sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

SOLIDARIEDADE? COM QUEM? QUE VERGONHA!

É triste, mas é bom saber...
Porque é que os madeirenses receberam 2 milhões de Euros da solidariedade nacional, quando o que foi doado era de 2 milhões e 880 mil? Querem saber para onde foi esta "pequena" parcela de 880.000 €?
POIS É...EM PORTUGAL ATÉ A SOLIDARIEDADE DOS PORTUGUESES SERVE PARA FAZER NEGOCIATAS...
A campanha a favor das vítimas do temporal na Madeira através de chamadas telefónicas é um insulto à boa-fé da gente generosa e um assalto à mão-armada. Pelas televisões a promoção reza assim: Preço da chamada 0,60 + IVA. São 0,72 no total. O que por má-fé não se diz é que o donativo que deverá chegar (?) ao beneficiário madeirense é de apenas 0,50. Assim oferecemos 0,50 a quem carece, mas cobram-nos 0,72, mais 0,22 ou seja 30 %. Quem fica com esta diferença?
1º - a PT com 0,10 (17 %) isto é a diferença dos 50 para os 60; 2º - o Estado 0,12 (20 %) referente ao IVA sobre 0,60.
Numa campanha de solidariedade, a aplicação de uma margem de lucro pela PT e da incidência do IVA pelo Estado são o retrato da baixa moral a que tudo isto chegou. A RTP anunciou com imensa satisfação que o montante doado já atingiu os 2.000.000 de euros. Esqueceu-se de dizer que os generosos pagaram mais 44 % ou seja mais 880.000 euros divididos entre a PT (400.000 para a ajuda dos salários dos administradores) e o Estado (480.000 para ajuda ao reequilíbrio das contas públicas e aos trafulhas que por lá andam). A PT cobra comissão de quase 20 % num acto de solidariedade!???
O Estado faz incidir IVA sobre um produto da mais pura generosidade!? ISTO É UMA TOTAL FALTA DE VERGONHA! ISTO É UM ASQUEROSO ESBULHO À BOLSA E AO ESPÍRITO DE SOLIDARIEDADE DO POVO PORTUGUÊS!
NÃO COLABORE NESTAS CAMPANHAS, CASO NÃO SEJA ESCLARECIDO CABALMENTE QUE OS"DONATIVOS" ESTÃO ISENTOS DE IMPOSTOS E DE TAXAS OU COMISSÕES, BEM COMO NÃO CONTRIBUEM (SEM RETORNO SOLIDÁRIO) PARA O AUMENTO DOS NEGÓCIOS DOS GANANCIOSOS GESTORES... Pelo menos… DENUNCIE!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

AFINAL SEMPRE METERAM A "PATA" NA POÇA!

TERÃO SIDO USADOS INDEVIDAMENTE 326 MILHÕES DE EUROS APENSOS AOS PROCESSOS.
A Auditoria do Tribunal de Contas detectou que aquele Ministério usou indevidamente verbas que lhe não pertenciam, utilizando-as para tapar o buraco das contas cde 2008 e 2009. Mas como foi isto possível, num País dito decente e democrático, governado por um Governo dito democrático e sério? O Ministro da Justiça, Alberto Martins, tem repetido que em 2011, pretende chegar à sustentabilidade do seu Ministério. Porém o Tribunal de Contas alerta precisamente para o agravamento do défice da Justiça, o qual vem sendo indevidamente colmatado com a utilização dos depósitos autónomos, ou seja dinheiro afecto a processos judiciais e a transferências extraordinárias do Orçamento. Esta bagunça já vem do tempo em que o Ministro da Justiça era Alberto Costa.
Será que esta “bagunça” nunca mais acaba? Mas então será que todos estaremos obrigados a suportar estes “cavalheiros”, por muito mais tempo?

PALAVRAS E MAIS PALAVRAS. PARA QUÊ AFINAL?

NATAL SERÁ SEMPRE QUE UM “GOVERNO CAPAZ” QUIZER!
Nesta quadra, fortemente agitada, quer pelo bulício das compras, quer pelo ferro incandescente que cai sobre a cabeça de tantos desempregados, foge-nos frequente mente a nossa atenção para a recordação dolorosa daqueles que nos abandonaram para sempre, e para a grande tristeza que nos provoca a subida infernal e imparável da pobreza em tantas zonas do nosso país e particularmente do distrito em que vivemos.
Há poucos dias atrás encontrava-me na Santa Casa da Misericórdia do Barreiro, acompanhando a minha mulher, na sua qualidade de colaboradora sem remuneração (voluntária). Nesse dia por motivo da distribuição de prendas aos mais pequeninos, a minha mulher no seu jeito teatral vestiu um fato de Paí Natal e iniciou a tarefa brilhante de distribuir prendas aos miúdos, cujos pais alí recorrem para levantar as refeições que levam para casa. Num determinado momento ao entregar uma prenda a um dos pequenitos (cerca de 5 anos), pediu-lhe que abrisse a prenda para ver se gostava. A resposta não se fez tardar: “Não, não posso. Depois no Natal já não tinha prenda para abrir”.
É no rosto destes meninos e das suas famílias devastadas pelo desemprego e dos idosos abandonados na mais completa solidão, que nos apercebemos de que muita coisa terá que, rapidamente, começar a mudar.
Libertemos então as palavras e os sentimentos, em prol da mudança que tarda em chegar.

MAS PORQUE SERÁ QUE SÓ SE PODE DIZER MAL DESTE GOVERNO?

"Estado Social" - o que é?

As últimas (?) notícias acerca do "Estado Social" vêm do Tribunal de Contas, que ontem divulgou o parecer sobre a Conta Geral do Estado de 2009: 97% dos 2 200 milhões de euros afectados no ano passado pelo Governo ao combate à crise foram parar ao bolso sem fundo da banca (61%) e às empresas (36%); já com os apoios ao emprego, o "Estado Social" gastou... 1%. Como Guterres diria, é só fazer as contas. Mas, se foi assim em 2009, as notícias de 2010 são igualmente esclarecedoras. De acordo com dados do Ministério das Finanças citados pelo DN, o Governo estará por fim a conseguir reduzir o défice público (assim terá acontecido em Novembro), e isso, graças, principalmente, "aos cortes nos apoios sociais a desempregados e crianças". Entretanto Portugal alcançou já um honroso 2.º lugar no pódio dos países com maiores desigualdades sociais na UE e há hoje mais de 300 000 portugueses (entre eles milhares de crianças, que comem diariamente uma única refeição que lhes é servida na escola) a passar fome e dependendo, para sobreviver, de instituições como o Banco Alimentar, a Legião da Boa Vontade e outras, ou das espontâneas iniciativas de solidariedade que cidadãos anónimos, contando exclusivamente consigo, vêm promovendo um pouco por todo o país. É talvez, pois, altura de a Ciência Política e o Dicionário da Academia reverem em conformidade a definição do que seja essa coisa de "Estado Social".
Publicado por Manuel António Pina, no JN

2010 e uma nova expressão

O ano que está a acabar foi estranho. Para além de se ter estado a discutir uma crise que agora se começa a sentir nos bolsos dos portugueses, no plano político, a indefinição foi total. Tudo se materializa numa expressão nova: dívida soberana. Aqui a novidade está na conjugação. Todos sabem o que é dívida, e ninguém duvida do sentido da expressão soberana. Agora as duas juntas correspondem a uma entidade distante, mas aterradora. Ao ouvir os noticiários sobre o aumento dos juros a pagar pela divida soberana emitida, os portugueses ficavam assustados e alguns políticos desorientados. Para quem conhece bem as histórias de banda desenhada, a dívida soberana foi em 2010 uma espécie de Mancha Negra. Levou os mais variados actores da vida pública a dissertarem, com ar grave, sobre as dificuldades do país. Foi a dívida soberana que causou grandes dores de cabeça à chanceler Ângela Merkel. Trouxe as mais diferentes teorias sobre a solidariedade europeia. E foi também a dívida soberana que deu um fôlego suplementar aos críticos do "neo liberalismo". O mercado e os especuladores foram de forma simplista considerados os grandes culpados da desgraça nacional.
Infelizmente tudo se mantém numa espécie de penumbra. Ninguém quer definir nada. O exercício do Governo parece que queima. As reformas servem para encher muitos jornais, e alguns discursos diletantes, mas não passam à prática. E Portugal parece esperar que o ano 2011 seja dominado por uma sigla. Com isso não teremos uma desgraça, mas sinceramente quanto mais tarde resolvermos os nossos problemas estruturais - educação, justiça, condições de investimento, mundo laboral, e forma de funcionamento da Administração Pública - pior será. E já estou como o outro. É que não havia necessidade.
Publicado por Diogo Feyo, no JN

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

NÃO HÁ PRESÉPIO?

Natal em crise, não há presépio! Claro. BOAS FESTAS E... MUITA SAUDE
Meus Amigos :
Este ano não há presépio: A vaca da economia está louca e não se segura nas patas;
Os Reis magos não podem vir porque os camelos estão no governo;
A nossa Senhora e o São José foram meter os papéis para o rendimento mínimo;
A ASAE fechou o estábulo por falta de condições e o Tribunal de Menores ordenou a entrega do menino ao pai biológico...
E antes que me tirem as mensagens à borla, aproveito para desejar um Bom Natal e um Feliz Ano Novo.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A POBREZA ESCONDIDA DO PRIMEIRO MINISTRO

POBRE PORTUGAL!
Num muito recente artigo publicado pela Direcção da Revista Sábado, sob o título “A POBREZA DE JOSÉ SOCRATES”, são discriminadas as várias escolas (tomem fôlego), que por motivo de pobreza, estarão abertas durante as férias de Natal, de forma a que os alunos carenciados possam comer pelo menos uma refeição por dia – uma vez que os país não têm dinheiro para as alimentar decentemente. Por estranho que possa parecer o nosso Primeiro Ministro tem vergonha da pobreza que ajudou a aumentar em Portugal!
Vem este artigo na sequência de declarações proferidas pelo Primeiro Ministro, criticando uma declaração do Presidente da República, sobre o facto de haver portugueses com fome. Para o Primeiro Ministro, a pobreza deve ser apenas tema de sussurros e de silêncios: «Aqueles que verdadeiramente têm a grandeza de pensar apenas no próximo, de pensar apenas no combate às dificuldades ajudando o seu semelhante, ajudando um compatriota, esses fazem-no de forma discreta, porque não precisam de nenhum louvor público».
Esta redondamente enganado Senhor Primeiro Ministro. Primeiro porque as pessoas de quem fala precisam, sim, de louvor público, até para que o seu exemplo seja conhecido e seguido por todos. Segundo porque a seguir a esse louvor público deve vir a censura pública do Primeiro Ministro que tomou as decisões politicas que levaram a economia portuguesa a transformar-se numa instituição de caridade.
POR FAVOR SENHOR PRIMEIRO MINISTRO,DEIXE-SE DE FANFARRONICES E APRENDA A GOVERNAR UM PAÍS QUE TAMBÉM POR SUA CAUSA (Já que V.Exª é membro do PS) ESTAMOS NA RECTA FINAL PARA LEVAR-MOS COM TODOS OS FMI’s DESTE MUNDO DE GANÂNCIA!

BOAS FESTAS E FELIZ ANO NOVO!

Para todos vós Amigos, este extracto de um poema, escrito por um grande Amigo meu.

---" É Natal, Natal de esperança.
Em união tu, eu, nós, todos nós
olhando as cores de fogo
do sobro crepitando na lareira,
acreditamos que a divina luz
surja das trevas,
na sentida emoção
de um novo mundo
renovado e livre,
que livre chore rindo de alegria,
sem fome,
sem guerra,
sem dor.
Nesta aldeia, que é o mundo
onde o tudo é nada
e o nada, tudo.
Tudo é hoje
Hoje é Natal
É teu, meu, de todos nós
Natal é hoje, amanhã e sempre..."

