sexta-feira, 26 de novembro de 2010

CRISE EM PORTUGAL… VÁI ACABAR!

"Ora aqui vai outro importante contributo, para que o Ministro das Finanças não continue a fazer de nós parvos, dizendo com ar sonso que não sabe em que mais cortar.
Acabou o receio!
Se todos podermos informar os nossos amigos e conhecidos da existência deste texto, ao fim do dia seremos centenas de milhar de "olhos mais bem abertos".
Orçamento do Estado
Todos os ''governantes'' [a saber, os que se governam...] de Portugal falam em cortes das despesas, mas não dizem quais, e aumentos de impostos, a pagar pela malta. Não ouvi foi nenhum governante falar em: Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três Presidentes da República retirados; Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo á custa do pagode; Acabar com os milhares de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e têm funcionários e administradores com 2º ou 3º emprego; Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euros mês e que não servem para nada, antes acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821, etc; Redução drástica das Juntas de Freguesia; Acabar com o pagamento de 200 € por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75 € nas Juntas de Freguesia; Acabar com o Financiamento aos Partidos. Que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem para conseguirem verbas para as suas actividades; Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País; Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias, e até os filhos das amantes.... Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos; Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos às escolas, ir ao mercado a compras, etc. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis...; Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES, QUE NÃO NOS DÁ COISA PÚBLICA...; Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCEPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder...; Acabar com a internet nas repartições públicas (Câmaras, Hospitais e demais locais de trabalho), acesso só em local próprio e por requisição, ficando sob controlo e registado o que o funcionário fez; Se quiserem andar no Facebook, MSN, Google, etc., façam-no em casa e a expensas próprias que não às custas do contribuinte; Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar…; Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e de entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado, como é o caso do Mira Amaral; Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP; Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e quejandos, onde quer que estejam.
E por aí fora. Recuperaremos depressa a nossa posição, sobretudo a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado. Já estamos cansados, fica assim.
ACRESCENTE AQUI O QUE SABE DE DESVIOS A UMA BOA GESTÃO DA COISA PÚBLICA E OS CASOS DE CORRUPÇÃO QUE EM GERAL OU NO PARTICULAR CONHEÇA E DIFUNDA...
E a última é que afinal os cortes nos ordenados não são para os quadros superiores, com medo que eles fujam para a concorrência. Isto é de bradar aos céus as desculpas que se arranjam para proteger os "amigalhaços"! Nós contribuintes, pagamos tudo. E só temos culpa porque somos frouxos, passivos, indolentes.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

OS PROVINCIANOS

Texto de José António Saraiva
---“ O PROCESSO chamado 'Face Oculta' tem as suas raízes longínquas num fenómeno que podemos designar por 'deslumbramento'. Muitos dos envolvidos no caso, a começar por Armando Vara, são pessoas nascidas na Província que vieram para Lisboa, ascenderam a cargos políticos de relevo e se deslumbraram. Deslumbraram-se, para começar, com o poder em si próprio. Com o facto de mandarem, com os cargos que podiam distribuir pelos amigos, com a subserviência de muitos subordinados, com as mordomias, com os carros pretos de luxo, com os chauffeurs, com os salões, com os novos conhecimentos. Deslumbraram-se, depois, com a cidade. Com a dimensão da cidade, com o luxo da cidade, com as luzes da cidade, com os divertimentos da cidade, com as mulheres da cidade. ORA, para homens que até aí tinham vivido sempre na Província, que até aí tinham uma existência obscura, limitada, ligados às estruturas partidárias locais, este salto simultâneo para o poder político e para a cidade representou um cocktail explosivo. As suas vidas mudaram por completo. Para eles, tudo era novo - tudo era deslumbrante. Era verdadeiramente um conto de fadas - só que aqui o príncipe encantado não era um jovem vestido de cetim mas o poder e aquilo que ele proporcionava. Não é difícil perceber que quem viveu esse sonho se tenha deixado perturbar.
CURIOSAMENTE, várias pessoas ligadas a este processo 'Face Oculta' (e também ao 'caso Freeport') entraram na política pela mão de António Guterres, integrando os seus Governos. Armando Vara começou por ser secretário de Estado da Administração Interna, José Sócrates foi secretário de Estado do Ambiente, José Penedos foi secretário de Estado da Defesa e da Energia, Rui Gonçalves foi secretário de Estado do Ambiente. Todos eles tiveram um percurso idêntico. E alguns, como Vara e Sócrates, pareciam irmãos siameses: Naturais de Trás-os-Montes, vieram para o poder em Lisboa, inscreveram-se na universidade, licenciaram-se, frequentaram mestrados.
Sentindo-se talvez estranhos na capital, procuraram o reconhecimento da instituição universitária como uma forma de afirmação pessoal e de legitimação do estatuto. A QUESTÃO que agora se põe é a seguinte: por que razão estas pessoas apareceram todas na política ao mais alto nível pela mão de António Guterres? A explicação pode estar na mudança de agulha que Guterres levou a cabo no Partido Socialista. Guterres queria um PS menos ideológico, um PS mais pragmático, mais terra-a-terra. Ora estes homens tinham essas qualidades: eram despachados, pragmáticos, activos, desenrascados. E isso proporcionou-lhes uma ascensão constante nos meandros do poder. Só que, a par dessas inegáveis qualidades, tinham também defeitos. Alguns eram atrevidos em excesso. E esse atrevimento foi potenciado pelo tal deslumbramento da cidade e pela ascensão meteórica. QUANDO o PS perdeu o poder, estes homens ficaram momentaneamente desocupados. Mas, quando o recuperaram, quiseram ocupá-lo a sério. Montaram uma rede para tomar o Estado. José Sócrates ficou no topo, como primeiro-ministro, Armando Vara tornou-se o homem forte do banco do Estado - a CGD -, com ligação directa ao primeiro-ministro, José Penedos tornou-se presidente da Rede Eléctrica Nacional, etc. Ou seja, alguns secretários de Estado do tempo de Guterres, aqueles homens vindos da Província e deslumbrados com Lisboa, eram agora senhores do país. MAS, para isso ser efectivo, perceberam que havia uma questão decisiva: o controlo da comunicação social. Obstinaram-se, assim, nessa cruzada. A RTP não constituía preocupação, pois sendo dependente do Governo nunca se portaria muito mal. Os privados acabaram por ser as primeiras vítimas. O Diário Económico, que estava fora de controlo e era consumido pelas elites, mudou de mãos e foi domesticado. O SOL foi objecto de chantagem e de uma tentativa de estrangulamento através do BCP (liderado em boa parte por Armando Vara). A TVI, depois de uma tentativa falhada de compra por parte da PT, foi objecto de uma 'OPA', que determinou a saída de José Eduardo Moniz e o afastamento dos ecrãs de Manuela Moura Guedes. O director do Público foi atacado em público por Sócrates - e, apesar da tão propalada independência do patrão Belmiro de Azevedo, acabou por ser substituído. A Controlinvest, de Joaquim Oliveira (que detém o JN, o DN, o 24 Horas, TSF) está financeiramente dependente do BCP, que por sua vez depende do Governo. SUCEDE que, na sua ascensão política, social e económica, no seu deslumbramento, algumas destas pessoas de quem temos vindo a falar foram deixando rabos-de-palha. É quase inevitável que assim aconteça. O caso da Universidade Independente, o Freeport, agora o 'Face Oculta', são exemplos disso - e exemplos importantes da rede de interesses que foi sendo montada para preservar o poder, obter financiamentos partidários e promover a ascensão social e o enriquecimento de alguns dos seus membros. É isso que agora a Justiça está a tentar desmontar: essa rede de interesses criada por esse grupo em que se incluem vários "boys" de Guterres. Consegui-lo-á? Não deixa de ser triste, entretanto, ver como está a acabar esta história para alguns senhores que um dia se deslumbraram com a grande cidade. Esta é a forma mais eloquente de definir um parolo provinciano com tiques de malandro, mas sempre de mão estendida, pior que os arrumadores que uma vez na vida se revelam minimamente úteis independentemente do ar miserável como se apresentam e se comportam quando não se lhes dá a famigerada moedinha. ---“
Que rico texto para ser reencaminhado a Portugal inteiro. A menos que toque a alguns que estão a comer do mesmo prato pago por nós, mas não vai ser por muito mais tempo não vai não.

