 2011

UM COMPROMISSO NACIONAL!!!!! PRECISA DE SI!!!!!

Documento "Um Compromisso Nacional":

1).- Portugal está a viver uma das mais sérias crises da sua história recente. Essa crise tem uma dimensão financeira e económica, que se reflete no défice orçamental, no desequilíbrio externo, no elevado grau de endividamento público e privado e nos baixos índices de competitividade e crescimento da economia, com grave impacto no desemprego, em especial nas gerações mais novas; mas tem igualmente uma dimensão política e social grave, que se exprime numa crescente dificuldade no funcionamento do Estado e do sistema de representação política e em preocupantes sinais de enfraquecimento da coesão da sociedade e das suas expectativas.

2).- A crise financeira e económica mundial que se iniciou em 2007,com origem nos Estados Unidos, gerou em 2009 a maior recessão global dos últimos 80 anos e transformou-se, mais tarde, na chamada crise da dívida soberana, que abriu no seio da União Europeia um importante processo de ajustamento político e institucional, afetando de modo especialmente negativo alguns dos Estados membros mais vulneráveis, entre os quais, agora, Portugal.

3).- Nesta situação de grande dificuldade, em que persistentes problemas internos foram seriamente agravados por uma conjuntura internacional excecionalmente crítica, os signatários sentem-se no dever de exprimir a sua opinião sobre algumas das condições que consideram indispensáveis para ultrapassar a crise, num momento em que a dificuldade de diálogo entre os dirigentes políticos nacionais e a crescente crispação do debate público, nas vésperas de uma campanha eleitoral, ameaçam minar perigosamente a definição de soluções consistentes para os problemas nacionais.

4).- Essas condições envolvem dois compromissos fundamentais:
a) em primeiro lugar, um compromisso entre o Presidente da República, o Governo e os principais partidos, para garantir a capacidade de execução de um plano de ação imediato, que permita assegurar a credibilidade externa e o regular financiamento da economia, evitando perturbações adicionais numa campanha eleitoral que deve contribuir para uma escolha serena, livre e informada; este compromisso imediato deve permitir que o Governo possa assumir plenamente as suas responsabilidades para assegurar o bem público e assumir inadiáveis compromissos externos em nome do Estado.
b) em segundo lugar, um compromisso entre os principais partidos, com o apoio do Presidente da República, no sentido de assegurar que o próximo Governo será suportado por uma maioria inequívoca, indispensável na construção do consenso mínimo para responder à crise sem a perturbação e incerteza de um processo de negociação permanente, como tem acontecido no passado recente; numa perspetiva de curto prazo, esse consenso mínimo deverá formar-se sobre o processo de consolidação orçamental e a trajetória de ajustamento para os próximos três anos prevista na última versão do Programa de Estabilidade e Crescimento; e, numa perspetiva de médio/longo prazo, sobre as seguintes grandes questões nacionais, relacionadas com a adaptação estrutural exigida à economia e à sociedade: a governabilidade, o controlo da dívida externa, a criação de emprego, a melhor distribuição da riqueza, as orientações fundamentais do investimento público, a configuração e sustentabilidade do Estado Social e a organização dos sistemas de Justiça, Educação e Saúde.

5).- As próximas eleições gerais exigem um clima de tranquilidade e um nível de informação objetiva sobre a realidade nacional que não estão neste momento asseguradas. A afirmação destes compromissos, a partir de um esforço conjunto dos principais responsáveis políticos, ajudará seguramente a construir uma solução governativa estável, que constitui a primeira premissa para que os Portugueses possam encontrar uma razão de ser nos sacrifícios presentes e encarar com esperança o próximo futuro.

Para assinar este Compromisso vá a: http://aeiou.expresso.pt

terça-feira, 19 de abril de 2011

Portugueses!!! ESTA NÃO É PARA RIR!