PARA TODOS VÓS E FAMÍLIA um NATAL de ESPERANÇA MUITO FELIZ e 2011 COM TUDO DE BOM, E NA ESPERANÇA DE QUE PORTUGAL CONSIGA ULTRAPASSAR AS GRANDES DIFICULDADES QUE NOS ESTÃO A IMPÔR.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

CRISE, MAS QUAL CRISE E PARA QUEM?


O GOVERNO VAI INJECTAR MAIS 500 MILHÕES NO BNP!
Essa crise foi inventada, para aumentar as diferenças... acabar com as democracias .... Há dias ouvi um programa onde foi dito que a família real inglesa custava uma libra/ano/Cidadão. Não seria melhor trocar?
"Ora aqui vai outro importante contributo, para que o Ministro das Finanças não continue a fazer de nós parvos, dizendo com ar sonso que não sabe em que mais cortar. Acabou o recreio!
Se todos vocês reencaminharem como eu faço, ao fim do dia seremos centenas de milhar de "olhos mais bem abertos". Orçamento do Estado. Todos os ''governantes'' [a saber: os que se governam...] de Portugal falam em cortes das despesas, mas não dizem quais, e aumentos de impostos, a pagar pela malta. Não ouvi foi nenhum governante falar em:
. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três Presidentes da República retirados.
. Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode
. Acabar com os milhares de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e têm funcionários e administradores com 2º ou 3º emprego.
. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euros mês e que não servem para nada, antes acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821, etc
. Redução drástica das Juntas de Freguesia.
. Acabar com o pagamento de 200 € por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75 € nas Juntas de Freguesia
. Acabar com o Financiamento aos Partidos. Que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem para conseguirem verbas para as suas actividades
. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País.
. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e família. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos.
. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos às escolas, ir ao mercado a compras, etc. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis...
. Acabar com os "subsídios" de habitação e deslocação a deputados eleitos por circulos fora de Lisboa... que sempre residiram na Capital e nunca tiveram qualquer habitação nos circulos eleitorais a que concorreram!
. Controlar os altos quadros "colocados" na Função Pública (pagos por nós...) que quase nunca estão no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total: HÁ QUADROS QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES, QUE NÃO OS DA COISA PÚBLICA...
. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCEPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder...
. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos e outros, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar.
. Acabar com as várias reformas, acumuladas, por pessoa, de entre o pessoal do Estado e de entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.
. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP, com os juros devidos!
. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e quejandos, onde quer que estejam e recuperar essas quantias para os cofres do Estado.
. E por aí fora... Recuperaremos depressa a nossa posição, sobretudo a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado .
. Quem pode explicar porque é que o Presidente da Assembleia da República tem, ao seu dispor, dois automóveis de serviço? Deve ser um para a "pasta" e outro para a "lancheira"!...

OIÇAM E DELICIEM-SE!

Apenas com 4 acordes musicais

Que espectáculo!
Na Austrália, o grupo de humoristas Axis of Awesome provou, na base do gozo, que quase todos os sucessos da música pop têm os mesmos quatro acordes musicais. Com a mesma sequência, cantaram Beatles, Michael Jackson, U2, Lady Gaga, Bob Marley e muitos outros
O vídeo já teve 4 milhões e meio de visualizações... Vale a pena!
http://www.youtube.com/watch?v=5pidokakU4I

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

COMENTÁRIOS AO LONGO DOS DIAS...

• Não há muito a discutir, na minha opinião. Tudo o que precisamos agora é a evolução cultural...embora eu não tenha a certeza de que essa é a frase certa para a solução deste País!
• Se a crise global continuar, para o fim do ano somente dois bancos
ficarão operacionais: o Banco de Sangue e o Banco de Esperma!
Mais tarde estes 2 bancos serão fundidos, internacionalizados e
assará a ser chamado: «The Bloody Fucking Bank»
• Os Bancos especializaram-se em ser «casas de penhor», em que o penhor são normalmente as casas.
• Em Portugal, nós portugueses, continuamo-nos a agarrar a desculpas frouxas, as quais consistem na procura cega de razões externas, por forma a nunca nos considerarmos culpados dos nossos desaires.
• Em Portugal muita gente está de acordo com o princípio do utilizados-pagador nas SCUTs, claro desde que estas medidas não se apliquem no seu caso particular.
• Muita gente faz um discurso contra o desperdício e contra a má utilização dos recursos públicos e, em paralelo, vive alegremente com a acumulação de benefícios do Estado.
• O aumento de peso verificado na nossa vida é normalmente pago pelos nossos impostos. Ao contrário de tudo quanto deveria acontecer, o Estado gasta muito dinheiro com a sua própria ineficiência. Assim, quem vai ter de pagar tudo isto, serão as gerações mais novas. Temos assim, pela primeira vez em Portugal, desde a Primeira República, a noção clara de que as próximas gerações vão viver pior do que as anteriores. É a isto que chamamos “GERAÇÃO DO SACRIFÍCIO”.
• Lamentavelmente quem nasceu entre o final dos anos 50 e o início dos anos 70 vai ter reformas que serão um pouco superiores a 50% do valor das reformas, caso tivessem nascido 15 anos antes.
• Porque gastamos mais do que somos capazes de produzir, despendemos do exterior. O exterior vai-nos dizendo para gastarmos menos e produzirmos mais.
• Se nos limitarmos a fazer apenas os mínimos, vamos manter-nos numa espiral de empobrecimento permanente. Se conseguirmos tomar as medidas correctas, admito que teremos pela frente uma década de dificuldades, mas iremos ver resultados de curto-prazo muito antes de 2020.
• Os erros de gestão que se verificam em Portugal, não são somente no sector público. Também os há no sector privado. A mistura de males entre o sector público e o sector privado, tem sido feita com a conivência de boa parte do sector privado e com o benefício de agentes privados muito relevantes.
• A entrada do Euro, não só nos criou flexibilidade, como agravou o problema da competitividade, pelo que continuamos a viver acima das nossas possibilidades. Assim, aumentámos significativamente a dimensão do sector público, o qual é todavia sustentado com os nossos impostos.
• Ainda não existe uma consciência generalizada de que as coisas vão ter de mudar. E muita gente tem resistido à ideia de que o passado, em Portugal, não é de certeza indicador do futuro. Se queremos ter o mínimo de esperança temos que fazer quase tudo diferente.
• Esta nossa crise é o resultado de cerca de 20 anos de erros. Ficamos muito admirados por que os agentes externos não vêem sinais credíveis de que reconhecemos os nossos problemas. Pudera nem nós os estamos a ver quanto mais estratégias para os resolver.
• Para que a nossa entrada para o Euro tivesse corrido bem, deveríamos ter entrado de outra maneira. Isto é, deveríamos ter feito uma verdadeira liberalização da economia, com mais flexibilidade laboral – que não é só despedir mais facilmente: flexibilidade laboral é adaptar legalmente contratos de trabalho a situações diferentes das poucas que estão estandardizadas e contempladas nas normas vigentes. Essa flexibilização deveria permitir uma mobilidade diferente das pessoas, mais adequada à nova realidade tecnológica e económica em que vivemos.
• A globalização permitiu que milhões de pessoas abandonassem a pobreza, mas nós, por acção e inacção, posicionámo-nos sempre como perdedores líquidos neste processo. Portugal não foi capaz, até agora, de aproveitas as oportunidades da sua entrada na Europa.
• A sensação que tínhamos, no final dos anos 80, era que Portugal ia ser um país desenvolvido. Lamentavelmente apenas conseguimos manter alguns anos com crescimento económico de mais de 5%. Ter boas instituições era fundamental para o desenvolvimento económico do nosso País. Porém apenas os países desenvolvidos o conseguiram ser, na medida em que criaram essas boas instituições. Em Portugal os níveis de confiança entre os agentes económicos são baixos, nalguns casos comparáveis aos de países do III Mundo.
• Durante a crise de 1983, o maior problema era o do défice da balança de pagamentos e da convertibilidade da nossa moeda (Escudo). Agora, passados mais de 30 anos, é novamente o problema que mais nos preocupa. Afinal corremos contra quem?
• Quando Portugal entrou na CEE, em 1986, a nossa economia estava em ordem. Mau grado, a partir daí tudo se esmoronou e conseguimos agravá-la consideravelmente. O facto relevante e do qual deveremos tirar consequências é que os primeiros erros graves de política económica não começaram na década que agora termina.

SOGRAS, DESCULPEM-ME...

A SOGRA
Um marido ganhou num sorteio, 3 passagens para Jerusalém. Chegou em casa, contou para a esposa, mandou ela arrumar as malas e foi ligando para chamar também a mãe dele, quando começou uma grande discussão, um grande debate, com a esposa que queria levar a mãe dela. Para dar final na briga ele concordou em levar a mãe dela (a sogra). Chegando lá, estavam visitando os locais onde Cristo passou quando de repente a sogra, emocionada, passa mal. Levam a velha para o hospital e ela acaba morrendo. O marido conversando com o pessoal do hospital, para ver o que ia fazer, perguntou quanto custava o enterro em Jerusalém. Disseram que na moeda Portuguesa, seriam uns 1.000,00 €. Perguntou também quanto ficaria para mandar o corpo para o Portugal. Responderam que com o transporte e tudo ficaria uns 10.000,00 €. O marido então escolheu mandar para Portugal.
O pessoal do hospital e a esposa olharam espantados para ele sem entender, e perguntaram por que mandar o corpo para Portugal se é muito mais caro? O marido respondeu: “Vocês já tiveram um caso de ressurreição aqui... Prefiro não arriscar...”

BURACOS HÁ MUITOS, SEU PALERMA...

QUE SINA...
UMA PESSOA NASCE POR 1 BURACO. COME POR 1 BURACO. FALA POR 1 BURACO. URINA POR 1 BURACO. OBRA POR 1 BURACO. RESPIRA POR 1 BURACO. OUVE POR 1 BURACO. TEM RELAÇÕES SEXUAIS NUM BURACO. E, COMO SE ISSO NÃO BASTASSE, MORRE E É METIDO NUM BURACO.
LIXEM-SE LÁ OS BURACOS! ISTO É DEMAIS...
Então e pensavam que não falava no “BURACO” nas finanças devido aos maus governos? Sim porque a divida é deles e daqueles que não cumprem e não de todos nós como eles querem fazer pensar!
PS – AINDA POR FALAR EM BURACOS, LEMBRO QUE NUNCAM, MAS MESMO NUNCA VIREM O “RABIOSQUE” PARA UM CHINÊS, PORQUE ELES ABREM UMA LOJA EM QUALQUER BURACO!

FILOSOFIA MING

É de mestre!
FINALMENTE A EXPLICAÇÃO

Uma mulher pergunta a um mestre chinês:

- Mestre, porque é que se chama campeão a um homem que tem sexo com várias mulheres, e às mulheres que fazem sexo com vários homens se apelida de vagabunda?
E o mestre respondeu:
- Filha...Veja bem, uma chave que abre várias fechaduras é uma chave-mestra. Já uma fechadura que se abre com qualquer chave, não serve para nada."
Publicada por António Aly Silva, em “Ditadura do Consenso”

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

OBRIGADO JOAQUIM PESSOA!

« AGRADECIMENTO À “CORJA” »

Obrigado pelo exemplo que se esforçam em nos dar de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem dignidade.
Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada. Por não nos darem explicações.
Obrigado por se orgulharem de nos tirar as coisas por que lutámos e às quais temos direito.
Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria. Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.
Obrigado pela vossa mediocridade. E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer.
Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber. Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.
Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias um dia menos interessante que o anterior.
Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar. Obrigado por nos darem em troca quase nada.
Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade. Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço.
E pelo vosso vergonhoso descaramento. Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer, o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.
Obrigado por serem o que são. Obrigado por serem como são. Para que não sejamos também assim.
E para que possamos reconhecer facilmente quem temos de rejeitar.