CARTA DO “BIG ONE” À SELECÇÃO NACIONAL PORTUGUESA

José Mourinho enviou uma carta à Selecção Nacional onde pede empenho aos jogadores e apoio por parte dos portugueses.
«Sou português há 47 anos e treinador de futebol há dez. Sendo assim, sou mais português do que treinador. Posto isto, para que não restassem dúvidas, vamos ao que importa...As Selecções Nacionais não são espaços de afirmação pessoal, mas sim de afirmação de um País e, por isso, devem ser um espaço de profunda emoção colectiva, de empatia, de união. Aqui, nas selecções, os jogadores não são apenas profissionais de futebol, os jogadores são além disso portugueses comuns que, por jogarem melhor que os portugueses empregados bancários, taxistas, políticos, professores, pescadores ou agricultores, foram escolhidos para lutarem por Portugal. E quando estes eleitos a quem Deus deu um talento se juntam para jogar por Portugal, devem faze-lo a pensar naquilo que são - não simplesmente profissionais de futebol (esses são os que jogam nos clubes), mas, além disso, portugueses comuns que vão fazer aquilo que outros não podem fazer, isto é, defender Portugal, a sua auto estima, a sua alegria.
Obviamente há coisas na sociedade portuguesa incomparavelmente muito mais importantes que o futebol, que uma vitória ou uma derrota, que uma qualificação ou não para um Europeu ou um Mundial. Mas os portugueses que vão jogar por Portugal - repito, não gosto de lhes chamar jogadores - têm de saber para onde vão, ao que vão, porque vão e o que se espera deles. Por isso, quando a Federação Portuguesa de Futebol me contactou para ser treinador nacional, aquilo que senti em minha casa foi orgulho; do que me lembrei foi das centenas e centenas de pessoas que, no período de férias, me abordam para me dizerem quanto desejam que eu assuma este cargo. Isto levou-me, pela primeira vez na minha vida profissional, a decidir de uma forma emocional e não racional, abandonando, ainda que temporariamente, um projecto de carreira que me levou até onde me levou. Desculpem a linguagem, mas a verdade é que pensei: Que se lixem as consequências negativas e as críticas se não ganhar; que se lixe o facto de não ter tempo para treinar e implementar o futebol que me tem levado ao sucesso; por Portugal, eu vou! E é isto que eu quero dizer aos eleitos para jogar por Portugal: aí, não se passeia prestigio; aí, não se vai para levar ou retirar dividendos; aí, quem vai, vai para dar; aí, há que ir de alma e coração; aí, não há individualidades nem individualismos; aí, há portugueses que ou vencem ou perdem, mas de pé; aí, não há azias por jogar ou por ir para o banco; aí, só há espaço para se sentir orgulho e se ter atitude positiva.
Por um par de dias senti-me e pensei como treinador de Portugal. E gostei. Mas tenho que reconhecer que o Real Madrid é uma instituição gigante, que me «comprou» ao Inter, que me paga, e que não pode correr riscos perante os seus sócios e adeptos. Permitir que o seu treinador, ainda que por uns dias, saísse do seu habitat de trabalho e dividisse a sua concentração e as suas capacidades era impensável. Creio, por conseguinte, que o feedback que saiu de Madrid e chegou à Federação levou a que se anulasse a reunião e não se formalizasse o pedido da minha colaboração. Para tristeza minha e frustração do presidente Gilberto Madail. Mas, sublinho, agora já a frio: foi e é uma decisão fácil de entender. Estou ao leme de uma nau gigantesca, que não se pode nem se deve abandonar por um minuto. O Real decidiu bem.Fiquei com o travo amargo de não ter podido ajudar a Selecção, mas fico com a tranquilidade óbvia de quem percebe que tem nas suas mãos um dos trabalhos mais prestigiados no mundo do futebol.
«Agora, Portugal tem um treinador e ele deve ser olhado por todos como «o nosso treinador» e «o melhor» até ao dia em que deixar de ser «o nosso treinador». Esta parece-me uma máxima exemplar: o meu é o melhor! Pois bem, se o nosso é Paulo Bento, Paulo Bento é o melhor. Como português, do Paulo espero independência, capacidade de decisão, organização, modelagem das estruturas de apoio, mobilização forte, fonte de motivação e, naturalmente, coerência na construção de um modelo de equipa adaptada as características dos portugueses que estão à sua disposição. Sinceramente, acho que o Paulo tem condições para desenvolver tudo isso e para tal terá sempre o meu apoio. Se ele ganhar, eu, português, ganho; se ele perder, eu, português, perderei. Mas eu também quero ganhar. No ultimo encontro de treinadores que disputam a Champions League, quando questionado sobre o poder dos treinadores nos clubes, ou a perda de poder dos treinadores face ao novo mundo do futebol, sir Alex Fergusson disse (e não havia ninguém com mais autoridade do que ele para o dizer!) que o poder e a liderança dos treinadores depende da personalidade dos mesmos, mas que depende muitíssimo das estruturas que os rodeiam. Clubes e dirigentes fragilizam ou solidificam treinadores. Eu transponho estas sábias palavras para a selecção nacional: todos, mas todos, neste país devem fazer do treinador da selecção um homem forte e protegido. E quando digo todos, refiro-me a dirigentes associativos, federativos e de clubes, passando pelos jogadores convocados e pelos não convocados, continuando pelos que trabalham na comunicação social e terminando nos taxistas, políticos, pescadores, policias, metalúrgicos, etc. Todos temos de estar unidos e ganhar. E se perdermos, que seja de pé.
Mas, repito, há coisas incomparavelmente mais importantes neste país que o futebol. Incomparavelmente mais importantes? Infelizmente! Aproveito esta oportunidade para desejar a todos os treinadores portugueses, aos que estão em Portugal e aos muitos que já trabalham em tantos países de diferentes continentes, uma época com poucas tristezas e muitas alegrias. Ao Xico Silveira Ramos, manifesto-lhe a minha confiança no seu cargo de Presidente da ANTF. Um abraço a todos. José Mourinho»

terça-feira, 23 de novembro de 2010

PORTUGAL DOS MEDIOCRES!