Ao contrário do Povo do Egipto, nós precisamos de correr com todos da Assembleia da Republica...
"Ora aqui vai outro importante contributo, para que o Ministro das Finanças não continue a fazer de nós parvos, dizendo com ar sonso que não sabe em que mais cortar. Acabou o recreio! Se todos vocês reencaminharem como eu faço, ao fim do dia seremos centenas de milhar de "olhos mais bem abertos".Orçamento do Estado. Todos os ''governantes'' [a saber, os que se governam...] de Portugal falam em cortes das despesas, mas não dizem quais, e aumentos de impostos, a pagar pela malta. Não ouvi foi nenhum governante falar em:
- Acabar com os Governos Civis pois só servem para alimentar clientelas políticas; Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três Presidentes da República retirados; Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode; Acabar com os milhares de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e têm funcionários e administradores com 2º ou 3º emprego; Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euros mês e que não servem para nada, antes acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821, etc.; Redução drástica das Juntas de Freguesia; Acabar com o pagamento de 200 € por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75 € nas Juntas de Freguesia; Acabar com o Financiamento aos Partidos. Que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem para conseguirem verbas para as suas actividades; Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País; Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias, e até os filhos das amantes....Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos; Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos às escolas, ir ao mercado a compras, etc. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis...; Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES, QUE NÃO NOS DA COISA PÚBLICA...; Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCEPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder...; Acabar com a internet nas repartições públicas (Câmaras, Hospitais e demais locais de trabalho), acesso só em local próprio e por requisição, ficando sob controlo e registado o que o funcionário fez; Se quiserem andar no Facebook, MSN, Google, etc., façam-no em casa e a expensas próprias que não ás custas do contribuinte; Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar…; Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e de entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado; Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP; Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e quejandos, onde quer que estejam; E por aí fora. Recuperaremos depressa a nossa posição, sobretudo a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado; Já estamos cansados, fica assim; Expliquem porque o Presidente da Assembleia da República tem ao seu dispor dois automóveis (de serviço). Deve ser um para a "pasta" e outro para a "lancheira".
ACRESCENTE AQUI O QUE SABE DE DESVIOS A UMA BOA GESTÃO DA COISA PÚBLICA E OS CASOS DE CORRUPÇÃO QUE EM GERAL OU NO PARTICULAR CONHEÇA E DIFUNDA...
Repasse para email ou por qualquer outro meio, e envie pois é preciso chegar ao conhecimento de todos os Portugueses, por este, ou por outros meios, bem basta, quando se tinha que comer e calar. Isto não pode parar. Nós, contribuintes pagamos tudo. E só temos culpa porque somos frouxos, passivos, indolentes. Acabar com os altos salários de juízes, de Jornalistas das letras e da imagem, de administradores de bancos públicos e privados, sindicalistas, professores do ensino superior, advogados, não esquecendo também, o acumular de reformas e duplicidade de empregos. Tenho ouvido todos, de todas as cores e credos, com muita pena dos pobres coitadinhos, mas nunca ouvi nenhum, dizer que prescindia dos chorudos vencimentos, mordomias e alcavalas, em benefício dos que na realidade sofrem, e que, era seu dever e exemplo, anunciar essa nobreza de acto.

VAMOS LÁ RIR UM POUCO!

Imperdível... Voo de Lisboa para o Porto.
É imperdível!... O famoso comentador da TV, Marcelo Rebelo de Sousa, seguia a bordo de um avião, de Lisboa para o Porto. O lugar a seu lado estava ocupado por um garoto de uns 10 anos, natural de Amarante, de óculos, com ar sério e compenetrado. Assim que o avião descolou, o garoto abriu um livro, mas Marcelo Rebelo de Sousa puxou conversa. Ouvi dizer que o voo parece mais curto se conversarmos com o passageiro do lado. Gostarias de conversar comigo? O garoto fechou calmamente o livro e respondeu: - Talvez seja interessante. Qual o tema que gostaria de discutir? - Ah, que tal política? Achas que devemos reeleger Sócrates ou dar uma oportunidade ao Passos Coelho? O garoto suspirou e replicou: - Poderá ser um bom tema, mas, antes, gostaria de lhe colocar uma questão. - Então manda! - encorajou o professor Marcelo. - Os cavalos, as vacas e os cabritos comem a mesma coisa, certo? Pasto, ervas, rações. Concorda? - Sim. - disse o professor. - No entanto, os excrementos dos cabritos são umas bolinhas, as vacas largam placas de bosta e, os cavalos, umas bolas bem grandes... Qual é a razão para isto? Marcelo Rebelo de Sousa pensou por alguns instantes, mas acabou por confessar que não sabia a resposta...
E o garoto concluiu: - Então como é que o senhor se sente qualificado para discutir quem deve governar Portugal se não entende de "merda" nenhuma?...

domingo, 17 de abril de 2011

Trecho da Intervenção do Dr. Marinho e Pinto.

E NOTÁVEL, DEVIA PASSAR NOS TELEJORNAIS, PELO MENOS UMA VEZ POR MÊS. DIVULGUEM, DIVULGUEM, ENVIEM AOS VOSSOS AMIGOS. ISTO É PARA RECORDAR O QUE TEM SIDO FEITO, NUM PAÍS CUJO 1º MINISTRO AINDA Á 15 DIAS DIZIA QUE ESTAVA TUDO BEM E NÃO NECESSITAVA DE AJUDA EXTERNA. VEJAM AS NOTICIAS DE HOJE, OS RESPONSÁVEIS DE ONTEM DIZIAM QUE ESTAVA TUDO BEM, OS MESMOS HOJE, SEM A MINIMA PONTA DE VERGONHA VEM DIZER QUE EM JUNHO JÁ NÃO HÁ DINHEIRO PARA PAGAR VENCIMENTOS, NÃO TEM VERGONHA NEM CASTA DELA. MAL EMPREGADO PAÍS. O Dr. Marinho e Pinto disse, na cara de todos os políticos, olhos nos olhos, aquilo que qualquer um de nós pensa e muitos sabem. Sem papas na língua!
Brilhante e Mordaz intervenção do Dr. Marinho e Pinto por ocasião da Sessão de Solene de Abertura do Ano Judicial.
http://www.youtube.com/watch?v=pb8sZR-bI6o
Isto foi dito na cara do Dr. Cavaco, Presidente da República... e nada aconteceu!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Quando formos assim, não precisaremos do FMI!