JOAQUIM PESSOA
Nasceu no Barreiro em 1948. Iniciou a sua carreira no Suplemento Literário Juvenil do Diário de Lisboa. O primeiro livro de Joaquim Pessoa foi editado em 1975 e, até hoje, publicou mais de vinte obras incluindo duas antologias. Foram lhe atribuídos os prémios literários da Associação Portuguesa de Escritores e da Secretaria de Estado da Cultura (Prémio de Poesia de 1981), o Prémio de Literatura António Nobre e o Prémio Cidade de Almada.
Poeta, publicitário e pintor, é uma das vozes mais destacadas da poesia portuguesa do pós 25 de Abril, sendo considerado um "renovador" nesta área. O amor e a denúncia social são uma constante nas suas obras, e segundo David Mourão Ferreira, é um dos poetas progressistas de hoje mais naturalmente de capazes de comunicar com um vasto público.

BIBLIOGRAFIA: "O Pássaro no Espelho", "A Morte Absoluta", "Poemas de Perfil", "Amor Combate", "Canções de Ex cravo e Malviver", "Português Suave", "Os Olhos de Isa", "Os Dias da Serpente", "O Livro da Noite", "O Amor Infinito", "Fly", "Sonetos Perversos", "Os Herdeiros do Vento", "Caderno de Exorcismos", "Peixe Náufrago", "Mas.", "Por Outras Palavras", "À Mesa do Amor", "Vou me Embora de Mim".

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

SERÁ ISTO UMA VERDADEIRA DEMOCRACIA?

DESEMPREGO JOVEM DÁ O MAIOR SALTO DA ERA DE SÓCRATES
Desde o início de 2005 que o desemprego entre os jovens não subia tanto como agora. Senão atentemos nas estatísticas:

• Existem actualmente 609.400 desempregados em Portugal, mais 9,6 do que em Junho de 2010;
• A subida trimestral do desemprego entre os jovens de 15 a 24 anos atingiu os 14%. São quase 100.000;
• A subida trimestral do desemprego entre os licenciados atingiu os 22%. São agora quase 70.000;
• 339.200 pessoas estão sem posto de trabalho há mais de 12 meses;
• Em cada 2 desempregados, 1 está sem trabalho há mais de um ano;
• 66.900 pessoas estão à procura do primeiro emprego. Mais 22% que em Junho e mais 27,2% que em Setembro de 2009.
Os valores antes apontados são um novo recorde, mas o Governo desdramatiza a realidade do desemprego, que agora atinge 609.400 pessoas.
PERGUNTAS QUE FICAM NO AR:
• Quando se começa a apontar os responsáveis desta situação?
• Como poderemos evitar que estes trabalhadores-desempregados e os jovens à procura do primeiro emprego, passem a enveredar por situações ilegais, com o fim de sobreviver neste nosso mundo Cão?
• Permito-me, pessoalmente, duvidar que os Governos que tem ”gerido” este nosso País, não se tenham apercebido destes problemas. Não se tendo verificado nenhum resultado estratégico para debelar a crise, então deverão ser considerados Culpados Compulsivos.

domingo, 12 de dezembro de 2010

EM PORTUGAL DEFENDEMOS O QUÊ E DE QUEM?????

É bom saber...
Solidariedade prós TÓTÓS (que somos todos nós) –
Porque é que os madeirenses receberam 2 milhões de Euros da solidariedade nacional, quando foram doados 2 milhões e 880 mil? Querem saber para onde foi esta “pequena” parcela? É só fazer as contas ….
POIS É.... EM PORTUGAL ATÉ A SOLIDARIEDADE DOS POI RTUGUESESSERVE PARA FAZER NEGOCIATAS...As campanhas a favor das vítimas do temporal na Madeira, Popotas, Leopoldinas e outras, através de chamadas telefónicas é um insulto à boa-fé da gente generosa e um assalto à mão-armada. Pelas televisões a promoção reza assim: Preço da chamada 0,60 + IVA. São 0,72 no total. O que por má-fé não se diz é que o donativo que deverá chegar (?) ao beneficiário é de apenas 0,50. Assim oferecemos 0,50 a quem carece, mas cobram-nos 0,72, mais 0,22 ou seja 30 %. Quem fica com esta diferença?
1º - a PT com 0,10 (17 %) isto é a diferença dos 50 para os 60.
2º - o Estado 0,12 (20 %) referente ao IVA sobre 0,60.Numa campanha de solidariedade, a aplicação de uma margem de lucro pela PT e da incidência do IVA pelo Estado são o retrato da baixa moral a que tudo isto chegou. A RTP anunciou com imensa satisfação que o montante doado atingiu os 2.000.000 de euros. Esqueceu-se de dizer que os generosos pagaram mais 44 % ou seja mais 880.000 euros divididos entre a PT (400.000 para a ajuda dos salários dos administradores) e o Estado (480.000 para ajuda ao reequilíbrio das contas públicas e aos trafulhas que por lá andam). A PT cobra comissão de quase 20 % num acto de solidariedade! O Estado faz incidir IVA sobre um produto da mais pura generosidade!
ISTO É UMA TOTAL FALTA DE VERGONHA! ISTO É UM ASQUEROSO ESBULHO À BOLSA E AO ESPÍRITO DE SOLIDARIEDADEDO POVO PORTUGUÊS! NÃO COLABORE NESTAS CAMPANHAS, CASO NÃO SEJA ESCLARECIDO CABALMENTE QUE OS "DONATIVOS" ESTÃO ISENTOS DE IMPOSTOS E DE TAXAS OU COMISSÕES, BEM COMO NÃO CONTRIBUEM (SEM RETORNO SOLIDÁRIO) PARA O AUMENTO DOS NEGÓCIOS DOS GANANCIOSOS GESTORES...NÃO SEJA TÓTÓ! E DENUNCIE!

CUIDADO POIS TRATAR-SE-Á DE ESPECULAÇÃO!

Açúcar desapareceu das prateleiras em todo o país
Racionamento não foi suficiente para evitar ruptura de stocks nos super e hipermercados, por ANA PAULA LIMA, in “Jornal de Notícias”, de 12.12.2010




---“ O açúcar desapareceu de muitos super e hipermercados por todo o país. O JN fez uma ronda pelo Porto, Lisboa, Braga, Aveiro, Viana e Trás-os-Montes e confirmou que as prateleiras estão vazias. Não há informações sobre quando será reposto o abastecimento. Desde quinta-feira passada que alguns supermercados da cidade do Porto deixaram de receber açúcar. E não são capazes de dizer aos clientes quando voltarão a repor os pacotes nas prateleiras. No Lidl de Arca de Água, ontem, sábado, à tarde havia uma última palete. Aliás, o Lidl começara, na terça-feira passada, a limitar a venda a 10 quilos por cliente. Mas problema maior do que a corrida dos clientes era o facto de não chegar açúcar da RAR, única marca à venda. O sítio do açúcar era um espaço vazio no Minipreço do Campo Lindo desde a manhã de ontem. A venda estava limitada a dois quilos por cliente há vários dias, mas na quinta-feira deixou de estar e os clientes foram levando o que restava. Um cenário que se repetia nas lojas Modelo e Pingo Doce da cidade do Porto, ou seja, prateleiras sem açúcar e funcionários sem informações.
Viana do Castelo
O desaparecimento de pacotes de açúcar repetia-se em Viana do Castelo. No supermercado Froiz, bem no centro da cidade, as prateleiras estavam, ontem à tarde, literalmente vazias. "Esgotou ontem [sexta-feira]. Nunca vi tanta gente a comprar açúcar. Levavam aos quatro e cinco quilos de cada vez. Até eu comprei um quilo ou dois", confidenciava uma cliente. O mesmo acontecia no Modelo do Estação VianaShopping. Resistiam apenas alguns pacotes de saquetas e de açúcar em cubo. Ao que o JN apurou, a unidade recebeu, ontem de manhã, um carregamento de mais de 300 quilos, mas desapareceu tudo durante a tarde do mesmo dia.
Lisboa e Almada
No centro da cidade de Lisboa algumas lojas ainda tinham açúcar, mas a previsão era, em todos os casos, que os stocks se esgotariam em escassas horas. No Continente do Centro Comercial Colombo, por exemplo, os últimos quilos disponíveis em armazém foram para as prateleiras às 17 horas de ontem e, dada a corrida ao açúcar por parte dos clientes, já estará esgotado. O Continente tinha imposto um limite de três quilos por cliente. Ontem, o limite diminuira para dois quilos, mas mesmo esse racionamento se revelou insuficiente. Ainda na capital, o Pingo Doce da Rua Tomás Ribeiro já não tinha açúcar para venda. No Minipreço de Almada, o açúcar esgotou durante a manhã de ontem. Mas aqui o stock deverá ser reposto amanhã. No Modelo da Cotovia, no concelho de Sesimbra, também não havia açúcar. Num supermercado mais pequeno da mesma localidade uma funcionária apontava as notícias sobre escassez como o motivo para as compras exageradas que se seguiram. "Só esta manhã vendemos mais açúcar do que o que costumamos vender numa semana", disse.
Aveiro
Em dois dos três hipermercados de Aveiro, o açúcar estava esgotado ao fim da tarde de ontem. Era o caso do Pingo Doce (ex - Feira Nova), onde um aviso lembrava que a ruptura é temporária; e do Continente, onde um funcionário esclarecia que "os fornecedores, a nível nacional, não têm açúcar para vender". As grandes superfícies de Aveiro limitam há vários dias a compra de açúcar - entre dois a três quilos por cliente. É o caso do Jumbo, onde, ao fim da tarde de ontem, sobravam pouco mais de 100 quilos. Os responsáveis garantiam, no entanto, que tudo voltará à normalidade amanhã. Em algumas lojas mais pequenas a escassez de açúcar também era sentida. No Minipreço ou no Spar cada cliente apenas podia levar dois pacotes de quilo. Também em Trás-os-Montes, mesmo nas pequenas lojas de comércio, o açúcar estava a escassear e as previsões não eram animadoras quanto a novas remessas de açúcar.
Braga
Uma das excepções a nível nacional parecia ser a cidade de Braga. Nas superfícies comerciais do Pingo Doce, as prateleiras encontravam-se abastecidas e não havia qualquer tipo de restrição. No Minipreço, as prateleiras não estavam cheias mas também não havia sinais de medidas de racionamento. Ainda assim, era evidente uma grande procura de açúcar por parte dos clientes. ---“

AGORA VAMOS AOS COMENTÁRIOS À PORTUGUESA!
---“ Já se previa que assim que a Comunicação Social falasse no tema o produto ia logo acabar. As pessoas são tontas e pensam logo que o MUNDO vai acabar só porque há pouco açúcar ou outra coisa qualquer. E agora quem não deu valor à especulação tramou-se! ---“
---“ Ena pá... fantástico... Os portugueses esgotaram o açúcar, agora é que ficarão todos mais docinhos!... Assim sendo, obrigam o Pinóquio Socretino a ir ao mel! ---“
---“ Ai povo, povo... Se desligassem as televisões durante um mês, iam aprender tanto! Oxalá não falte o vinho! ---“
---“ As dificuldades são muitas, mas basta uma "Ave Agoirenta" abrir a boca e os papalvos vão atrás da conversa. Gostaria que a armazenagem de stock de açúcar enfarta-se quem não tem dois dedos de testa e a avaliar por esta notícia ainda há muito povo nestas circunstâncias. Existem outras formas de substituição do açúcar, puxem pela cabeça e deixem de ser hipócritas, porque o mercado o que quer é deste tipo de consumidores.---“
---“ Mais uma vez vai ser a desculpa para aumentar o preço do açúcar, é como o leite, uma vez o aumento feito, não faltam paletes de açúcar nos hipermercados, isto já é um clássico em Portugal, vivemos num País de LADRÕES. ---“
---“ Como bons açambarcadores que somos, lá se armazenou açúcar nas despensas de muitos portugueses, para as formiguinhas se deliciarem! Aos que não tiveram oportunidade (os que estavam a trabalhar enquanto os outros açambarcavam), não se preocupem que vai haver açúcar nas prateleiras antes do Natal! Eu conto com isso.--“
---“ Ainda bem que não há carência de papel higiénico...---“
---“ A especulação e a má informação a quem interessarão?!...Ainda não senti a falta desse bem energético!... E se não houver açúcar branco há amarelo que, segundo os entendidos, até faz menos mal!...Lembram-se do H1N1 - doença dos galináceos e quejandos-? Alguma gente enriqueceu com essa imaginação criativa e multiplicativa!...Enquanto houver humanos gananciosos e sem princípios nem moral, o mundo estará em perigo de total destruição!... ---“

HOMENAGEM A JOSÉ SARAMAGO

Canto às Urtigas
A José Saramago,

Há algo no mar, que ao longo se avizinha,
Uma sombra, corsário, Adamastor,

Pudera uma canção,
Um simples canto, um reflexo,
Uma prece oca, uma ilusão,
Uma triste história pachorrenta
Uma mentira, cançoneta em falsete
Despertar a nossa vida;

Pudera que assim hoje,
Tudo tão leve, nos leve ao fundo,
Nos faça amar o irreal
Na Babilónia de papel
Que nos esmaga como chumbo;

Pudera que uma vez,
Qual ténue abrigo em alto mar
Nos traga de novo a nós
O mundo perdido ou nunca achado
A procura?
ALBERTO COLIMA

sábado, 11 de dezembro de 2010

O NOSSO MUNDO ESTÁ A MUDAR, E DE QUE MANEIRA!