INFELIZMENTE PRESTAMOS MUITO POUCO!
Luís Manuel Cunha, na coluna Sinais dos Tempos, do Jornal de Barcelos, 27.10.2010
---“ Acabava de entrar o ano de 1872. E o novo ano que chegava interrogava o ano velho: «Fale-me agora do povo», pedia o novo ano. E o velho: «É um boi que em Portugal se julga um animal muito livre, porque lhe não montam na anca; e o desgraçado não se lembra da canga!». Mas este povo nunca se revolta?, insistia o ano novo, espantado. E respondia o velho: «O povo às vezes tem-se revoltado por conta alheia. Por conta própria, nunca». E uma derradeira questão: «Em resumo, qual é a sua opinião sobre Portugal?» e a resposta lapidar do ano velho: «Um país geralmente corrompido, em que aqueles mesmos que sofrem não se indignam por sofrer».
Este diálogo deve-se a Eça de Queiroz. O mesmo Eça que escreveu sobre o Portugal de então: «O povo paga e reza. Paga para ter ministros que não governam, deputados que não legislam (…) e padres que rezam contra ele (…). Paga tudo, paga para tudo. E em recompensa, dão-lhe uma farsa» Estávamos, repito, em 1872. Estamos obviamente a falar do povo português. Esta «raça abjecta» congenitamente incapaz de que falava Oliveira Martins. Este povo cretinizado, obtuso, que se arrasta submisso, sem um lamento, sem um queixume, sem um gesto de insubmissão, tão pouco de indignação e muito menos de revolta. Um povo que se deixa conduzir pasivamente por mentirosos compulsivos como Sócrates ou Passos Coelho ou por inutilidades ignorantes como Cavaco Silva, não merece mais que um gesto de comiseração e de desdém. É vê-los nas televisões, por exemplo. Filas e filas de gente acomodada, cabisbaixa, servil, absurdamente resignada, a pagar as estradas que a charlatanice dos políticos tinha jurado «que se pagam a si mesmas»!
Sem qualquer tipo de pejo e com indisfarçável escárnio, o Estado obriga-os a longas filas de espera para conseguirem comprar o aparelho que lhes vai possibilitar a única forma de pagar as portagens que essa corja de aldrabões, agora no poder, se lembrou de inventar! E eles passam a noite inteira à espera, se preciso for. E lá vão depois, bovinamente, de chapéu na mão, a mendigar a senha redentora que lhes dará o «privilégio de serem esbulhados electrónica e quotidianamente pelo Estado».
Um povo assim não presta, mão passa de uma amálgama amorfa de cobardes. Porque, se esta gentinha «os tivesse no sítio», recusar-se-ia massivamente a pagar as portagens. E isso seria o suficiente para que os planos governamentais ruíssem como um castelo de cartas. Mas não. Esta gente come e cala. Leva porrada e agradece. E a escumalha de medíocres que detém o poder, rejubila e escarnece desta populaça amodorrada e crassa que paga o que eles quiserem quando e como eles o definirem. Sem um espirro de protesto, sem um acto de revolta violenta, se preciso for. Paga tudo, paga para tudo. Sem rebuço, dóceis, de chapéu na mão, agradecidos e reverentes, como o poder tanto gosta. E demonstram-no publicamente, disso fazendo gala.
Como eu vi, envergonhado, a imagem de um homenzinho ostentando um sorriso desdentado perante as câmaras da TV, o aparelhinho que acabara de pagar, como se tivesse ganho uma medalha olímpica. Esta multidão anestesiada espelha claramente o país que somos e que, irremediavelmente, continuaremos a ser – UM PAÍS ESTÚPIDO, PEQUENO E DESGRAÇADO. O «Sítio» de que falava Eça, a «piolheira» a que se referia o rei D. Carlos. «Governado» pelas palavras sábias de Alípio Severo, o Conde de Abranhos, essa extraordinariamente actual criação queirosiana, que reflecte bem o segredo das democracias constitucionais. Dizia o Conde: «Eu, que sou governo, fraco mas hábil, dou aparentemente soberania ao povo. Mas como a falta de educação o mantém na imbecilidade e o adormecimento da consciência o amolece na indiferença, faço-o exercer essa soberania em meu proveito…» Nem mais. Eis aqui o segredo da governação. A ilustração perfeita com que o rei D. Carlos nos definia há mais de um século: «UM PAÍS DE BANANAS GOVERNADO POR SACANAS!».
Ontem como hoje. O verdadeiro esplendor de Portugal.

AFINAL A HISTÓRIA REPETE-SE!!!!!

"Nós estamos num estado comparável somente à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesma trapalhada económica, mesmo abaixamento de caracteres, mesma decadência de espírito. Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva, poderá...vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se a par, a Grécia e Portugal".
Eça de Queirós in “As Farpas” (1872)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

SE EXISTISSE DEUS!

Um dia, Deus, muito insatisfeito com a humanidade e os seus pecados, decidiu pôr fim a tudo… Reuniu todos os líderes mundiais para lhes comunicar pessoalmente a sua decisão de acabar com a humanidade em 24 horas. Deus disse: "Reuni-vos aqui para comunicar que extinguirei a humanidade em 24 horas".
- "Mas, Senhor..." - Nada de MAS, este é o limite, a humanidade vai abandonar a Terra para todo o sempre! Portanto, voltem aos respectivos Países e digam ao Povo que estejam preparados. Têm 24 horas!
O primeiro a reunir o povo foi, OBAMA.
Em Washington DC, através de uma mensagem à nação, OBAMA disse:-"Americanos, eu tenho uma boa e uma má notícia para dar. A boa notícia é que Deus existe e que Ele falou comigo. Mas, claro, já sabemos disso. A má notícia é que esta grande Nação, o nosso grande Sonho, só tem 24 horas de existência. Este é o desejo de Deus".
FIDEL CASTRO reuniu todos os cubanos e disse:- "Camaradas, povo Cubano, tenho duas más notícias. A primeira é que Deus existe... sim, eu vi-O, estava mesmo à minha frente! Estive enganado este tempo todo...A segunda má notícia é que em 24 horas esta magnífica Revolução pela qual tanto temos lutado, vai deixar de existir."

domingo, 21 de novembro de 2010

REFORMADOS ACTIVOS - SOMOS OS MELHORES


Ao menos num capítulo ninguém nos bate, seja na Europa, nas Américas ou na Oceânia: nas políticas sociais de integração e valorização dos reformados. Nos últimos tempos, quase não passa dia sem que haja notícias animadoras a este respeito. E nós que não sabíamos!
Ora vejamos:
O nosso Presidente da República é um reformado; O nosso candidato a Presidente da República é um reformado; O nosso ministro das Finanças é um reformado; O nosso anterior ministro das Finanças já era um reformado; O ex-Ministro das Finanças Ernâni Lopes que propõe que se cortem os vencimentos dos Funcionários Públicos em 25 % é Reformado da CGD desde os 47 anos de idade; O ministro das Obras Públicas é um reformado; Gestores activíssimos como o ex-ministro Mira Amaral são reformados; O novo presidente da Galp, Murteira Nabo, é um reformado; Entre os autarcas, "centenas, se não milhares" de reformados - garantiu-o o presidente da ANMP; O presidente do Governo Regional da Madeira é um reformado.
E assim por diante... Digam lá qual é o país da Europa que dá tanto e tão bom emprego a reformados? Só Sócrates não é reformado ... porque, segundo parece, nem sequer é FORMADO!!!