A PROPÓSITO DE VALORES! APÓS OS REPETIDOS TREMORES DE TERRA E O TSUNAMI DEVASTADOR... 10 LIÇÕES JAPONESAS:
1. A CALMA - Nem um único sinal de pânico. A tristeza foi crescendo mas a atitude positiva manteve-se.
2. A DIGNIDADE - Fora feitas longas filas para a água e mantimentos. Nem uma palavra áspera ou um gesto bruto.
3. A CAPACIDADE - Arquitectura incrível e engenharia irrepreensível. Os edifícios oscilaram, mas nenhum caiu.
4. O CIVISMO - As pessoas compravam somente o que precisavam para o presente, para que todos pudessem ter acesso aos bens.
5. A ORDEM - Não houve saques nas lojas. Não houve buzinões nem ultrapassagens nas estradas. Apenas a compreensão pelo momento por que todos passavam.
6. O SACRIFÍCIO - Cinquenta trabalhadores não foram evacuados das instalações da central Nuclear para assegurarem que a água do mar fosse bombeada para os reactores. Nunca serão reembolsados!
7. A TERNURA - Os restaurantes reduziram os preços. Uma ATM foi deixada sem segurança. Os fortes cuidaram dos fracos e a entreajuda estava na rua em todos os locais.
8. O TREINO - Os idosos e as crianças sabiam exactamente o que fazer. E fizeram exactamente o que era pressuposto fazer.
9. A COMUNICAÇÃO SOCIAL - Os jornalistas mostraram dignidade e contenção no modo como reportaram as notícias. O sensacionalismo foi rejeitado. Somente reportagens serenas.
10. A CONSCIÊNCIA - Quando numa loja, a energia eléctrica falhou, as pessoas colocaram as coisas que tinham na mão nas prateleiras e saíram tranquilamente.
ESTAS ATITUDES PERTENCAM A UM POVO CONSCIENTE E MUITO DISCIPLINADO!

SÓ MESMO NO PORTUGAL DOS PEQUENINOS!