Está a acontecer na nossa rua e à nossa volta, e ainda não percebemos que a Revolução, uma nova Era já começou! As pessoas andam um bocado distraídas! Não deram conta que há cerca de 3 meses começou a Revolução! Não! Não me refiro a nenhuma figura de estilo, nem escrevo em sentido figurado! Falo mesmo da Revolução "a sério" e em curso, que estamos a viver, mas da qual andamos distraídos (desprevenidos) e não demos conta do que vai implicar. Mas falo, seguramente, duma Revolução!
De facto, há cerca de 3 ou 4 meses começaram a dar-se alterações profundas, e de nível global, em 10 dos principais factores que sustentam a sociedade actual. Num processo rápido e radical, que resultará em algo novo, diferente e porventura traumático, com resultados visíveis dentro de 6 a 12 meses... E que irá mudar as nossas sociedades e a nossa forma de vida nos próximos 15 ou 25 anos!... tal como ocorreu noutros períodos da história recente: no status político-industrial saído da Europa do pós-guerra, nas alterações induzidas pelo Vietname/ Woodstock/ Maio de 68 (além e aquém Atlântico), ou na crise do petróleo de 73. Estamos a viver uma transformação radical, tanto ou mais profunda do que qualquer uma destas! Está a acontecer na nossa rua e à nossa volta, e ainda não percebemos que a Revolução já começou!
Façamos um rápido balanço da mudança, e do que está a acontecer aos "10 factores":
1º- A Crise Financeira Mundial : desde há 8 meses que o Sistema Financeiro Mundial está à beira do colapso (leia-se "bancarrota") e só se tem aguentado porque os 4 grandes Bancos Centrais mundiais - a FED, o BCE, o Banco do Japão e o Tesouro Britânico - têm injectado (eufemismo que quer dizer: "emprestado virtualmente à taxa zero") montantes astronómicos e inimagináveis no Sistema Bancário Mundial, sem o qual este já teria ruído como um castelo de cartas. Ainda ninguém sabe o que virá, ou como irá acabar esta história !...
2º- A Crise do Petróleo : Desde há 6 meses que o petróleo entrou na espiral de preços. Não há a mínima ideia/teoria de como irá terminar. Duas coisas são porém claras: primeiro, o petróleo jamais voltará aos níveis de 2007 (ou seja, a alta de preço é adquirida e definitiva, devido à visão estratégica da China e da Índia que o compram e amealham!) e começarão rapidamente a fazer sentir-se os efeitos dos custos de energia, de transportes, de serviços. Por exemplo, quem utiliza frequentemente o avião, assistiu há 2 semanas a uma subida no preço dos bilhetes de... 50% (leu bem: cinquenta por cento). É escusado referir as enormes implicações sociais deste factor: basta lembrar que por exemplo toda a indústria de férias e turismo de massas para as classes médias (que, por exemplo, em Portugal ou Espanha representa 15% do PIB) irá virtualmente desaparecer em 12 meses! Acabaram as viagens de avião baratas (...e as férias massivas!), a inflação controlada, etc...
3º- A Contracção da Mobilidade: fortemente afectados pelos preços do petróleo, os transportes de mercadorias irão sofrer contracção profunda e as trocas físicas comerciais (que sempre implicam transporte) irão sofrer fortíssima retracção, com as óbvias consequências nas indústrias a montante e na interpenetração económica mundial.

4º- A Imigração: a Europa absorveu nos últimos 4 anos cerca de 40 milhões de imigrantes, que buscam melhores condições de vida e formação, num movimento incessante e anacrónico (os imigrantes são precisos para fazer os trabalhos não rentáveis, mas mudam radicalmente a composição social de países-chave como a Alemanha, a Espanha, a Inglaterra ou a Itália). Este movimento irá previsivelmente manter-se nos próximos 5 ou 6 anos! A Europa terá em breve mais de 85 milhões de imigrantes que lutarão pelo poder e melhor estatuto sócio-económico (até agora, vivemos nós em ascensão e com direitos à custa das matérias-primas e da pobreza deles)!
5º- A Destruição da Classe Média: quem tem oportunidade de circular um pouco pela Europa apercebe-se que o movimento de destruição das classes médias (que julgávamos estar apenas a acontecer em Portugal e à custa deste governo) está de facto a "varrer" o Velho Continente! Em Espanha, na Holanda, na Inglaterra ou mesmo em França os problemas das classes médias são comuns e (descontados alguns matizes e diferente gradação) as pessoas estão endividadas, a perder rendimentos, a perder força social e capacidade de intervenção.
6º- A Europa Morreu: embora ainda estejam projectar o cerimonial do enterro, todos os Euro-Políticos perceberam que a Europa moribunda já não tem projecto, já não tem razão de ser, que já não tem liderança e que já não consegue definir quaisquer objectivos num "caldo" de 27 países com poucos ou nenhuns traços comuns!... Já nenhum Cidadão Europeu acredita na "Europa", nem dela espera coisa importante para a sua vida ou o seu futuro! O "Requiem" pela Europa e dos "seus valores" foi chão que deu uvas: deu-se há dias na Irlanda!
7º- A China ao assalto! Contou-me um profissional do sector: a construção naval ao nível mundial comunicou aos interessados a incapacidade em satisfazer entregas de barcos nos próximos 2 anos, porque TODOS os estaleiros navais do Mundo têm TODA a sua capacidade de construção ocupada por encomendas de navios... da China. O gigante asiático vai agora "atacar" o coração da Indústria europeia e americana (até aqui foi just a joke...). Foram apresentados há dias no mais importante Salão Automóvel mundial os novos carros chineses. Desenhados por notáveis gabinetes europeus e americanos, Giuggiaro e Pininfarina incluídos, os novos carros chineses são soberbos, réplicas perfeitas de BMWs e de Mercedes (eu já os vi!) e vão chegar à Europa entre os 8.000 e os 19.000 euros! E quando falamos de Indústria Automóvel ou Aeroespacial europeia...helás! Estamos a falar de centenas de milhar de postos de trabalhos e do maior motor económico, financeiro e tecnológico da nossa sociedade. À beira desta ameaça, a crise do têxtil foi uma brincadeira de crianças! (Os chineses estão estrategicamente em todos os cantos do mundo a escoar todo o tipo de produtos da China, que está a qualificá-los cada vez mais).
8º- A Crise do Edifício Social: As sociedades ocidentais terminaram com o paradigma da sociedade baseada na célula familiar! As pessoas já não se casam, as famílias tradicionais desfazem-se a um ritmo alucinante, as novas gerações não querem laços de projecto comum, os jovens não querem compromissos, dificultando a criação de um espírito de estratégias e actuação comum...
9º- O Ressurgir da Rússia/Índia: para os menos atentos: a Rússia e a Índia estão a evoluir tecnológica, social e economicamente a uma velocidade estonteante! Com fortes lideranças e ambições estratégicas, em 5 anos ultrapassarão a Alemanha!
10º- A Revolução Tecnológica: nos últimos meses o salto dado pela revolução tecnológica (incluindo a biotecnologia, a energia, as comunicações, a nano tecnologia e a integração tecnológica) suplantou tudo o previsto e processou-se a um ritmo 9 vezes superior à média dos últimos 5 anos!
Eis pois, a Revolução!
Tal como numa conta de multiplicar, estes dez factores estão ligados por um sinal de "vezes" e, no fim, têm um sinal de "igual". Mas o resultado é ainda desconhecido e... imprevisível. Uma coisa é certa: as nossas vidas vão mudar radicalmente nos próximos 12 meses e as mudanças marcar-nos-ão (permanecerão) nos próximos 10 ou 20 anos, forçando-nos a ter carreiras profissionais instáveis, com muito menos promoções e apoios financeiros, a ter estilos de vida mais modestos, recreativos e ecológicos.
Espera-nos o Novo! Como em todas as Revoluções! Um conselho final: é importante estar aberto e dentro do Novo, visionando e desfrutando das suas potencialidades! Da Revolução! Ir em frente! Sem medo! Afinal, depois de cada Revolução, o Mundo sempre mudou para melhor!...

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

COMENTÁRIOS DIVERSOS A DIVERSAS NOTÍCIAS!

COMO SE BRINCA COM A DIGNIDADE DAS PESSOAS
---“ Chama-se "Agora é que conta", passa na TVI" e é apresentado por Fátima Lopes. O programa começa com dezenas de pessoas a agitar uns papéis. Os papéis são contas por pagar. Reparações em casa, prestações do carro, contas da electricidade ou de telefone. A maioria dos concorrentes parece ter, por o que diz, muito pouca folga financeira. E a simpática Fátima, sempre pronta a ajudar em troca de umas figuras mais ou menos patéticas para o País poder acompanhar, presta-se a pagar duzentos ou trezentos euros de dívida. "Nos tempos que correm", como diz a apresentadora – e "os tempos que correm" quer sempre dizer crise -, a coisa sabe bem. No entretenimento televisivo, o grotesco é quase sempre travestido de boas intenções.
Os concorrentes prestam-se a dar comida à boca a familiares enquanto a cadeira onde estão sentados agita, rebolam no chão dentro de espumas enormes ou tentam apanhar bolas de pingue-pongue no ar. Apesar da indigência absoluta do programa, nada disto é novo. O que é realmente novo são as contas por pagar transformadas num concurso "divertido".
Ao ver aquela triste imagem e a forma como as televisões conseguem transformar a tristeza em entretenimento, não consigo deixar de sentir que esta é a "beleza" do Capitalismo: tudo se vende, até as pequenas desgraças quotidianas de quem não consegue comprar o que se vende. Houve um tempo em que gente corajosa se juntava para lutar por uma vida melhor e combater quem os queria na miséria. E ainda há muitos que não desistiram.
Mas a televisão conseguiu de uma forma extraordinariamente eficaz o que os séculos de repressão nem sonharam: pôr a maioria a entreter-se com a sua própria desgraça. E o canal ainda ganha uns cobres com isso. Diz-se que esta caixa mudou o Mundo. Sim: consegue pôr tudo a render. Até as consequências da maior crise em muitas décadas.
Entretanto a apresentadora recebe 40.000(?) Euros por mês. Foi este o valor da transferência da SIC para a TVI. Uma proposta irrecusável segundo palavras da própria. A pobre da Fátima Lopes só ganha 1.290 euros por dia. Brincando com miséria dos outros, pobre povo português, sem alternativas, mas miseravelmente felizes. ---“
QUE TRISTEZA ESTA MISÉRIA! O QUE SERÁ QUE A TVI PRETENDE MOSTRAR AO NOSSO POVO? – Sim, porque ali até agora não se tem brincado em serviço. Porém, pergunta-se: Será possível a continuidade de programas deste tipo? Será que o nosso Povo é masoquista e consegue rir com a desgraça dos outros? Ou será que tudo isto não passará de um embuste?
AH POVO, POVO QUE LAVAS NO RIO, E TALHAS COM O TEU “MACHADINHO” AS TÁBUAS DO TEU (PRÓPRIO) CAIXÃO! POR FAVOR, LEMBRA-TE QUE ESTÁS NA EUROPA, CHAMADA DE “DEMOCRÁTICA”, OU SERÁ EUROPA DA DITA (DURA) DEMOCRÁTICO-FINANCEIRA?
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UNS FILHOS.. OUTROS ENTEADOS!
É lamentável o que o Governo pretende fazer com a não aplicação do corte nos vencimentos de certos funcionários públicos, mais propriamente de algumas (quantas?) empresas públicas. Assim se vê como o Executivo do engenheiro Sócrates entende a democracia e a igualdade, e todos perante a Lei, logo respeitadores da Constituição que nos rege.
Por este andar, não estranharia que, no futuro (que espero, a bem do País, seja curto na vida do actual Governo), o primeiro-ministro e os seus ajudantes na Assembleia dita da República, eventualmente com o beneplácito do PSD (ai que saudades de Sá Carneiro e do seu grande carácter), decidissem não aplicar os cortes noutros funcionários, quem sabe nos dos amiguinhos e amiguinhas que foram coleccionando desde 2005 e que, coitados, não podem suportar cortes nos seus baixos (?) vencimentos, pois têm de continuar a fazer a vida faustosa mesmo que feita à custa dos direitos dos trabalhadores das suas empresas. Depois de tudo isto, não se admirem se, um dia destes, o País acordar, não já com tanques nas ruas, mas com todo um povo cansado de tantas imoralidades, incompetências e falta de sentido de Estado e que gritará:
“ BASTA DE TANTA FALTA DE VERGONHA!”
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O GOVERNO TENCIONA COMBATER O DESPESISMO PÚBLICO COM UMA NOVA EMPRESA PÚBLICA. INTITULA-SE “AGÊNCIA PARA O INVESTIMENTO PÚBLICO E PARCERIAS” E TERÁ 3 BOYS.
SE A AGÊNCIA VAI GERIR AS GRANDES OBRAS, QUEM IRÁ GERIR A PRÓPRIA AGÊNCIA?