DÍVIDAS E BURROS



SERÁ QUE NÃO ESTAREMOS TODOS A VER A LIGAÇÃO EXISTENTE ENTRE ESTA FICÇÃO E A NOSSA REALIDADE EM PORTUGAL?

in www.insurgente.org/

Foi solicitado a um prestigioso assessor financeiro que explicasse esta crise de uma forma simples, para que toda a gente pudesse entender as suas causas. O seu relato foi este:
Um certo cavalheiro foi a um aldeia onde nunca havia estado antes e ofereceu aos seus habitantes 100 euros por cada burro que lhe vendessem. Boa parte da população vendeu-lhe os seus animais. No dia seguinte voltou e ofereceu um preço melhor: 150 euros por cada burrico. E outro tanto da população vendeu-lhe os seus. A seguir ofereceu 300 euros e o resto das pessoas vendeu os últimos burros. Ao ver que não havia mais animais, ofereceu 500 euros por cada burrico, dando a entender que os compraria na semana seguinte. E foi embora. No dia seguinte enviou o seu ajudante à mesma aldeia com os burros que comprara, para que os oferecesse a 400 euros cada um. Diante do possível lucro na semana seguinte, todos os aldeões compraram os seus burros a 400 euros e quem não tinha o dinheiro pediu-o emprestado. De facto, compraram todos os burros do município. Como era de esperar, este ajudante desapareceu, tal como o cavalheiro inicial. E nunca mais foram vistos. Resultado: A aldeia ficou cheia de burros e endividada. Até aqui foi o que contou o assessor. Vejamos o que se passou depois. Os que haviam pedido emprestado, ao não venderem os burros não puderam pagar o empréstimo. Aqueles que haviam emprestado o dinheiro queixaram-se à municipalidade dizendo que se não recebessem ficariam arruinados; então não poderiam continuar a emprestar e todo o povo ficaria arruinado. Para que os prestamistas não se arruinassem, o presidente da municipalidade, em vez de dar dinheiro às pessoas do povo para pagarem as dívidas, deu-o aos próprios prestamistas. Mas estes, já cobrada grande parte do dinheiro, entretanto não perdoaram as dívidas do povo, que continuou endividado. O presidente da dilapidou o orçamento da municipalidade, a qual também ficou endividada. Então pede dinheiro a outras municipalidades. Mas estas dizem-lhe que não podem ajudá-lo porque, como está na ruína, não poderão receber depois o que lhe emprestarem. O resultado: Os espertos do princípio, enganados. Os prestamistas, com os seus ganhos resolvidos e um monte de gente à qual continuarão a cobrarem o que lhes emprestaram mais os juros, apropriando-se inclusive dos já desvalorizados burros que nunca chegaram a cobrir toda a dívida. Muita gente arruinada e sem burro para toda a vida. A municipalidade igualmente arruinada. O resultado final? Para solucionar tudo isto e salvar todo o povo, a municipalidade baixou o salário dos seus funcionários.
O original encontra-se em www.insurgente.org/...

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

ESTAREMOS NO III MUNDO ????