Na sequência do artigo publicado neste blog em 14 de Abril, recebi mensagem da signatária D.Marisa Moura, que me apresso a divulgar:
A paternalista e mentecapta resposta do Provedor do Cliente a uma reclamação feita à empresa
---“ Reparei no interesse que suscitou na blogosfera a carta que enviei à Carris, no passado dia 1 de Abril, a propósito das novas regalias da Administração em plena austeridade nacional. Aproveito então este post para partilhar a minha própria carta (já fica partilhada no sublinhado da primeira linha) e já agora partilhar uma troca de e-mails com a Carris, em Janeiro, a propósito de uma reclamação. Ilustra bem o espíríto da empresa.Fiz uma reclamação concreta sobre o atendimento de uma loja, no livro de reclamações. Mas enviei também um e-mail sobre outros aspectos funcionais da loja e do site, em que pus em causa as competências das empresas a quem a Carris terá adjudicado os trabalhos de design da loja e de webdesign pois os resultados são inequivocamente negativos, o que já não se admite numa altura em que sobeja "know-how" nestas matérias. A questão é-me legítima pois esses serviços terão sido adjudicados, supostamente, em concurso público e pagos com dinheiro público.
A resposta veio da Provedora do Cliente. Resumindo: Em vez de tentar explicar as lacunas e apresentar desculpas e promessas de melhorias (única "cassette" admissível), optou por tentar uma longa lavagem cerebral completamente patética que consistia em dar uma lição sobre o esqueleto do site (incluia didáticos tutoriais) e afirmar que as funcionalidades funcionam! Quando o que lhes reclamei (afirmei!) foi precisamente que elas NÃO funcionam. Surreal! O que é que se responde a uma salazarice destas? Eu respondi: "Decididamente não falamos a mesma linguagem. Não vale portanto a pena mais conversa. Felicidades".
PS: Entretanto, quando tiver tempo, hei-de debulhar os relatórios e contas da Carris a ver se descubro quando é que estas obras-primas foram feitas e quanto é que custaram. ---“
Troca de mails:
---“ De: Marisa Moura . Enviada: sábado, 15 de Janeiro de 2011 13:11 Para: .SG/RP-Relações Públicas
Cc: gmoptc@moptc.gov.pt. Assunto: Reclamação Carris loja Mob e site
Exmos. Senhores,
Tornei-me recentemente cliente da Carris e, como cidadã que, ao tostão, contribui com os seus impostos para esta empresa, sinto-me no dever de vos reportar este feedback.
Ao usar a loja Mob do Arco do Cego e o vosso site assola-me uma óbvia constatação: a Carris não elegeu os melhores parceiros para a concepção da loja e do site. Isto conduz a outra dedução: quem não prima pela excelência nestes casos, também não prima no resto.
Tratam-se se falhas óbvias, mas bastante reveladoras. Faz deduzir que os projectos foram adjudicados sem critérios de qualidade. Não sei quais são as empresas que os fizeram, mas sei que não serão certamente as mais habilitadas. E sei também que não lhe terá sido exigida qualidade, pois qualquer pessoa que utilize estes interfaces verifica os defeitos. Não mereciam aprovação final da Carris.
Na loja, por exemplo, a sala de espera está longe dos balcões. Há que dar a volta à sala, por uma rampa. Ora, entre a chamada da senha nos monitores e a chegada do utente ao respectivo balcão há um compasso de espera que em nada contribuirá para os imperativos índices de produtividade que o país e a europa exigem. A própria sinaléctica revela a falta de noção de serviço. Por exemplo, a máquina das senhas tem três opções. A primeira são passes. Ora, quem vai fazer um cartão (passe), retira obviamente aquela senha. Mas após esperar percebe que, afinal, a senha certa é "atendimento". Depois não há multibanco no balcão de atendimento, para pagar o cartão do passe. Mas no balcão ao lado, para o carregar com a mensalidade, já há multibanco.
Além disso já lá tive um problema com o horário de atendimento. Não fui atendida apesar de ter tirado a senha 19 minutos antes de a loja fechar e de só estar mais um utente para ser atendido no mesmo balcão que eu. Mas sobre isso fiz uma reclamação específica no livro de reclamações.
Sobre o site, sugiro que qualquer um de vós tente pesquisar, por exemplo, em "percursos"/"carreiras que passam num local". Inserir uma localidade que seja aceite é uma demorada aventura. Ex: Santa Apolónia. Na maior parte das vezes dispara uma caixinha a dizer "preencha uma localidade sugerida" (embora já lá tenhamos inserido a localidade). Entretanto não aparece sugestão nenhuma. Depois, sem critério entendível, lá aparece qualquer coisa, mas num layout estranhíssimo, nada prático e completamente fora das melhores práticas nacionais e internacionais. Além disso, a certa altura, numas das infinitas tentativas para inserir uma localidade aceite, surge uma barra azul que se sobrepõe ao espaço onde é suposto escrever-se a localidade... É desesperante. De um amadorismo confrangedor. Nem as versões experimentais costumam estar online nestes moldes. Outra coisa sobre o site: a ideia de possibilitar a simulação de percursos é óptima, mas só apresenta resposta se uma só carreira servir o ponto de partida e chegada inseridos. Não sugere quais as várias carreiras que servem o precurso. Mas o Google faz isso. Por estes detalhes se vê por que razão a empresa está a despedir tanta gente e a receber mais injecções do Estado, pagas por contribuintes como eu. Não quero sequer imaginar quanto pagámos (nós os contribuintes) a quem prestou estes serviços à Carris. Muito bonitos, mas muito pouco funcionais. Fica a nota, na esperança que todos cumpramos os nossos deveres, todos os dias e em cada gesto.
Cumprimentos, Marisa Moura ---“
PROV (Provedor do Cliente) Thu, Feb 3, 2011 at 3:05 PM To: marisasmail@gmail.com
Exma. Senhora D. Marisa Moura
Gostaríamos de começar, numa primeira fase, por lhe dar as boas vindas ao serviço da CARRIS, uma vez que referiu na reclamação enviada ser uma Cliente recente dos serviços da nossa empresa. Em relação às questões que coloca acerca do site corporativo da CARRIS disponível em www.carris.pt, a área de simuladores disponível através do link no topo da página denominado “Pesquisar percursos”, permite o acesso a três tipo de simuladores de percurso, sendo cada um diferente consoante o tipo de viagem a planear (http://www.carris.pt/pt/simuladores/):
- Simulador CARRIS: Permite a selecção de percursos utilizando como único operador a CARRIS e sem realização de transbordos. O motor de pesquisa permite saber quais as carreiras que realizam determinado percurso, indicando para tal a origem e destino do mesmo, ou as carreiras que passam num dado ponto, indicando para tal o local em causa.
De forma a ajudar a pessoa a seleccionar a origem e destino, a partir da terceira ou quarta letra de escrita aparece uma caixa com as opções disponíveis com esse início de palavra, de forma a tentar suprir o facto de a indicação de origem e destino ter que estar relacionada com o nome da paragem: Sendo que ao seleccionar uma destas localizações chegamos a um conjunto de opções de carreiras que passam por esse local. Por exemplo, seleccionando a Estação de Santa Apolónia temos 20 percursos possíveis que passam nessa zona: Mais se informa que a arquitectura do interior da Loja foi efectuada por profissionais especializados, tendo sido definido o layout interior em função do espaço disponível, serviços a instalar e funcionalidade dos mesmos. Assim, a rampa existente é devida ao declive do interior do edifício (que não se podia alterar) e á necessidade de tornar o espaço de atendimento acessível a qualquer cliente, incluindo os de mobilidade reduzido. Este facto, para além de ser legalmente obrigatório, está sempre presente nas preocupações da Carris, não só no atendimento ao público, como também no acesso a veículos e no transporte de passageiros. Quanto ao facto de a sala de espera estar distante dos serviços, tal é devido ás condicionantes do espaço disponível, e também para salvaguardar a privacidade de atendimento, tanto no que concerne aos clientes como aos funcionários. Para rentabilizar o tempo de serviço, nos dias de grande afluência é chamado um nº de avanço relativamente ao que está a ser atendido.
Quanto à informação existente na máquina de distribuição de senhas, conforme documento anexo, parece-nos que a mesma está explicita, não causando qualquer dúvida sobre a requisição do cartão Lisboa Viva.
Com os melhores cumprimentos. P’ O Provedor do Cliente, Lígia Querido ---“