SERÁ POSSÍVEL?

Governo continua a contratar assessores e a aumentar ordenados
Numa altura de cortes nos salários e anunciados congelamentos na Função Pública, continuam a surgir nomeações para os gabinetes governamentais em «Diário da República». E até há um aumento de salário cinco dias antes da apresentação do OE2011. Leia os despachos e conheça as explicações governamentais. Os membros do Governo continuam a contratar adjuntos e consultores para os seus gabinetes - e até a aumentar-lhes o vencimento - apesar do congelamento de admissões na Função Pública e da redução de contratos e avenças, conforme proposta de Orçamento do Estado apresentada este sábado, 16 de Outubro, e anteriormente anunciada pelo primeiro-ministro. Na semana de apresentação do Orçamento do Estado para 2011, uma pesquisa no «Diário da República» realizada pelo tvi24.pt detectou a contratação de assessores e adjuntos para um gabinete ministerial e duas secretarias de Estado e um aumento salarial. Estas contratações são feitas na sua generalidade ao abrigo no decreto-lei nº 262/88, que abre a porta, sem qualquer espécie de limite, a contratações para os gabinetes ministeriais. Ainda assim, o Governo pretende reduzir despesas com os gabinetes. Um dos gabinetes renovados foi o da ministra do Trabalho. Num despacho publicado a 14 de Outubro em «Diário da República», Helena André nomeou para sua adjunta Margarida Leitão Arenga, que veio substituir «uma pessoa que saiu», segundo confirmou ao tvi24.pt fonte do gabinete da ministra. Helena André tem «dez adjuntos e assessores, alguns dos quais com cobertura polivalente aos gabinetes dos três secretários de Estado», refere a mesma fonte. «Aqui temos cortado em tudo», acrescenta. E dá alguns exemplos: «A ministra viaja para a Europa em classe económica e quando chega, por exemplo, a Bruxelas, não aluga carro de luxo. Em Portugal, também nunca saímos em mais de dois carros» sempre que há visitas em agenda, explica. No mesmo dia, o secretário de Estado da Administração Pública (SEAP) contratou para o seu gabinete um assessor licenciado para trabalhos de «natureza técnico-jurídica por 2400 euros mensais, acrescidos da taxa de IVA em vigor», lê-se no despacho publicado em «Diário da República». Gonçalo Castilho dos Santos faz esta contratação ao abrigo do referido decreto-lei e por um período de quatro meses, renovável automaticamente. Contactado o gabinete do ministro da sua tutela, fonte oficial explica a razão deste reforço. «Justifica-se pela aposentação de uma adjunta do Gabinete do SEAP e substituição por colaborador, remunerado com montante inferior ao da referida adjunta, no quadro do esforço global de redução de despesa do funcionamento do Gabinete do SEAP», refere. O tvi24.pt perguntou ao Ministério das Finanças, que tem esta Secretaria de Estado no seu organograma, o número total de assessores e adjuntos nos gabinetes dos governantes, mas esta resposta não foi dada. Aliás, a pergunta foi feita a todos os ministérios do Executivo de José Sócrates, tendo apenas sido obtida a resposta dos colaboradores que se encontram na dependência da ministra do Trabalho - dez assessores e adjuntos.
Por estes dias em que o Governo anunciou medidas de contenção orçamental do «Orçamento mais importante dos últimos 25 anos», segundo o ministro Teixeira dos Santos, o recordista de contratações foi o secretário de Estado do Ambiente. Humberto Rosa fez publicar em «Diário da República» de 11 de Outubro quatro nomeações, um aumento de ordenado a um adjunto e apenas compensou com uma exoneração. Contactado o gabinete da ministra do Ambiente, o tvi24.pt não obteve, até ao momento, qualquer justificação para estas nomeações nem para o aumento salarial, uma explicação certamente difícil numa altura em que os salários da Função Pública são alvo de cortes.
ATÉ QUANDO CONTINUARÃO ESTES “EMBUSTES”?

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

ATÉ QUANDO, MEU POVO?!?!

Publicado no JN, em 03.12.2010
Estudo diz que sistema de saúde está em degradação e é insustentável
O actual sistema de saúde está em degradação e é insustentável, conclui um estudo do Instituto Superior de Economia e Gestão, que recomenda um novo modelo de financiamento que incida nos resultados. "Propomos uma mudança de paradigma: pensar em financiar os cuidados de saúde e não as condições que permitam vir a possibilitar esses cuidados", defendeu o economista Augusto Mateus, coordenador do estudo. Assim, o financiamento do sistema deveria ser feito através da satisfação das necessidades da população e não através das infraestruturas. "O Estado deve querer é que os portugueses tenham acesso a cuidados de saúde e não ter três hospitais separados por 30 quilómetros de distância", exemplificou Augusto Mateus. "Financiando as condições chegámos à insustentabilidade financeira do sistema. Então, talvez valha a pena dar uma oportunidade a financiar os resultados", acrescentou. Para os autores do estudo, ficou demonstrado "que não é possível continuar a assistir à degradação" da sustentabilidade do sistema de saúde. Para inverter esta realidade dizem que é também necessário uma verdadeira articulação entre o público, o privado e o social. "O Estado tem um enorme papel de regulação. Deve ser prestador de cuidados apenas naquilo em que é insubstituível. Se usasse as Misericórdias e os novos investimentos privados em articulação com o sistema público teria muito mais capacidade de sucesso", explicou Augusto Mateus. O economista sugere ainda que é necessário passar a ter orçamentos plurianuais na área da saúde, substituindo as contas anuais. Augusto Mateus lembra contudo que os "erros acumulados ao fim de 20 anos" não se corrigem rapidamente, avisando que é necessária uma perspectiva de médio prazo. Caso o paradigma não seja alterado, os autores do estudo acreditam que a população terá de passar a pagar mais para conseguir continuar a ter acesso aos cuidados de saúde de que hoje dispõe. As propostas do estudo do ISEG não tiveram em conta um sistema de saúde gratuito, reconhece Augusto Mateus, lembrando que actualmente não há gratuitidade no sistema. "Parte-se do princípio de que a saúde é um dos principais compromissos do Estado. Mas obviamente [a saúde] hoje não é gratuita. O que é preciso é que ninguém fique de fora do acesso aos cuidados por não ter recursos financeiros", sustentou.
COMENTÁRIOS A ESTA NOTÍCIA:
---“ Querem poupar dinheiro? Simples, acabem com a vergonha que são as USF que no fundo só vieram quase duplicar os ordenados dos Senhores Doutores e Administrativos e acabam por prestar o mesmo número de horas ao serviço. Podiam até mudar-lhe o nome, arranjar uma nova estratégia e um novo funcionamento, mas o que se tem visto é um descalabro no aumento dos ordenados de uma classe privilegiada até agora, que são os médicos. Perguntem a um médico ou a um administrativo de uma USF se quer abandonar a função para ir para um centro de saúde! Acabem com isto, quem quer trabalhar muito bem, é pago pela tabela de ordenados do Estado, quem não quer, olho da rua que há cá muita gente que quer trabalhar por metade desses ordenados (incluindo médicos estrangeiros). ---“
---“ Muita conversa a destes especialista em Portugal mas a verdade é que no norte da EUROPA a saúde é gratuita e para todos, não há o pagamento de cirurgias estéticas só porque se quer ser mais bonito e o ministro não tem um “porradão de boys” no ministério, etc, etc, etc. Uma vergonha. E quem pode pagar um seguro de saúde, que além de proporcionar um alívio no nosso vergonhoso sistema de saúde, quer em termos de custos, quer em não utilizar os já desgastados serviços, não se vê compensado em IRS. Se, todos os titulares de seguros de saúde, recorressem ao nosso sistema de saúde, o que não seria em termos de mais gastos públicos e filas de espera para consultas e intervenções cirúrgicas. Triste País que só amamenta os "afilhados". Só vai funcionar bem quando os "senhores que fazem as leis", tiverem que usufruir destes serviços. Infelizmente "eles" (leia-se "parasitas") não andam de transportes públicos, nem vão nem usam o serviço público de saúde. Vão a Médicos/Clínicas privadas e têm motoristas e veículos tudo pago por nós. –--“

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

VAMOS RIR UM POUCO!

Chefe é chefe
Um guarda-noturno trabalhava numa empresa especializada em lapidação de diamantes... Uma manhã ele contou a seu chefe um sonho que tivera na noite anterior. Disse-lhe que o avião que ele iria tomar com destino à Rússia sofreria um acidente e, em consequência, todos os passageiros morreriam.
Seu chefe, jovem executivo, dinâmico e empreendedor, tinha verdadeiro pânico de aviões. Assustado com a informação do empregado, decidiu cancelar o vôo.
Três dias mais tarde, leu nas manchetes dos principais jornais que o avião que ele deveria ter tomado caíra no mar e, até o momento, não havia notícias de sobreviventes.
Imediatamente, chamou o guarda-noturno, mostrou a notícia do jornal, agradeceu-lhe efusivamente o aviso que lhe salvara a vida e, a seguir, sem nenhuma explicação, despediu-o da companhia. O guarda não compreendeu porque tinha sido despedido depois de salvar a vida do seu chefe.

Pergunta: Por que o guarda foi mandado embora? Não leia a resposta abaixo, pense um pouco...
Resposta: O empregado era guarda-noturno. Se teve um sonho à noite, é porque estava dormindo em serviço.

Conclusão: Chefe é chefe... Então, por melhor que você seja e por mais que você faça, você nunca agrada!!
Então, DEIXE O CHEFE MORRER , é o melhor que você pode fazer por esse mal agradecido... hehehehe

P.F. MÁRIO CRESPO, APERTA COM ELES!

Devem-me dinheiro. Quero de volta o meu dinheiro!...