Auditoria revela má gestão nos hospitais
Ana Maria, in Diário de Notícias, de 19.11.2010
O Tribunal de Contas arrasa o constante recurso dos hospitais públicos aos médicos tarefeiros, a quem foram pagos mais de 227 milhões de euros. A análise revela ainda fraca produtividade e pouco controlo. Entre 2007 e Junho de 2009, os 61 hospitais do Serviço Nacional de Saúde gastaram mais de 227 milhões de euros em contratações de médicos tarefeiros. Os resultados foram apurados pelo Tribunal de Contas, que arrasa a forma como os hospitais recorrem a estes clínicos externos. Redução da produção, má gestão e contratação de médicos reformados são alguns dos problemas detectados. O relatório foi enviado ao Ministério Público, que ainda não se pronunciou.
"Em 2008, a despesa com a contratação externa de serviços médicos, em 61 unidades hospitalares do Serviço Nacional de Saúde " atingiu os 100 560 016 euros, um aumento de 25,7% em relação a 2007, quando foram gastos 79.979.451 euros, refere o relatório do Tribunal de Contas (TC), a que o DN teve acesso. "No primeiro semestre de 2009, a despesa ascendia a 47 016 503 euros".
Foi nas urgências que se gastou mais dinheiro com a contratação destes clínicos. Mas, mas nem por isso se registou um aumento na produção, denunciam os auditores. "Nas 14 unidades hospitalares seleccionadas constatou-se que, entre 2007 e 2009 (1.º semestre), a despesa com a contratação externa de serviços médicos foi a mais expressiva no serviço de urgência, com 63 235 540 euros. Apesar disso, não se registaram, globalmente, melhorias no desempenho desta linha de produção", referem.
As conclusões não deixam dúvidas: "De um modo geral, o mecanismo de contratação externa de serviços médicos não se mostrou eficaz no serviço de urgência." Há contudo casos em que o recurso a tarefeiros sai mais barato que o pagamento das horas extraordinárias aos médicos da casa. O documento vai mais longe e esclarece que no período analisado "houve uma diminuição da produção de 20.320 episódios de urgência (1,3%) e paralelamente aumentos nos custos unitários por doente socorrido. Ao contrário do decréscimo verificado, registou-se, em 2008 face a 2007, um acréscimo da despesa de 5 105 395 euros (23%)". Se a eficácia não foi grande nas urgências, em relação às consultas externas e actividade cirúrgica "resultou em ganhos em saúde". Houve aumentos de produção verificados em 2008, de 8,8% e de 12,9%, respectivamente", o que reduziu os tempos de espera para atendimento. O documento refere que nas consultas externas "apurou-se, em 2008, um aumento de 151 132 consultas (8,8) face a 2007", com excepção do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio [CHBA]. Também nas cirurgias houve "um aumento na produção, em 2008 face a 2007, de 12 109" operações. Os dados revelam que o recurso a tarefeiros é a principal forma de assegurar o funcionamento dos hospitais. Entre Dezembro de 2007 e Junho de 2009 foram contratados para os quadros dos hospitais mais 122 médicos. Mas apenas em seis meses (os primeiros de 2009) o número de médicos tarefeiros contratados foi externos contratados através de empresas foi de 1007.
O Tribunal de Contas detectou em nove hospitais a contratação duvidosa de 40 médicos reformados através de empresas, que segundo a actual lei não podem voltar a prestar serviço no SNS dessa forma. O TC dá o exemplo do CHBA, que contratou três clínicos reformados em nome individual, "sem que para o efeito tenham requerido a respectiva cumulação de remunerações". Esta situação pode resultar "numa infracção financeira, susceptível de gerar responsabilidade financeira reintegratória e sancionatória".O TC alerta que "não existe um sistema de informação que registe a identificação dos médicos prestadores de serviços. Tal situação dificulta a gestão dos recursos, a nível regional e nacional e consequentemente a boa gestão dos dinheiros públicos."
COMENTÁRIOS DIVERSOS:
---“ Ahhh.. é ? Olha que coisa... e nós convencidos que eram bem geridos, aliás tal como é tudo neste país... estou até espantado com esta conclusão inteligente, difícil e fantástica. ---“
---“ Mas será que era mesmo necessário fazerem uma auditoria para se verificar que há má gestão? Impressionante isto, a quem é que andaram a encher os bolsos com esta "auditoria"? Está na cara que quase tudo neste país é mal governado. Veja-se agora o Ministro das finanças que já sabe onde vai buscar mais dinheiro para tapar o "buraco" de 500 milhões, coisa que dizia antes que não sabia onde poderia cortar mais. Andam a gozar com a nossa cara, é o que é. E concordo com Passos Coelho, que diz que deveriam ser julgados quem pusesse o país neste estado. Como aconteceu na Islandia e o seu primeiro- ministro, foi julgado em tribunal. ---“
---“ Muitos doentes, especialmente iletrados e de camadas sociais baixas, em determinados Hospitais Distritais EPE, e em determinadas especialidades, são manipulados como se de COBAIS se tratassem. Não são observados e tratados àquilo que realmente sofrem, mas os diagnósticos e os tratamentos são efectuados de acordo com o interesse do médico e do Sr(s) Administrador(es). Arriscam os orgãos a que são operados com o único fim de gerarem estatísticas e cifrões. Há determinados médicos estrangeiros contratados que vêem unicamente $$$, e são autênticos criminosos! O que estou a dizer é do conhecimento generalizado dos médicos e da própria Ordem... mas quem denunciar arrisca-se às consequências! ---“
---“ Só os ignorantes é que se admiram dos dinheiros públicos, nos hospitais ou em outro lado, serem desbaratados sem controlo! Qualquer gestor ou empregado público DEVERIA SER SUJEITO A UMA RIGOROSA PROVA ÉTICO_DEONTOLÒGICA, para ingressar e de tempos a tempos, e assinar um compromisso público vinculativo neste domínio. TAL COMO OS POLÍTICOS, AO PROPOREM PROGRAMAS ELEITORAIS; QUE DEPOIS NÂO CUMPREM. Qualquer falha neste domínio, e OLHO DA RUA SEM INDEMNIZAÇÕES. De resto, o prestigiado professor Manuel Antunes, tem já um excelente livro publicado e que dá por título A DOENÇA DA SAÙDE, em que denuncia a má gestão do Serviço Nacional de Saúde, em termos de desperdícios loucos. Alguém lhe deu ouvidos? ---“
---“ Os tarefeiros médicos são mesmos tarefeiros... Os médicos têm tanto poder que conseguem não trabalhar e pagarem-lhes ainda mais para continuarem a não trabalhar...Não se admite nas urgências à noite os médicos estão todos a dormir e têm que ser chamados! Entrei numa urgência no outro dia com um familiar às 5h e só fui observado às 7 h e o médico com cara de quem esteve toda a noite a dormir! Claro que reclamei! ---“
---“ Este é mais um dos casos que revela de forma clara os interesses instalados pela classe médica nos hospitais, que são mais uns dos responsáveis pela actual situação económica, porque no fim quem paga estas contas todas somos NÓS! ---“
---“ Este é mais um dos casos que revela de forma clara os interesses instalados pelo PARTIDO SUCATEIRO em tudo o que é sítio! Cabe lá na cabeça de alguém SÉRIO e HONESTO contratar (EXCLUSIVAMENTE a empresas), médicos ou quaisquer outros trabalhadores, para um tipo de serviço que OBJECTIVAMENTE tem apenas tendência para AUMENTAR e nunca para DIMINUIR?! A resposta é: NÃO, não faz sentido nenhum! ---“

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

AO MENOS RIAM-SE, POR FAVOR!


Jeovás... e alentejanos... LOL

Adorei "esta"...

Uma testemunha de Jeová senta-se junto a um alentejano no voo de Beja para o Funchal.
Quando o avião descolou, começaram a servir as bebidas aos passageiros.
O alentejano pede um tinto de Borba.
A hospedeira pergunta à testemunha de Jeová se quer beber alguma coisa.
Responde a testemunha de Jeová com ar ofendido: "Prefiro ser raptado e violado selvaticamente por uma dezena de p….da Babilónia antes que uma gota de álcool toque os meus lábios".
O alentejano devolve o copo de tinto à hospedeira e diz:

"Eu também, porra! Não sabia que se podia escolher"

Que sirva de exemplo...



Enquanto autarca aceitarei prendas que possam ser encaminhadas para o Banco Alimentar contra a Fome.
Quando tomei posse como presidente da Câmara de Santarém fui confrontado com a quantidade de prendas que chegavam ao meu gabinete. Era a véspera de Natal. Para um velho polícia, desconfiado e vivido, a hecatombe de presuntos, leitões, garrafas de vinho muito caro, cabazes luxuosos e dezenas de bolo-rei cheirou-me a esturro. Também chegaram coisas menores. E coisas nobres: recebi vários ramos de flores, a única prenda que não consigo recusar.
Decidi que todas as prendas seriam distribuídas por instituições de solidariedade social, com excepção das flores. No segundo Natal a coisa repetiu-se. E então percebi que as prendas se distribuíam por três grupos. O primeiro claramente sedutor e manhoso que oferecia um chouriço para nos pedir um porco. O segundo, menos provocador, resultava de listas que grandes empresas ligadas a fornecimento de produtos, mesmo sem relação directa com o município, que enviam como se quisessem recordar que existem. O terceiro grupo é aquele que decorre dos afectos, sem valor material mas com significado simbólico: flores, pequenos objectos sem valor comercial, lembranças de Natal. Além de tudo isto, o correio é encharcado com milhares de postais de boas-festas que instituições públicas e privadas enviam numa escala inimaginável. Acabei com essa tradição. Não existe tempo para apreciar um cartão de boas--festas quando se recebe milhares e se expede milhares.
Quanto às restantes prendas, por não conseguir acabar com o hábito, alterei-o. Foi enviada nova carta em que informámos que agradecíamos todas as prendas que enviassem. Porém, pedíamos que fosse em géneros de longa duração para serem ofertados ao Banco Alimentar contra a Fome. Teve um duplo efeito: aumentou a quantidade de dádivas que agora têm um destino merecido. E assim, nos últimos dois Natais recebemos cerca de 8 toneladas de alimentos.
Conto isto a propósito da proposta drástica que o PS quer levar ao Parlamento que considera suborno qualquer oferta feita a funcionário público. Se ao menos lhe pusessem um valor máximo de 20 ou 30 euros, ainda se compreendia e seria razoável. Em vários países do mundo é assim. Aqui não. Quer passar-se do 8 para o 80. O que significa que nada vai mudar. Por isso, fica já claro que não cumprirei essa lei enquanto funcionário público. Enquanto autarca aceitarei prendas que possam ser encaminhadas para o Banco Alimentar. E jamais devolverei uma flor que me seja oferecida.
Francisco Moita Flores, Professor Universitário e Presidente da Câmara Municipal de Santarém

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Qualquer semelhança.....é pura coincidência!!!!!!!