quinta-feira, 14 de abril de 2011

SÓ NO PORTUGAL DOS PEQUENINOS!

Carris: administração recebeu viaturas topo de gama em ano de buraco financeiro de 776,6 milhões
Por PÚBLICO, em 01.04.2011
---“ A Carris alugou no ano passado quatro novas viaturas topo de gama para o seu presidente e administradores, suportando um valor de cerca de 4500 euros mensais com o aluguer dos veículos. A empresa pública, que tem 2010 teve capitais negativos de 776,6 milhões de euros, explica que a decisão cumpre o estabelecido pela Comissão de Fixação de Vencimentos. Os capitais próprios da Carris estão negativos em 776,6 milhões de euros.
O relatório de contas da Carris de 2010, citado pela edição de hoje do “Correio da Manhã”, indica que o presidente da Carris, José Manuel Silva Rodrigues, e os vogais da administração Fernando Jorge Moreira da Silva, Maria Isabel Antunes e Joaquim José Zeferino receberam as quatro viaturas das marcas Mercedes, Audi e BMW no ano passado. A acrescentar a esta lista há a viatura da também administradora Maria Adelina Rocha, que conduz uma viatura paga pela empresa desde 2008. Ao diário, a Carris indicou que os veículos foram “alugados em substituição de viaturas entretanto abatidas” e que “todas as viaturas estão regime de ALD [Aluguer de Longa Duração]”. De acordo com a empresa, o “valor mensal das rendas pagas, para as cinco viaturas, em 2010, foi de 4.514 euros”, incluindo manutenção e seguro. O valor comercial das viaturas ronda os 176 mil euros. A empresa sublinha que o aluguer foi feito “em cumprimento escrupuloso do determinado pela Comissão de Fixação de Vencimentos”. Esta semana foi divulgado que os capitais próprios da Carris estão negativos em 776,6 milhões de euros e que a administração da empresa pública teve um aumento nos vencimentos em 2010. O resultado líquido da Carris foi novamente negativo no ano passado, agravando-se para 42,3 milhões de euros.
Quanto aos custos com pessoal, a administração da Carris recebeu um total de 420.556 euros em 2010, traduzindo-se num aumento nos vencimentos dos cargos de topo de quase 33 mil euros em comparação a 2009, apesar dos cortes salariais decididos na administração pública. O presidente da Carris aufere mensalmente 6.577 euros brutos. Cada vogal da administração 5727 euros. ---“
Carta da Marisa Moura à administração da Carris
Exmos. Senhores
José Manuel Silva Rodrigues, Fernando Jorge Moreira da Silva, Maria Isabel Antunes, Joaquim José Zeferino e Maria Adelina Rocha,
Chamo-me Marisa Sofia Duarte Moura e sou a contribuinte nº 215860101 da República Portuguesa. Venho por este meio colocar-vos, a cada um de vós, algumas perguntas: Sabia que o aumento do seu vencimento e dos seus colegas, num total extra de 32 mil euros, fixado pela comissão de vencimentos numa altura em que a empresa apresenta prejuízos de 42,3 milhões e um buraco de 776,6 milhões de euros, representa um crime previsto na lei sob a figura de gestão danosa?; Terá o senhor(a) a mínima noção de que há mais de 600 mil pessoas desempregadas em Portugal neste momento por causa de gente como o senhor(a) que, sem qualquer moral, se pavoneia num dos automóveis de luxo que neste momento custam 4.500 euros por mês a todos os contribuintes?; A dívida do país está acima dos 150 mil milhões de euros, o que significa que eu estou endividada em 15 mil euros. Paguei em impostos no ano passado 10 mil euros. Não chega nem para a minha parte da dívida colectiva. E com pessoas como o senhor(a) a esbanjar desta forma o meu dinheiro, os impostos dos contribuintes não vão chegar nunca para pagar o que realmente devem pagar: o bem-estar colectivo. A sua cara está publicada no site da empresa. Todos os portugueses sabem, portanto, quem é. Hoje, quando parar num semáforo vermelho, conseguirá enfrentar o olhar do condutor ao lado estando o senhor(a) ao volante de uma viatura paga com dinheiro que a sua empresa não tem e que é paga às custas da fome de milhares de pessoas, velhos, adultos, jovens e crianças? Para o senhor auferir do seu vencimento, agora aumentado ilegalmente, e demais regalias, há 900 mil pessoas a trabalhar (inclusivé em empresas estatais como a “sua”) sem sequer terem direito a Baixa se ficarem doentes, porque trabalham a recibos verdes. Alguma vez pensou nisso? Acha genuinamente que o trabalho que desempenha tem de ser tamanhamente bem remunerado ao ponto de se sobrepôr às mais elementares necessidades de outros seres humanos?
Despeço-me sem grande consideração, mas com alguma pena da sua pessoa e com esperança que consiga reactivar alguns genes da espécie humana que terá com certeza perdido algures no decorrer da sua vida.
Marisa Moura
Notícia que originou este meu mail em http://economia.publico.pt/Noticia/carris-administracao-recebeu-viaturas-topo-de-gama-em-ano-de-buraco-financeiro-de-7766-milhoes_1487820