«José Sócrates em 2001 prometeu que não ia aumentar os impostos. E aumentou. Deve-me dinheiro. António Mexia da EDP comprou uma sinecura para Manuel Pinho em Nova Iorque. Deve-me o dinheiro da sinecura de Pinho. E dos três milhões de bónus que recebeu. E da taxa da RTP na conta da luz. Deve-me a mim e a Francisco C. que perdeu este mês um dos quatro empregos de uma loja de ferragens na Ajuda, onde eu ia e que fechou. E perderam-se quatro empregos. Por causa dos bónus de Mexia. E da sinecura de Pinho. E das taxas da RTP.»
«Aníbal Cavaco Silva e a família devem-me dinheiro. Pelas acções da SLN que tiveram um lucro pago pelo BPN de 147,5 %. Num ano. Manuel Dias Loureiro deve-me dinheiro. Porque comprou, por milhões, coisas que desapareceram na SLN e o BPN pagou depois. E eu pago pelo BPN agora. Logo, eu pago as compras de Dias Loureiro. E pago pelos 147,5% das acções dos Silva. Cavaco Silva deve-me muito dinheiro.
Por ter acabado com a minha frota pesqueira em Peniche e Sesimbra e Lagos e Tavira e Viana do Castelo. Antes, à noite, viam-se milhares de luzes de traineiras. Agora, no escuro, eu como da Pescanova que chega de Vigo. Por isso Cavaco deve-me mais robalos do que Godinho alguma vez deu a Vara. Deve-me por ter vendido a ponte que Salazar me deixou e que eu agora pago à Mota Engil.
António Guterres deve-me dinheiro porque vendeu a EDP. E agora a EDP compra cursos em Nova Iorque para Manuel Pinho. E cobra a electricidade mais cara da Europa. Porque inclui a taxa da RTP para os ordenados e bónus da RTP. E para o bónus de Mexia.»
«A PT deve-me dinheiro. Porque não paga impostos sobre tudo o que ganha. E eu pago. Eu e a D. Isabel que vive na Cova da Moura e limpa três escritórios pelo mínimo dos ordenados. E paga Impostos sobre tudo o que ganha. E ficou sem abonos de família. E a PT não paga os impostos que deve e tenta comprar a estação de TVI que diz mal do Primeiro-ministro.
Rui Pedro Soares da PT deve-me o dinheiro que usou para pagar a Figo o ménage com Sócrates nas eleições. E o que gastou a comprar a TVI. Mário Lino deve-me pelos lixos e robalos de Godinho. E pelo que pagou pelos estudos de aeroportos onde não se vai voar. E de comboios em que não se vai andar. E pelas pontes que projectou e que nunca ligarão nada.»
«Teixeira dos Santos deve-me dinheiro porque em 2008 me disse que as contas do Estado estavam sãs. E estavam doentes. Muito. E não há cura para as contas deste Estado. Os jornalistas que têm casas da Câmara devem-me o dinheiro das rendas. E os arquitectos também. E os médicos e todos aqueles que deviam pagar rendas e prestações e vivem em casas da Câmara, devem-me dinheiro.
Os que construíram dez estádios de futebol devem-me o custo de dez estádios de futebol. Os que não trabalham porque não querem e recebem subsídios porque querem, devem-me dinheiro. Devem-me tanto como os que não pagam renda de casa e deviam pagar. Jornalistas, médicos, economistas, advogados e arquitectos deviam ter vergonha na cara e pagar rendas de casa. Porque o resto do país paga. E eles não pagam. E não têm vergonha de me dever dinheiro.»
«Nem eles nem Pedro Silva Pereira que deve dinheiro à natureza pela alteração da Zona de Protecção Especial de Alcochete. Porque o Freeport foi feito à custa de robalos e matou flamingos. E agora, para pagar o que devem aos flamingos e ao país, vão vendendo Portugal aos chineses. Mas eles não nos dão robalos suficientes, apesar de nos termos esquecido de Tien Amen e da Birmânia e do Prémio Nobel e do Google censurado.
Apesar de censurarmos, também, a manifestação da Amnistia, não nos dão robalos. Ensinam-nos a pescar dando-nos dinheiro a conta gotas para ir a uma loja chinesa comprar canas de pesca e isco de plástico e tentar a sorte com tainhas. À borda do Tejo. Mas pesca-se pouca tainha porque o Tejo vem sujo. De Alcochete.»
«Por isso devem-me dinheiro. A mim e aos 600 mil que ficaram desempregados e aos 600 mil que ainda vão ficar sem trabalho. E à D. Isabel que vai a esta hora da noite ou do dia na limpeza de mais um escritório. Normalmente limpa três. E duas vezes por semana vai ao Banco Alimentar. E se está perto vai a um refeitório das Misericórdias. À Sexta come muito. Porque Sábado e Domingo estão fechados. E quando está doente vai para o centro de saúde às 4 da manhã. E limpa menos um escritório. E nessa altura ganha menos que o ordenado mínimo.
Por isso devem-nos muito dinheiro. E não adianta contratar o Cobrador do Fraque. Eles não têm vergonha nenhuma. Vai ser preciso mais para pagarem. Muito mais. Já.»
(Mário Crespo, in Penthouse, Novembro de 2010)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

OH MY GOD! QUE REGABOFE!!!!!!

Andamos todos a dormir... eh eh eh que regabofe!!! Andamos todos a dormir... eh eh eh que regabofe!!!
Para deixarmos que estas coisas aconteçam, só podemos andar a dormir....
Votem PS e PSD e descansemos em paz, enquanto estes meninos se divertem às nossas custas. Sócrates quer montar uma firma de táxis Só PODE!!

• Despacho n.º 8346/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Requisita à empresa Deloitte & Touche, Lda., António José Oliveira Figueira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
• Despacho n.º 8347/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Requisita à Associação dos Bombeiros Voluntários de Colares Rui Manuel Alves Pereira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
• Despacho n.º 8348/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Requisita ao Sindicato dos Trabalhadores de Escritório, Comércio, Hotelaria e Serviços Vítor Manuel Gomes Martins Marques Ferreira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
• Despacho n.º 8349/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Augusto Lopes de Andrade para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
• Despacho n.º 8350/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Requisita à empresa Companhia Carris de Ferro de Lisboa, S. A.,Arnaldo de Oliveira Ferreira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
• Despacho n.º 8351/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o assistente operacional Jorge Martins Morais da Secretaria-Geral do Ministério da Cultura, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
• Despacho n.º 8352/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o assistente operacional Jorge Orlando Duarte Vouga do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, I. P., para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
• Despacho n.º 8353/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Jorge Henrique dos Santos Teixeira da Cunha para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
• Despacho n.º 8354/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa a agente principal da Polícia de Segurança Pública Liliana de Brito para exercer funções de apoio administrativo no Gabinete do Primeiro-Ministro
• Despacho n.º 8355/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública José Duarte Barroca Delgado para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
• Despacho n.º 8356/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Manuel Benjamim Pereira Martinho para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
• Despacho n.º 8357/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Horácio Paulo Pereira Fernandes para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
• Despacho n.º 8358/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral
Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Custódio Brissos Pinto para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro
Contaram bem?!!! Treze (13) motoristas para o gabinete do primeiro-ministro! Será que o Sócrates quer montar uma firma de táxis?!

domingo, 5 de dezembro de 2010

ORÇAMENTO DE ESTADO PARA 2011

Orçamento do Estado 2011 - Sugestão

Todos os nossos governantes falam em cortes das despesas, mas não dizem quais, e aumentos de impostos, a pagar pela malta. Não ouvi foi nenhum governante falar em:
. Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes, profissionalizá-los como no estrangeiro; Reforma das mordomias na Assembleia da República como, almoços com digestivos a € 1,50; Acabar com os milhares de Institutos que não servem para nada e tem funcionários e administradores com 2º ou 3º emprego; Acabar com as empresas Municipais, com Administradores de milhares de euros mês e que não servem para nada; Redução drástica das Câmaras Municipais, Assembleias, etc.; Redução drástica das Juntas de Freguesia; Acabar com o pagamento de € 200 por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e € 75 nas Juntas de Freguesia; Acabar com o Financiamento aos Partidos; Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc que se deslocam em uso particular pelo País. No estrangeiro isto não acontece; Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia; Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros; Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado; Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e, respectivas estadias em Lisboa em hotéis cinco estrelas; Controlar o pessoal da Função Pública que nunca está no local de trabalho e que faz trabalhos nesse tempo, para o Estado; Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos; Acabar com as várias reformas por pessoa, do pessoal do Estado; Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP;
Por aí fora. Recuperamos depressa a nossa posição. Já estou cansado, fica assim.
Nós contribuintes pagamos tudo.Não temos culpa da incompetência que reina nos políticos e governantes dos últimos 25 anos. Ou por outra, temos alguma porque vamos votando e elegendo.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

ATÃO, NÃO HÁ POR CÁ RESPONSÁVEIS PELA NOSSA MISÉRIA?

Mais um motivo, para o nosso legítimo orgulho, por termos nascido nesta “choldra”.!

Reformas na Suíça com tecto máximo de 1700 euros - RTP Noticias, Vídeo.
Vejam esta notícia e depois comparem com o que se passa por cá, para identificarem as diferenças!

http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Reformas-na-Suica-com-tecto-maximo-de-1700-euros.rtp&headline=20&visual=9&article=390426&tm=7

---“ Na Suíça, ao contrário de Portugal, não há reformas de luxo. Para evitar a ruína da Segurança Social, o governo helvético fixou que o máximo que um suíço pode receber de reforma são 1700 euros. E assim, sobra dinheiro para distribuir pelas pensões mais baixas. ---
Nota: esta notícia só passou na RTP2. Nenhum dos canais nacionais de maior audiência (RTP1, SIC, SIC Notícias, TVI, etc.) lhe deu qualquer tempo de antena. Porque será?

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

É SACAR OH VILANAGEM!!!!!