UM GRUPO DE 33 MINEIROS PORTUGUESES FICOU ENTERRADO, A 700 METROS DE
PROFUNDIDADE, EM PLENA MINA DE ALJUSTREL.
1) Cria-se uma comissão para iniciar as tarefas de resgate, integrada por 20 membros do PS e 19 da oposição. Cada membro contará por sua vez com 5 assessores, dois secretários e um motorista. As tarefas demoram porque não se consegue quórum para reunir e logo não há acordo para designar o Presidente e os vogais da Comissão.
2) O Primeiro-Ministro inteira-se desde logo da situação, e fala ao País, na RTP, afirmando que o acidente foi provocado pela crise internacional e pelo nervosismo dos mercados. Ao mesmo tempo, pergunta se não teriam encontrado no fundo da mina o seu certificado de habilitações como Engº Civil, já que ninguém o conseguiu ver até hoje...
3) Uma Informação prestada pelo Ministro Jorge Lacão assegura que a profundidade não é tanta, trata-se da imaginação da oposição para criticar o governo, uma vez que pelos cálculos governamentais são no máximo 200m.
4) Não há fundos para as tarefas de resgate pelo que será criada uma taxa específica para esta operação. Suspeita-se que a taxa seja cobrada nos próximos quinze anos.
5) Para além desta taxa, solicita-se um fundo patriótico para o restante, proveniente do Fundo de Pensões das Companhias de Seguros. Para a boa gestão dos fundos e como o túnel é uma Obra Pública é nomeado Mário Lino.
6) OS EUA emprestam a grua de resgate, que desembarca em Vigo, devido às suas dimensões, mas esta não chega a entrar em Portugal porque, na fronteira, a SCUT está com barreiras de utentes em protesto pelo pagamento de portagens.
7) Uma vez libertada a grua pelo Corpo de Intervenção da PSP, a alfândega dá logo ao fim de 120 dias a autorização para a importação da grua mediante o pagamento prévio de umas caixas de robalo ao Dr. Armando Vara, nomeado pelo Governo como Presidente da Fundação para o Auxílio aos Mineiros.
8) A grua não pode chegar à mina porque o condutor pertence ao sindicato dos operadores portuários e a grua tendo 4 rodas deve ser conduzida por um motorista de pesados e sob a supervisão dos inspectores do Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT). No entanto, como este Instituto está em reestruturação, não pode nomear os inspectores pois ainda não fazem parte do seu quadro.
9) Entretanto, o Prós e Contras da RTP dá instruções para trazerem um mineiro para o programa, mas a TVI oferece mais para o ter na Casa dos Segredos. Em consequência, gera-se um grande problema entre a Prisa, o Governo e a PT.
10) Finalmente consegue-se fazer chegar uma mini câmara de TV ao fundo da mina mas não se conseguem ver os mineiros. A Câmara só transmite Manuel Luís Goucha e Futebol.
11) A grua consegue chegar ao fim de mais dois meses à mina porque a IMTT teve de solicitar vários pareceres externos para definir o procedimento de atribuição da matrícula para a grua poder circular. A GNR-BT tinha-a apreendido por circular sem a documentação necessária, mas entretanto o Governo interpôs uma providência cautelar para libertar a grua em tempo útil.
12) Jerónimo de Sousa anuncia que os mineiros pertencem ao PCP e por isso o governo está a protelar o seu salvamento para não participarem nas eleições para a Presidência da República.
13) O Bloco de Esquerda repudia a grua por ser de fabrico americano, não se podendo tolerar a sua utilização enquanto continuar o massacre americano em Bagdad e Kabul.
14) Finalmente chega a Grua e começa a fazer descer a cápsula mas o cabo parte-se. O DIAP investiga irregularidades na compra do material mas não consegue ouvir os responsáveis. O Tribunal de Contas descobre que se comprou o cabo de pior qualidade mas que se pagou o preço dum modelo revestido a ouro. O dossier chega ao PGR que ordena o urgente arquivamento de todo o processo. O Conselho de Magistratura pede a revisão do arquivamento para o Supremo Tribunal solicitando a destituição do Ministro da Justiça.
15) Chega uma ordem para que se detenha o resgate até que cheguem ao local os gorros e casacos que os mineiros terão de vestir antes de chegar à superfície. Tem escrito a legenda: "Viva José Sócrates!".
16) Finalmente ao fim de dois anos e meio resgata-se o primeiro mineiro. Surpresa mundial: era o único que ia trabalhar, os restantes 32 eram beneficiários do RSI e tinham ido à mina para justificar o seu recebimento.
17) O mineiro resgatado lê o jornal com as notícias sobre o OE e no final pede que o devolvam aos 700 metros de profundidade. Afirma que a vida lá em baixo é bastante mais tranquila.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

CARTA DE UMA MÃE


Mê querido filho. Ponho-te estas poucas linhas que é para saberes que tôu viva. Escrevo devagar porque sei que não gostas de ler depressa. Se receberes esta carta, é porque chegou. Se ela não chegar, avisa-me que eu mando outra. O tê pai leu no jornal que a maioria dos acidentes ocorrem a 1 km de casa. Por isso, mudámo-nos pra mais longe. Sobre o casaco que querias, o tê tio disse que seria muito caro mandar-to pelo correio por causa dos botões de ferro que pesam muito. Assim, arranquei os botões e meti-os no bolso. Quando chegar aí prega-os de novo. No outro dia, houve uma explosão na botija de gás aqui na cozinha. O pai e eu fomos atirados pelo ar e caímos fora de casa. Que emoção: foi a primeira vez, em muitos anos que o tê pai e eu saímos juntos. Sobre o nosso cão, o Joli, anteontem foi atropelado e tiveram de lhe cortar o rabo, por isso toma cuidado quando atravessares a rua. Na semana passada, o médico veio visitar-me e colocou na minha boca um tubo de vidro. Disse para ficar com ele por duas horas sem falar. O tê Pai ofereceu-se para comprar o tubo. A tua irmã Maria vai ser mãe, mas ainda não sabemos se é menino ou menina. Portanto, nãn sei se vais ser tio ou tia. O tê mano Antóino deu-me hoje muito trabalho. Fechou o carro e deixou as chaves lá dentro. Tive de ir a casa, pegar a suplente para a abrir. Por sorte, cheguei antes de começar a chuva, pois a capota estava aberta. Se vires o Sr. Alcino, diz-lhe que mando lembranças. Se nãn o vires, nãn lhe digas nada. Tua Mãe Mariana.
PS: Era para te mandar os 100 euros que me pediste, mas quando me lembrei já tinha fechado o envelope. DESCULPA a minha lêtra, mas eu tenho andado muito rouca.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