segunda-feira, 11 de abril de 2011

QUEM FALA ASSIM NÃO É GAGO.

---“ A Ditadura Democrática Portuguesa elimina os que pensam e promove os Burros. (peço desculpa ao animal, de que tenho muito carinho e admiração). Este é o maior fracasso da democracia portuguesa. Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, (Olá! camaradas Sócrates... Olá! Armando Vara...), que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido. Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, em governação socialista, distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos. Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora continua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido.
Para garantir que vai continuar burro o grande "cavallia" (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades. Gente assim mal formada vai aceitar tudo, e o país será o pátio de recreio dos mafiosos. A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca. Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros. Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada. Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado. Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.
Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituamo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura. E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade. Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos? Vale e Azevedo pagou por todos?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático? Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico? Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana? Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal? Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma. No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém? As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância. E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou? E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu? Alguns até arranjaram cargos em organismos da UE. Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê? E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára? O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha. E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina? E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento. Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade. Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra. Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade. Este é o maior fracasso da democracia portuguesa. ---“
Clara Ferreira Alves - "Expresso"

ESTE PAÍS NÃO É PARA CORRUPTOS....

Em Portugal, há que ser especialmente talentoso para corromper. Não é corrupto quem quer... Que Portugal é um país livre de corrupção sabe toda a gente que tenha lido a notícia da absolvição de Domingos Névoa. O tribunal deu como provado que o arguido tinha oferecido 200 mil euros para que um titular de cargo político lhe fizesse um favor, mas absolveu-o por considerar que o político não tinha os poderes necessários para responder ao pedido. Ou seja, foi oferecido um suborno, mas a um destinatário inadequado. E, para o tribunal, quem tenta corromper a pessoa errada não é corrupto - é só parvo. A sentença, infelizmente, não esclarece se o raciocínio é válido para outros crimes: se, por exemplo, quem tenta assassinar a pessoa errada não é assassino, mas apenas incompetente; ou se quem tenta assaltar o banco errado não é ladrão, mas sim distraído. Neste último caso a prática de irregularidades é extraordinariamente difícil, uma vez que mesmo quem assalta o banco certo só é ladrão se não for administrador.
O hipotético suborno de Domingos Névoa estava ferido de irregularidade, e por isso não podia aspirar a receber o nobre título de suborno. O que se passou foi, no fundo, uma ilegalidade ilegal. O que, surpreendentemente, é legal. Significa isto que, em Portugal, há que ser especialmente talentoso para corromper. Não é corrupto quem quer. É preciso saber fazer as coisas bem-feitas e seguir a tramitação apropriada. Não é acto que se pratique à balda, caso contrário o tribunal rejeita as pretensões do candidato. "Tenha paciência", dizem os juízes. "Tente outra vez. Isto não é corrupção que se apresente."
Ricardo Araujo Pereira, in “Boca do Inferno”

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Porque silenciam a ISLÂNDIA?