Em vez de nos tirarem nos salários e pensões poderiam acabar com estes taxos e burocracias e com um jeitinho ainda ficávamos a ganhar. Marques Mendes apresenta lista com dezenas de institutos públicos que podem ser extintos
07.10.2010. Marques Mendes, ex-presidente do PSD, apresentou hoje uma longa lista de institutos, fundações e serviços do Estado que na sua opinião podem ser extintos ou alvo de fusões. No seu comentário semanal na Edição das 22h na TVI24, Mendes explicou que era uma “lista exemplificativa” e “não taxativa”, por entender que se “pode ir ainda mais longe”, que tem como objectivo contribuir “para uma discussão concreta e não apenas teórica e centrada em generalidades”. “Extinguir organismos - inúteis ou com competências duplicadas e sobrepostas - representa uma mudança estrutural no Estado e não apenas conjuntural, como, por exemplo, o corte de salários”, afirmou o social-democrata no espaço de informação conduzido pelo jornalista Paulo Magalhães.
São várias dezenas de exemplos que Marques Mendes explica porque extinguia ou fundia, fundamentando as razões e dizendo até o que se poderia poupar. Um dos casos apontados é a extinção dos 18 governos civis. E Mendes explica porquê: “Hoje os governos civis não fazem qualquer sentido; estão desprovidos de competências; as suas pequenas competências (de carácter administrativo e de concessão de licenças de exploração de estabelecimentos) podem passar para as câmaras municipais (com vantagem de proximidade para os cidadãos); a sua extinção permite poupar significativamente (porque têm grandes estruturas de pessoal); servem de “sacos azuis” de vários governos; o PSD, em 2002, prometeu a sua extinção mas também falhou (não cumpriu) por falta de vontade política.” Para Marques Mendes a extinção ou fusão de organismos financiados pelo Estado permitiria “menos burocracia, menos clientelismo e menos estruturas e dirigentes”. “São menos administradores, menos departamentos administrativos, financeiros, de contabilidade, de aprovisionamento e de pessoal”, acrescentou. O ex-presidente do PSD diz saber que “haverá muitas resistências”, porque “todos, no seu caso particular, encontrarão explicações para o seu serviço não ser extinto”. “É preciso haver forte vontade política”, conclui.
A lista de Marques Mendes Ministério das Obras Públicas - 4
1. INIR (Instituto Nacional de Infra-estruturas Rodoviárias) a) Funções de Regulação (Parcerias Público-Privadas) e de Fiscalização da Rede Rodioviária Nacional;) São competências que já estão hoje na EP Estradas de Portugal e no IMTT (antiga Direcção Geral de Viação). CONCLUSÃO: PODE SER EXTINTO.
2. GISAF (Gabinete Investigação e Segurança de Acidentes Ferroviários. a) Funções de Investigação quando há acidentes ferroviários; b) Funções que também estão na CP e na REFER (quando há um acidente ferroviário é a CP ou a Refer que trata do assunto). c) Parece um instituto criado para colocar um socialista desempregado da gestão das EP dos Transportes (João Crisóstomo). CONCLUSÃO: PODE SER EXTINTO.
3. NAER (Instituto para estudar e Conceber o Novo Aeroporto de Lisboa) a) As suas funções podem perfeitamente passar para a ANA, EP (Empresa de Aeroportos e Navegação Aérea) b) É uma racionalização óbvia e necessária. CONCLUSÃO: ESTE SERVIÇO PODE SER EXTINTO.
4. Fundação das comunicações móveis (uma das centenas que existem – pendurada no Estado) a) Tratou do computador Magalhães; b) Estado nomeia os seus gestores (clientelas); c) AR já propôs a sua extinção em relatório aprovado; d) Governo fez vista grossa. O Governo gosta mais de reduzir salários que extinguir serviços. CONCLUSÃO: PODE SER EXTINTA
Ministério da Agricultura - 3
1. No âmbito do PRODER (QREN da Agricultura) há 2 serviços: a) Gabinete do Planeamento (Concebe Projectos e Gere o Programa); e o b) IFAP (antigo IFADAP) – Paga e fiscaliza os apoios concedidos. CONCLUSÃO: O Gabinete de Planeamento pode ser extinto e as suas competências passarem para o IFAP.É mais coerente, evitam-se sobreposições de competências e poupa-se dinheiro público.
2. Fundação Alter Real a) Competências sem relevância para serem autonomizadas numa fundação pública; b) Tem cinco administradores – presidente é o presidente da Companhia das Lezírias. CONCLUSÃO: A fundação pode ser extinta e as suas competências integradas na Companhia das Lezírias (hoje até já o presidente é o mesmo).
3. No âmbito da Barragem do Alqueva há duas entidades: a) a EDIA (190/200 funcionários) que tratou da construção da barragem do Alqueva; e a b) GESTALQUEVA (trata do fomento do turismo na zona do grande lago) c) Não há razão nenhuma para esta duplicação de organismos: Primeiro: EXTINGUIR A GESTALQUEVA, colocar as competências na EDIA ou concessionar a privados (fomento do turismo); Segundo: EMAGRECER A EDIA (já acabou a construção da barragem).
Ministério do Trabalho e da Segurança Social – 9
1. Há neste Ministério sete organismos consultivos (uma loucura): • Conselho Nacional da Formação Profissional • Conselho Nacional da Higiene e Segurança no Trabalho • Conselho Nacional de Segurança Social • Conselho Nacional do Rendimento Social de Inserção • Conselho Nacional para a Reabilitação • Conselho Consultivo das Famílias • Comissão de Protecção de Políticas da Família
Minha Proposta:
• Extinguir todos (para estas tarefas existem direcções-gerais com as mesmas áreas de competência). 2. Ao nível de outros serviços – estes de natureza executiva - podem ser feitas várias outras extinções.
Assim:
a) O Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério da Segurança Social pode integrar as competências do Instituto de Informática e do Instituto de gestão do FS Europeu (competências afins e sobrepostas). MENOS DOIS ORGANISMOS. b) Dois institutos – o Instituto da Segurança Social e o Instituto Nacional para a Reabilitação podem ser extintos e as suas competências (hoje afins e sobrepostas) serem integradas na Direcção-geral da Segurança Social. MENOS DOIS ORGANISMOS
Mistério da Saúde – 3
1. Alto Comissário para a Saúde (Orçamento de 30 milhões de euros) a) Criado por Correia de Campos no Governo Guterres; b) Veio o Governo do Durão Barroso e extinguiu-o: c) Voltou Correia de Campos no Governo Sócrates e voltou a criar; d) O Alto Comissário – veja-se bem – tem estatuto de membro do Governo (sub-secretário de Estado) e) CONCLUSÃO: Pode ser extinto e as suas competências passarem para a Direcção-geral de Saúde (actualmente são competências sobrepostas). f) Se a moda pega passamos a ter o Alto Comissário da Justiça, da Segurança Social, da Economia, da Comunicação Social, etc. etc.
g) Haja Bom Senso. Temos de POUPAR, extinguindo este organismo inútil.
2. Conselho Nacional de Saúde – Mais um Conselho Consultivo a) Orgão Consultivo do Ministério da Saúde b) Não faz sentido. A D G Saúde faz na perfeição esse papel. É a sua competência legal. c) Mais um serviço que pode ser EXTINTO
3. Instituto da Droga e da Toxicodependência a) Ao nível central tem cinco coordenadores – Equiparados a directores-gerais. b) Ao nível regional tem cinco directores regionais c) Tem cerca de dois mil funcionários (1/3 nos Serviços Centrais) – Uma loucura d) As suas funções são no domínio da Saúde Pública e) Pode perfeitamente SER EXTINTO, as suas competências locais integradas nos Centros de Saúde e as suas competências centrais na DG Saúde (é área de saúde pública) f) Área de Estudos (quando for o caso encomendar às Universidades e Centros de Investigação)
Ministério do Ambiente – 3
1. Na área do ambiente há três institutos importantes: a) Agência Portuguesa do Ambiente; b) ICN – Instituto Conservação da Natureza; c) INAG – Instituto Nacional da Água • Têm todos competências muito semelhantes e, nalguns casos, sobrepostas. • Seria possível e desejável fundir tudo num único organismo – a Agência Portuguesa do Ambiente. • É o exemplo inglês (apontado normalmente como referência) • Poupa-se imenso: Passamos a ter um único instituto em vez de três. Passamos a ter uma única administração em vez de três. Passamos a ter uma única estrutura administrativa, de contabilidade e financeira, em vez de três. Passamos a ter um único orçamento em vez de três. Passamos a ter menos pessoal e menos encargos
2. Ao nível regional temos a seguinte estrutura sobreposta: a) As Comissões de Coordenação Regional têm competências na área do ambiente; b) As ARH – Administração Recursos Hídricos, mesmo assim, existem como estruturas autónomas (cinco ARH/ cinco concelhos de administração/ cinco orçamentos/ cinco estruturas administrativas). Os organismos mais BUROCRÁTICOS que existem em Portugal. c) Podem extinguir-se as ARH e integrar as suas competências nas CCDR GANHO DE POUPANÇA. GANHO DE DESBUROCRATIZAÇÃO
Ministério da Administração Interna - 18
Extinção de 18 Governos Civis a) Hoje, os Governos Civis, não fazem qualquer sentido; b) Estão desprovidos de competências; c) As suas pequenas competências (de carácter administrativo e de concessão de licenças de exploração de estabelecimentos) podem passar para as Câmaras Municipais (com vantagem de proximidade para os cidadãos); d) A sua extinção permite poupar significativamente (porque têm grandes estruturas de pessoal)
Ministério da Educação – 2
Três Institutos com Competências Duplicadas/Sobrepostas: a) GAVE – Gabinete de Avaliação Educacional b) GEP – Gabinete de Estudos e Planeamento c) MISI – Gabinete Coordenador do Sistema Informático do ME (recolha de Informação) CONCLUSÃO: Destes três serviços, dois PODEM SER EXTINTOS e concentrar competências num único. Vantagens: • São Menos Administradores • Menos Assessores • Menos Pessoal • Menos Despesa • Menos burocracia. Direcções Regionais de Educação – Emagrecer • Em termos de dimensão estão a atingir proporções gigantescas. • Quadros de pessoal aumentaram significativamente nos últimos anos.
Assembleia da República – 2
Comissão Nacional de Eleições: a) Estrutura permanente encarregue de fiscalizar os actos eleitorais; b) A seguir ao 25 de Abril podia justificar-se; c) Agora não faz sentido ser uma Comissão Permanente; d) ABSURDO – Funciona em Permanência (365 dias por ano) mas só tem competências quando há eleições (nos 30 dias antes das eleições); e) Pode ser extinta e as suas competências integradas no STAPE (Secretariado Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral, no MAI); ou quando muito, ser uma Comissão Eventual (a funcionar só nos períodos eleitorais). CADA – Comissão Nacional de Acesso aos Documentos Administrativos • Não faz sentido • Pode ser extinta ! assim não ! Salariozitos em tempo de crise.
SÃO SÓ VALORES MENSAIS !!!!
Ora cá vão uns salariozitos dos mais remediados aproveitadores do sistema democrático: - (PODE NÃO PARECER, MAS SÃO VALORES MENSAIS!!!)
-Mata da Costa: Presidente dos CTT, 200.200 Euros; Carlos Tavares: CMVM, 245.552 Euros; -António Oliveira Fonseca: Metro do Porto, 96.507 Euros; -Guilhermino Rodrigues: ANA, 133.000 Euros; -Fernanda Meneses: STCP, 58.859 Euros; -José Manuel Rodrigues: Carris 58.865 Euros; -Joaquim Reis: Metro de Lisboa, 66.536 Euros; -Vítor Constâncio: Ex-Banco de Portugal, 249.448 Euros (este é que pode pagar mais IRS); -Luís Pardal: Refer, 66.536 Euros; -Amado da Silva: Anacom, Autoridade Reguladora da Comunicação Social, ex-chefe de gabinete de Sócrates, 224.000 Euros; -Faria de Oliveira: CGD, 371.000 Euros; -Pedro Serra: AdP, 126.686 Euros; -José Plácido Reis: Parpública, 134.197 Euros; -Cardoso dos Reis: CP, 69.110 Euros; -Vítor Santos: ERSE, Entidade Reguladora da Energia, 233.857 Euros; -Fernando Nogueira: ISP, Instituto dos Seguros de Portugal, 247.938 euros; - Guilherme Costa: RTP, 250.040 Euros; -Afonso Camões: Lusa, 89.299 Euros; - Fernando Pinto: TAP, 420.000 Euros; -Henrique Granadeiro: PT, 365.000 Euros.
E ainda faltam as Estradas de Portugal, EDP, Brisa, Petrogal, todas as outras Observatórios e reguladoras... Vilanagem. É um fartar enfim! E pedem contensão! Imaginem o que é pagar um Subsídio de férias ou de Natal estes senhores: ''Tome lá meu caro amigo 350.000 € para passar férias ou fazer compras de Natal''. E pagar-lhes esta reforma... É no mínimo imoral e no máximo corrupção à sombra da lei... Até porque estes cargos não são para técnicos, mas são de nomeação política... É isto que lhes retira toda e qualquer credibilidade junto do povo e dos quadros técnicos.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

CRISE EM PORTUGAL… VÁI ACABAR!