SERVIÇO AO ESTADO


---“ Duas situações surgiram a público na última semana que nos remeteram para postos do Estado. A primeira revelou que dois ex-sócios de Paulo Campos, secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas e das Comunicações, tinham sido nomeados administradores em empresas ligadas aos CTT, tutelado por aquele secretariado.
«Sócio» para quem não saiba, chega-nos do latim socius: «companheiro», «aliado». Segundo uma nota do Ministério, a nomeação destes ex-companheiros/ex-aliados do senhor secretário de Estado teve tudo a ver com méritos administrativos e nada, nadinha, com companheirismos/alianças. Acreditemos pois que os dois distintos cavalheiros desistiram de uma gloriosa carreira na gestão privada para servir despretenciosamente os interesses públicos.
No segundo caso, acreditemos também na imaculada idoneidade do Subdirector–Geral de Reinserção Social, Sr. Luís Vaz do Couto, cujo filho, que o é, mas não aparece como tal na lista publicada em Diário da República, é um brilhante licenciado em bioquímica, e ganhou ainda mais brilho com uma nota de 19 valores e o primeiro lugar na primeira prova do concurso público para técnico superior naquela instituição, onde, como é sabido, a química é disciplina fundamental. Como digo, tudo isto pode ser gente da mais transparente honestidade, mas, como já sabemos desde a.C. «à mulher de César não basta sê-lo, é preciso parecê-lo».
Alguns portugueses (talvez até muitos mas nunca aqueles que mencionei) servem-se do Estado quando deviam estar a servi-lo. É pena. O Estado não é uma agência de emprego. O Estado somos nós. Olhemos para o meu amigo Jamie, por exemplo, que apesar de ser norte-americano e por isso muito pouco amigo do Estado, vai ser oferecido aqui como exemplo a alguns portugueses (mas não aos que mencionei, acima que estão de todas as suspeitas). Até há dois anos o Jamie era vice-presidente de um grupo de lobby ligado às comunicações, ganhava para aí, quer dizer, para aí por baixo, uns 500 mil ao ano. Agora ganha um quinto do ordenado como funcionário público na Administração Obama, a limar arestas da legislação sobre comunicações.
O Jamie não é nada de especial, mas assim de longo parece mais patriota que alguns dos nossos compatriotas. Apesar de ser péssimo gestor e de não perceber patavina de química. ---“

Opinião, de Sérgio H. Coimbra, in “Metro”

NEM SEMPRE OS TEXTOS LONGOS, SÃO ENFANDONHOS


Meus caros leitores, por razões particulares, deixei de inserir os problemas que me afectam e afectam este nosso País, no meu blog: BARREIROSEMPRE VIVE. Entretanto entendi por bem criar este, que admito definirá mais concretamente a minha forma de estar. Na realidade nos quase meus 70 anos de idade, entendi que deveria assumir tudo quanto aquí vir para, sem qualquer tipo de meno, apesar de já estarmos a viver em plena Ditadura Económico-Democrática".

MEDINA CARREIRA
É um texto longo, mas merece ser lido.