(Estamos neste estado lamentável por causa da corrupção interna - pública e privada com incidência no sector bancário - e pelos juros usurários que a Banca Europeia nos cobra.
Sócrates foi dizer à Sra. Merkle - a chanceler do Euro - que já tínhamos tapado os buracos das fraudes e que, se fosse preciso, nos punha a pão e água para pagar os juros ao valor que ela quisesse. Por isso, acho que era altura de falar na Islândia, na forma como este país deu a volta à bancarrota, e porque não interessa a certa gente que se fale dele) Não é impunemente que não se fala da Islândia (o primeiro país a ir à bancarrota com a crise financeira) e na forma como este pequeno país perdido no meio do mar, deu a volta à crise. Ao poder económico mundial, e especialmente o Europeu, tão proteccionista do sector bancário, não interessa dar notícias de quem lhes bateu o pé e não alinhou nas imposições usurárias que o FMI lhe impôs para a ajudar. Em 2007 a Islândia entrou na bancarrota por causa do seu endividamento excessivo e pela falência do seu maior Banco que, como todos os outros, se afogou num oceano de crédito mal parado. Exactamente os mesmo motivos que tombaram com a Grécia, a Irlanda e Portugal.
A Islândia é uma ilha isolada com cerca de 320 mil habitantes, e que durante muitos anos viveu acima das suas possibilidades graças a estas "macaquices" bancárias, e que a guindaram falaciosamente ao 13º no ranking dos países com melhor nível de vida (numa altura em que Portugal detinha o 40º lugar). País novo, ainda não integrado na UE, independente desde 1944, foi desde então governado pelo Partido Progressista (PP), que se perpetuou no Poder até levar o país à miséria. Aflito pelas consequências da corrupção com que durante muitos anos conviveu, o PP tratou de correr ao FMI em busca de ajuda. Claro que a usura deste organismo não teve comiseração, e a tal "ajuda" ir-se-ia traduzir em empréstimos a juros elevadíssimos (começariam nos 5,5% e daí para cima), que, feitas as contas por alto, se traduziam num empenhamento das famílias islandesas por 30 anos, durante os quais teriam de pagar uma média de 350 Euros/ mês ao FMI. Parte desta ajuda seria para "tapar" o buraco do principal Banco islandês. Perante tal situação, o país mexeu-se, apareceram movimentos cívicos despojados dos velhos políticos corruptos, com uma ideia base muito simples: os custos das falências bancárias não poderiam ser pagos pelos cidadãos, mas sim pelos accionistas dos Bancos e seus credores. E todos aqueles que assumiram investimentos financeiros de risco, deviam agora aguentar com os seus próprios prejuízos.
O descontentamento foi tal que o Governo foi obrigado a efectuar um referendo, tendo os islandeses, com uma maioria de 93%, recusado a assumir os custos da má gestão bancária e a pactuar com as imposições avaras do FMI. Num instante, os movimentos cívicos forçaram a queda do Governo e realização de novas eleições. Foi assim que em 25 de Abril (esta data tem mística) de 2009, a Islândia foi a eleições e recusou votar em partidos que albergassem a velha, caduca e corrupta classe política que os tinha levado àquele estado de penúria. Um partido renovado (Aliança Social Democrata) ganhou as eleições, e conjuntamente com o Movimento Verde de Esquerda, formaram uma coligação que lhes garantiu 34 dos 63 deputados da Assembleia). O partido do poder (PP) perdeu em toda a linha. Daqui saiu um Governo totalmente renovado, com um programa muito objectivo: aprovar uma nova Constituição, acabar com a economia especulativa em favor de outra produtiva e exportadora, e tratar de ingressar na UE e no Euro logo que o país estivesse em condições de o fazer, pois numa fase daquelas, ter moeda própria (coroa finlandesa) e ter o poder de a desvalorizar para implementar as exportações, era fundamental. Foi assim que se iniciaram as reformas de fundo no país, com o inevitável aumento de impostos, amparado por uma reforma fiscal severa. Os cortes na despesa foram inevitáveis, mas houve o cuidado de não "estragar" os serviços públicos tendo-se o cuidado de separar o que o era de facto, de outro tipo de serviços que haviam sido criados ao longo dos anos apenas para serem amamentados pelo Estado.
As negociações com o FMI foram duras, mas os islandeses não cederam, e conseguiram os tais empréstimos que necessitavam a um juro máximo de 3,3% a pagar nos tais 30 anos. O FMI não tugiu nem mugiu. Sabia que teria de ser assim, ou então a Islândia seguiria sozinha e, atendendo às suas características, poderia transformar-se num exemplo mundial de como sair da crise sem estender a mão à Banca internacional. Um exemplo perigoso demais. Graças a esta política de não pactuar com os interesses descabidos do neo-liberalismo instalado na Banca, e de não pactuar com o formato do actual capitalismo (estado de selvajaria pura) a Islândia conseguiu, aliada a uma política interna onde os islandeses faziam sacrifícios, mas sabiam porque os faziam e onde ia parar o dinheiro dos seus sacrifícios, sair da recessão já no 3º Trimestre de 2010. O Governo islandês (comandado por uma senhora de 66 anos) prossegue a sua caminhada, tendo conseguido sair da bancarrota e preparando-se para dias melhores. Os cidadãos estão com o Governo porque este não lhes mentiu, cumpriu com o que o referendo dos 93% lhe tinha ordenado, e os islandeses hoje sabem que não estão a sustentar os corruptos banqueiros do seu país nem a cobrir as fraudes com que durante anos acumularam fortunas monstruosas. Sabem também que deram uma lição à máfia bancária europeia e mundial, pagando-lhes o juro justo pelo que pediram, e não alinhando em especulações. Sabem ainda que o Governo está a trabalhar para eles, cidadãos, e aquilo que é sector público necessário à manutenção de uma assistência e segurança social básica, não foi tocado.
Os islandeses sabem para onde vai cada cêntimo dos seus impostos. Não tardarão meia dúzia de anos, que a Islândia retome o seu lugar nos países mais desenvolvidos do mundo. O actual Governo Islandês, não faz jogadas nas costas dos seus cidadãos. Está a cumprir, de A a Z, com as promessas que fez. Se isto servir para esclarecer uma única pessoa que seja deste pobre país aqui plantado no fundo da Europa, que por cá anda sem eira nem beira ao sabor dos acordos milionários que os seus governantes acertam com o capital internacional, e onde os seus cidadãos passam fome para que as contas dos corruptos se encham até abarrotar, já posso dar por bem empregue o tempo que levei a escrever este artigo.
PASSEM AOS VOSSOS AMIGOS, VAMOS ABRIR OS OLHOS. VAMOS FAZER UMA LIMPEZA
VAMOS VOTAR NO GALO DE BARCELOS. GALO DE BARCELOS AO PODER!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Fechem a RTP!

IMPORTANTE E URGENTE! LEIAM POR FAVOR. SE ÉS PORTUGUÊS E GOSTAS DE PORTUGAL TENS O DEVER DE FAZER ALGUMA COISA. CHEGA DE SERMOS ALDRABADOS, ROUBADOS, GOZADOS. CHEGA DE FALTAS DE RESPEITO POR QUEM TRABALHA E PRODUZ. O LUÍS NAZARÉ DISSE QUE BASTAVA QUE PRIVATIVASSEM A RTP PARA NÃO HAVER ESTA AVALANCHE DE CORTES NAS RECEITAS E AUMENTOS DE IMPOSTOS. EM VEZ DISSO, O GOVERNO QUER AUMENTAR EM 30% A TAXA DE AUDIOVISUAL DEBITADA NA FACTURA DA EDP PARA PAGAR OS ORDENADOS MILIONÁRIOS DOS FUNCIONÁRIOS DA RTP, por ex.:
Catarina Furtado: 25.000,00 EUR / mês x 14 meses; Judite de Sousa: 15.000,00 EUR / mês x 14 meses; Malato: 20.000,00 EUR / mês x 14 meses; O escritor: 16.000,00 EUR / Mês x 14 meses; O chefe de programação: 17.000,00 EUR / mês x 14 meses, etc., etc., etc..
Por outro lado um casal que tenha 1 filho e ganhe no seu conjunto 800,00 EUR mês é-lhe retirado o abono de família. Esta gente está no seu perfeito juízo? Devem estar a gozar com a nossa cara. Até aqui pensaram que éramos todos estupidos. Agora pensam que somos parvos. E se este orçamento passar a culpa é dos todos os portugueses que deixam o país ser gerido por estes politicozinhos provincianos que nunca geriram nada, que não sabem nada, que levaram o país à falência, que fizeram leis para terem 2, 3 e 4 reformas e deixar o povo à míngua.
ESTAMOS A VIVER A DITADURA DA DEMOCRACIA DE LADRÕES. VENHA O FMI. VENHA BRUXELAS. VENHA A ALEMANHA. VENHA ESPANHA. VENHAM TODOS GOVERNAR ESTE PAÍS. POLÍTICOS PORTUGUESES DEMITAM-SE.
VENDAM A RTP. FECHEM A RTP. NÃO NOS ROUBEM O PÃO NOSSO DE CADA DIA. AINDA POR CIMA COMO MILHARES DE PORTUGUESES TENHO TV CABO NAO VEJO O CANAL DO ESTADO, SE QUISER SABER DE NOTICIAS NACIONAIS VEJO A SIC, TVI, SIC NOTICIAS, TVI 24... QUE SAO EMPRESAS PRIVADAS NAO VIVEM DOS NOSSOS IMPOSTOS! PAGAR UMA TAXA NA FACTURA DA ELECTRICIDADE PARA UM AUDIOVISUAL QUE NEM VEJO E AINDA POR CIMA AUMENTOU PARA CERCA DE 3,50 EUROS POR MÊS PRA SUSTENTAR ESTA GENTE TODA É NO MINIMO RIDICULO! MULTIPLIQUEM 3,50 EUROS MENSAIS POR CADA CIDADAO PORTUGUES QUE TEM ELECTRICIDADE EM CASA! MESMO QUE NEM TENHA TELEVISAO! VERGONHOSO!