JOSÉ SÓCRATES É UM HOMEM DE CIRCO (quer dizer, um PALHAÇO, com perdão dos verdadeiros profissionais).
A economia vai derrotar a democracia de 1976.
José Sócrates, é um homem de circo, de espectáculo. Portugal está a ser gerido por medíocres, Guterres, Barroso, Santana Lopes e este, José Sócrates, não perceberam o essencial do problema do país. O desemprego não é um problema, é uma consequência de alguma coisa que não está bem na economia. Já estou enjoado de «medidinhas». Já nem sei o que é que isso custa, nem sequer sei se estão a ser aplicadas. A população não vai aguentar daqui a dez anos um Estado social como aquele em que nós estamos a viver. Este que está lá agora, o Sócrates, é um homem de espectáculo, é um homem de circo. Desde a primeira hora. É gente de circo. E prezam o espectáculo porque querem enganar a sociedade. Vocês, comunicação social, o que dão é esta conversa de «inflação menos 1 ponto», o «crescimento 0,1 em vez de 0,6». Se as pessoas soubessem o que é 0,1 de crescimento, que é um café por português de 3 em 3 dias... Portanto andamos a discutir um café de 3 em 3 dias... mas é sem açúcar. Eu não sou candidato a nada, e por conseguinte não quero ser popular. Eu não quero é enganar os portugueses. Nem digo mal por prazer, nem quero ser «popularuxo» porque não dependo do aparelho político!" Ainda há dias eu estava num supermercado, numa fila para pagar, e estava uma rapariga de umbigo de fora com umas garrafas, e em vez de multiplicar « 6 x 3 = 18 », contava com os dedos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7... Isto não é ensino... é falta de ensino, é uma treta! É o futuro que está em causa! Os números são fatais. Dos números ninguém se livra, mesmo que não goste. Uma economia que em cada 3 anos dos últimos 27, cresceu 1%... esta economia não resiste num país europeu. Quem anda a viver da política para tratar da sua vida, não se pode esperar coisa nenhuma. A causa pública exige entrega e desinteresse. Se nós já estamos ultra-endividados, faz algum sentido ir gastar este dinheiro todo em coisas que não são estritamente indispensáveis? P'rá gente ir para o Porto ou para Badajoz mais depressa 20 minutos? Acha que sim? A aviação está a sofrer uma reconversão, vamos agora fazer um aeroporto, se calhar não era melhor aproveitar a Portela? Quer dizer, isto está tudo louco?" Eu por mim estou convencido que não se faz nada para pôr a Justiça a funcionar porque a classe política tem medo de ser apanhada na rede da Justiça. É uma desconfiança que eu tenho. E então, quanto mais complicado aquilo for...
Nós tivemos nos últimos 10 / 12 anos 4 Primeiros-Ministros: - Um desapareceu; - O outro arranjou um melhor emprego em Bruxelas, foi-se embora; - O outro foi mandado embora pelo Presidente da República; - E este coitado, anda a ver se consegue chegar ao fim" O João Cravinho tentou resolver o problema da corrupção em Portugal. Tentou.
Foi "exilado" para Londres. O Carrilho também falava um bocado, foi para Paris. O Alegre depois não sei para onde ele irá...
Em Portugal quem fala contra a corrupção ou é mandado para um "exílio dourado", ou então é entupido e cercado. Mas você acredita nesse «considerado bem»? Então, o meu amigo encomenda aí uma ponte que é orçamentada para 100 e depois custa 400? Não há uma obra que não custe 3 ou 4 vezes mais? Não acha que isto é um saque dos dinheiros públicos? E não vejo intervenção da polícia... Há-de acreditar que há muita gente que fica com a grande parte da diferença! De acordo com as circunstâncias previstas, nós por volta de 2020 somos o país mais pobre da União Europeia. É claro que vamos ter o nome de Lisboa na estratégia, e vamos ter, eventualmente, o nome de Lisboa no tratado. É, mas não passa disso. É só para entreter a gente. Isto é um circo. É uma palhaçada. Nas eleições, uns não sabem o que estão a prometer, e outros são declaradamente uns mentirosos:
- Prometem aquilo que sabem que não podem."
A educação em Portugal é um crime de «lesa-juventude»: Com a fantasia do ensino dito «inclusivo», têm lá uma data de gente que não quer estudar, que não faz nada, não fará nada, nem deixa ninguém estudar. Para que é que serve estar lá gente que não quer estudar? Claro que o pessoal que não quer estudar está lá a atrapalhar a vida aqueles que querem estudar. Mas é inclusiva...O que é inclusiva? É para formar tontos? Analfabetos?" "Os exames são uma vergonha. Você acredita que num ano a média de Matemática é 10, e no outro ano é 14? Acha que o pessoal melhorou desta maneira? Por conseguinte a única coisa que posso dizer é que é mentira, é um roubo ao ensino e aos professores! Está-se a levar a juventude para um beco sem saída. Esta juventude vai ser completamente desgraçada! A minha opinião desde há muito tempo é: TGV - Não ! Para um país com este tamanho é uma tontice. O aeroporto depende. Eu acho que é de pensar duas vezes esse problema. Ainda mais agora com o problema do petróleo.
Bragança não pode ficar fora da rede de auto-estradas? Não? Quer dizer, Bragança fica dentro da rede de auto-estradas e nós ficamos encalacrados no estrangeiro?
Eu nem comento essa afirmação que é para não ir mais longe... Bragança com uma boa estrada fica muito bem ligada. Quem tem interesse que se façam estas obras é o Governo Português, são os partidos do poder, são os bancos, são os construtores, são os vendedores de maquinaria... Esses é que têm interesse, não é o Português! Nós em Portugal sabemos resolver o problema dos outros: A guerra do Iraque, do Afeganistão, se o Presidente havia de ter sido o Bush, mas não sabemos resolver os nossos. As nossas grandes personalidades em Portugal falam de tudo no estrangeiro: criticam, promovem, conferenciam, discutem, mas se lhes perguntar o que é que se devia fazer em Portugal nenhum sabe. Somos um país de papagaios...Receber os prisioneiros de Guantanamo? Isso fica bem e a alimentação não deve ser cara...» Saibamos olhar para os nossos problemas e resolvê-los e deixemos lá os outros... Isso é um sintoma de inferioridade que a gente tem, estar sempre a olhar para os outros.
Olhemos para nós!
A crise internacional é realmente um problema grave, para 1-2 anos. Quando passar lá fora, a crise passará cá. Mas quando essa crise passar cá, nós ficamos outra vez com os nossos problemas, com a nossa crise. Portanto é importante não embebedar o pessoal com a ideia de que isto é a maldita crise. Não é! Nós estamos com um endividamento diário nos últimos 3 anos correspondente a 48 milhões de euros por dia: Por hora são 2 milhões! Portanto, quando acabarmos este programa Portugal deve mais 2 milhões! Quem é que vai pagar? Isso era o que deveríamos ter em grande quantidade.
Era vender sapatos. Mas nós não estamos a falar de vender sapatos. Nós estamos a falar de pedir dinheiro emprestado lá fora, pô-lo a circular, o pessoal come e bebe, e depois ele sai logo a seguir..." Ouça, eu não ligo importância a esses documentos aprovados na Assembleia...Não me fale da Assembleia, isso é uma provocação... Poupe-me a esse espectáculo...." Isto da avaliação dos professores não é começar por lado nenhum. Eu já disse à Ministra uma vez «A senhora tem uma agenda errada"» Porque sem pôr disciplina na escola, não lhe interessa os professores. Quer grandes professores? Eu também, agora, para quê? Chegam lá os meninos fazem o que lhes dá na cabeça, insultam, batem, partem a carteira e não acontece coisa nenhuma. Vale a pena ter lá o grande professor? Ele não está para aturar aquilo...Portanto tem que haver uma agenda para a Educação. Eu sou contra a autonomia das escolas Isso é descentralizar a «bandalheira».
Há dias circulava na Internet uma notícia sobre um atleta olímpico que andou numa "Novas Oportunidades" uns meses, fez o 12º ano e agora vai seguir Medicina...Quer dizer, o homem andava aí distraído, disseram «meta-se nas Novas Oportunidades» e agora entra em Medicina...Bem, quando ele acabar o curso já eu não devo cá andar felizmente, mas quem vai apanhar esse atleta olímpico com este tipo de preparação...
Quer dizer, isto é tudo uma trafulhice..." É preciso que alguém diga aos portugueses o caminho que este país está a levar. Um país que empobrece, que se torna cada vez mais desigual, em que as desigualdades não têm fundamento, a maior parte delas são desigualdades ilegítimas para não dizer mais, numa sociedade onde uns empobrecem sem justificação e outros se tornam multi-milionários sem justificação, é um caldo de cultura que pode acabar muito mal. Eu receio mesmo que acabe.
Até há cerca de um ano eu pensava que íamos ficar irremediavelmente mais pobres, mas aqui quentinhos, pacíficos, amiguinhos, a passar a mão uns pelos outros... Começo a pensar que vamos empobrecer, mas com barulho...Hoje, acrescento-lhe só o «muito». Digo-lhe que a gente vai empobrecer, provavelmente com muito barulho...Eu achava que não havia «barulho», depois achava que ia haver «barulho», e agora acho que vai haver «muito barulho». Os portugueses que interpretem o que quiserem...Quando sobe a linha de desenvolvimento da União Europeia sobe a linha de Portugal. Por conseguinte quando os Governos dizem que estão a fazer coisas e que a economia está a responder, é mentira! Portanto, nós na conjuntura de médio prazo e curto prazo não fazemos coisa nenhuma. Os governos não fazem nada que seja útil ou que seja excessivamente útil. É só conversa e portanto, não acreditem...No longo prazo, também não fizemos nada para o resolver e esta é que é a angústia da economia portuguesa."Tudo se resume a sacar dinheiro de qualquer sítio. Esta interpenetração do político com o económico, das empresas que vão buscar os políticos, dos políticos que vão buscar as empresas...Isto não é um problema de regras, é um problema das pessoas em si...Porque é que se vai buscar políticos para as empresas? É o sistema, é a (des)educação que a gente tem para a vida política... Um político é um político e um empresário é um empresário. Não deve haver confusões entre uma coisa e outra. Cada um no seu sítio. Esta coisa de ser político, depois ministro, depois sai, vai para ali, tira-se de acolá, volta-se para ministro... é tudo uma sujeira que não dá saúde nenhuma à sociedade.
Este país não vai de habilidades nem de espectáculos. Este país vai de seriedade. Enquanto tivermos ministros a verificar preços e a distribuir computadores, eles não são ministros. São propagandistas! Eles não são pagos nem escolhidos para isso! Eles têm outras competências e têm que perceber quais os grandes problemas do país! Se aparece aqui uma pessoa para falar verdade, os vossos comentadores dizem «este tipo é chato, é pessimista»...Se vem aqui outro trafulha a dizer umas aldrabices fica tudo satisfeito... Vocês têm que arranjar um programa onde as pessoas venham à vontade, sem estarem a ser pressionadas, sossegadamente dizer aquilo que pensam. E os portugueses se quiserem ouvir, ouvem. E eles vão ouvir, porque no dia em que começarem a ouvir gente séria e que não diz aldrabices, param para ouvir.
O Português está farto de ser enganado! Todos os dias tem a sensação que é enganado!