"Ora aqui vai outro importante contributo, para que o Ministro das Finanças não continue a fazer de nós parvos, dizendo com ar sonso que não sabe em que mais cortar.
Acabou o receio!
Se todos podermos informar os nossos amigos e conhecidos da existência deste texto, ao fim do dia seremos centenas de milhar de "olhos mais bem abertos".
Orçamento do Estado
Todos os ''governantes'' [a saber, os que se governam...] de Portugal falam em cortes das despesas, mas não dizem quais, e aumentos de impostos, a pagar pela malta. Não ouvi foi nenhum governante falar em: Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três Presidentes da República retirados; Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo á custa do pagode; Acabar com os milhares de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e têm funcionários e administradores com 2º ou 3º emprego; Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euros mês e que não servem para nada, antes acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821, etc; Redução drástica das Juntas de Freguesia; Acabar com o pagamento de 200 € por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75 € nas Juntas de Freguesia; Acabar com o Financiamento aos Partidos. Que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem para conseguirem verbas para as suas actividades; Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País; Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias, e até os filhos das amantes.... Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos; Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos às escolas, ir ao mercado a compras, etc. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis...; Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES, QUE NÃO NOS DÁ COISA PÚBLICA...; Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCEPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder...; Acabar com a internet nas repartições públicas (Câmaras, Hospitais e demais locais de trabalho), acesso só em local próprio e por requisição, ficando sob controlo e registado o que o funcionário fez; Se quiserem andar no Facebook, MSN, Google, etc., façam-no em casa e a expensas próprias que não às custas do contribuinte; Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar…; Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e de entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado, como é o caso do Mira Amaral; Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP; Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e quejandos, onde quer que estejam.
E por aí fora. Recuperaremos depressa a nossa posição, sobretudo a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado. Já estamos cansados, fica assim.
ACRESCENTE AQUI O QUE SABE DE DESVIOS A UMA BOA GESTÃO DA COISA PÚBLICA E OS CASOS DE CORRUPÇÃO QUE EM GERAL OU NO PARTICULAR CONHEÇA E DIFUNDA...
E a última é que afinal os cortes nos ordenados não são para os quadros superiores, com medo que eles fujam para a concorrência. Isto é de bradar aos céus as desculpas que se arranjam para proteger os "amigalhaços"! Nós contribuintes, pagamos tudo. E só temos culpa porque somos frouxos, passivos, indolentes.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

OS PROVINCIANOS

Texto de José António Saraiva
---“ O PROCESSO chamado 'Face Oculta' tem as suas raízes longínquas num fenómeno que podemos designar por 'deslumbramento'. Muitos dos envolvidos no caso, a começar por Armando Vara, são pessoas nascidas na Província que vieram para Lisboa, ascenderam a cargos políticos de relevo e se deslumbraram. Deslumbraram-se, para começar, com o poder em si próprio. Com o facto de mandarem, com os cargos que podiam distribuir pelos amigos, com a subserviência de muitos subordinados, com as mordomias, com os carros pretos de luxo, com os chauffeurs, com os salões, com os novos conhecimentos. Deslumbraram-se, depois, com a cidade. Com a dimensão da cidade, com o luxo da cidade, com as luzes da cidade, com os divertimentos da cidade, com as mulheres da cidade. ORA, para homens que até aí tinham vivido sempre na Província, que até aí tinham uma existência obscura, limitada, ligados às estruturas partidárias locais, este salto simultâneo para o poder político e para a cidade representou um cocktail explosivo. As suas vidas mudaram por completo. Para eles, tudo era novo - tudo era deslumbrante. Era verdadeiramente um conto de fadas - só que aqui o príncipe encantado não era um jovem vestido de cetim mas o poder e aquilo que ele proporcionava. Não é difícil perceber que quem viveu esse sonho se tenha deixado perturbar.
CURIOSAMENTE, várias pessoas ligadas a este processo 'Face Oculta' (e também ao 'caso Freeport') entraram na política pela mão de António Guterres, integrando os seus Governos. Armando Vara começou por ser secretário de Estado da Administração Interna, José Sócrates foi secretário de Estado do Ambiente, José Penedos foi secretário de Estado da Defesa e da Energia, Rui Gonçalves foi secretário de Estado do Ambiente. Todos eles tiveram um percurso idêntico. E alguns, como Vara e Sócrates, pareciam irmãos siameses: Naturais de Trás-os-Montes, vieram para o poder em Lisboa, inscreveram-se na universidade, licenciaram-se, frequentaram mestrados.
Sentindo-se talvez estranhos na capital, procuraram o reconhecimento da instituição universitária como uma forma de afirmação pessoal e de legitimação do estatuto. A QUESTÃO que agora se põe é a seguinte: por que razão estas pessoas apareceram todas na política ao mais alto nível pela mão de António Guterres? A explicação pode estar na mudança de agulha que Guterres levou a cabo no Partido Socialista. Guterres queria um PS menos ideológico, um PS mais pragmático, mais terra-a-terra. Ora estes homens tinham essas qualidades: eram despachados, pragmáticos, activos, desenrascados. E isso proporcionou-lhes uma ascensão constante nos meandros do poder. Só que, a par dessas inegáveis qualidades, tinham também defeitos. Alguns eram atrevidos em excesso. E esse atrevimento foi potenciado pelo tal deslumbramento da cidade e pela ascensão meteórica. QUANDO o PS perdeu o poder, estes homens ficaram momentaneamente desocupados. Mas, quando o recuperaram, quiseram ocupá-lo a sério. Montaram uma rede para tomar o Estado. José Sócrates ficou no topo, como primeiro-ministro, Armando Vara tornou-se o homem forte do banco do Estado - a CGD -, com ligação directa ao primeiro-ministro, José Penedos tornou-se presidente da Rede Eléctrica Nacional, etc. Ou seja, alguns secretários de Estado do tempo de Guterres, aqueles homens vindos da Província e deslumbrados com Lisboa, eram agora senhores do país. MAS, para isso ser efectivo, perceberam que havia uma questão decisiva: o controlo da comunicação social. Obstinaram-se, assim, nessa cruzada. A RTP não constituía preocupação, pois sendo dependente do Governo nunca se portaria muito mal. Os privados acabaram por ser as primeiras vítimas. O Diário Económico, que estava fora de controlo e era consumido pelas elites, mudou de mãos e foi domesticado. O SOL foi objecto de chantagem e de uma tentativa de estrangulamento através do BCP (liderado em boa parte por Armando Vara). A TVI, depois de uma tentativa falhada de compra por parte da PT, foi objecto de uma 'OPA', que determinou a saída de José Eduardo Moniz e o afastamento dos ecrãs de Manuela Moura Guedes. O director do Público foi atacado em público por Sócrates - e, apesar da tão propalada independência do patrão Belmiro de Azevedo, acabou por ser substituído. A Controlinvest, de Joaquim Oliveira (que detém o JN, o DN, o 24 Horas, TSF) está financeiramente dependente do BCP, que por sua vez depende do Governo. SUCEDE que, na sua ascensão política, social e económica, no seu deslumbramento, algumas destas pessoas de quem temos vindo a falar foram deixando rabos-de-palha. É quase inevitável que assim aconteça. O caso da Universidade Independente, o Freeport, agora o 'Face Oculta', são exemplos disso - e exemplos importantes da rede de interesses que foi sendo montada para preservar o poder, obter financiamentos partidários e promover a ascensão social e o enriquecimento de alguns dos seus membros. É isso que agora a Justiça está a tentar desmontar: essa rede de interesses criada por esse grupo em que se incluem vários "boys" de Guterres. Consegui-lo-á? Não deixa de ser triste, entretanto, ver como está a acabar esta história para alguns senhores que um dia se deslumbraram com a grande cidade. Esta é a forma mais eloquente de definir um parolo provinciano com tiques de malandro, mas sempre de mão estendida, pior que os arrumadores que uma vez na vida se revelam minimamente úteis independentemente do ar miserável como se apresentam e se comportam quando não se lhes dá a famigerada moedinha. ---“
Que rico texto para ser reencaminhado a Portugal inteiro. A menos que toque a alguns que estão a comer do mesmo prato pago por nós, mas não vai ser por muito mais tempo não vai não.

CARTA DO “BIG ONE” À SELECÇÃO NACIONAL PORTUGUESA

José Mourinho enviou uma carta à Selecção Nacional onde pede empenho aos jogadores e apoio por parte dos portugueses.
«Sou português há 47 anos e treinador de futebol há dez. Sendo assim, sou mais português do que treinador. Posto isto, para que não restassem dúvidas, vamos ao que importa...As Selecções Nacionais não são espaços de afirmação pessoal, mas sim de afirmação de um País e, por isso, devem ser um espaço de profunda emoção colectiva, de empatia, de união. Aqui, nas selecções, os jogadores não são apenas profissionais de futebol, os jogadores são além disso portugueses comuns que, por jogarem melhor que os portugueses empregados bancários, taxistas, políticos, professores, pescadores ou agricultores, foram escolhidos para lutarem por Portugal. E quando estes eleitos a quem Deus deu um talento se juntam para jogar por Portugal, devem faze-lo a pensar naquilo que são - não simplesmente profissionais de futebol (esses são os que jogam nos clubes), mas, além disso, portugueses comuns que vão fazer aquilo que outros não podem fazer, isto é, defender Portugal, a sua auto estima, a sua alegria.
Obviamente há coisas na sociedade portuguesa incomparavelmente muito mais importantes que o futebol, que uma vitória ou uma derrota, que uma qualificação ou não para um Europeu ou um Mundial. Mas os portugueses que vão jogar por Portugal - repito, não gosto de lhes chamar jogadores - têm de saber para onde vão, ao que vão, porque vão e o que se espera deles. Por isso, quando a Federação Portuguesa de Futebol me contactou para ser treinador nacional, aquilo que senti em minha casa foi orgulho; do que me lembrei foi das centenas e centenas de pessoas que, no período de férias, me abordam para me dizerem quanto desejam que eu assuma este cargo. Isto levou-me, pela primeira vez na minha vida profissional, a decidir de uma forma emocional e não racional, abandonando, ainda que temporariamente, um projecto de carreira que me levou até onde me levou. Desculpem a linguagem, mas a verdade é que pensei: Que se lixem as consequências negativas e as críticas se não ganhar; que se lixe o facto de não ter tempo para treinar e implementar o futebol que me tem levado ao sucesso; por Portugal, eu vou! E é isto que eu quero dizer aos eleitos para jogar por Portugal: aí, não se passeia prestigio; aí, não se vai para levar ou retirar dividendos; aí, quem vai, vai para dar; aí, há que ir de alma e coração; aí, não há individualidades nem individualismos; aí, há portugueses que ou vencem ou perdem, mas de pé; aí, não há azias por jogar ou por ir para o banco; aí, só há espaço para se sentir orgulho e se ter atitude positiva.
Por um par de dias senti-me e pensei como treinador de Portugal. E gostei. Mas tenho que reconhecer que o Real Madrid é uma instituição gigante, que me «comprou» ao Inter, que me paga, e que não pode correr riscos perante os seus sócios e adeptos. Permitir que o seu treinador, ainda que por uns dias, saísse do seu habitat de trabalho e dividisse a sua concentração e as suas capacidades era impensável. Creio, por conseguinte, que o feedback que saiu de Madrid e chegou à Federação levou a que se anulasse a reunião e não se formalizasse o pedido da minha colaboração. Para tristeza minha e frustração do presidente Gilberto Madail. Mas, sublinho, agora já a frio: foi e é uma decisão fácil de entender. Estou ao leme de uma nau gigantesca, que não se pode nem se deve abandonar por um minuto. O Real decidiu bem.Fiquei com o travo amargo de não ter podido ajudar a Selecção, mas fico com a tranquilidade óbvia de quem percebe que tem nas suas mãos um dos trabalhos mais prestigiados no mundo do futebol.
«Agora, Portugal tem um treinador e ele deve ser olhado por todos como «o nosso treinador» e «o melhor» até ao dia em que deixar de ser «o nosso treinador». Esta parece-me uma máxima exemplar: o meu é o melhor! Pois bem, se o nosso é Paulo Bento, Paulo Bento é o melhor. Como português, do Paulo espero independência, capacidade de decisão, organização, modelagem das estruturas de apoio, mobilização forte, fonte de motivação e, naturalmente, coerência na construção de um modelo de equipa adaptada as características dos portugueses que estão à sua disposição. Sinceramente, acho que o Paulo tem condições para desenvolver tudo isso e para tal terá sempre o meu apoio. Se ele ganhar, eu, português, ganho; se ele perder, eu, português, perderei. Mas eu também quero ganhar. No ultimo encontro de treinadores que disputam a Champions League, quando questionado sobre o poder dos treinadores nos clubes, ou a perda de poder dos treinadores face ao novo mundo do futebol, sir Alex Fergusson disse (e não havia ninguém com mais autoridade do que ele para o dizer!) que o poder e a liderança dos treinadores depende da personalidade dos mesmos, mas que depende muitíssimo das estruturas que os rodeiam. Clubes e dirigentes fragilizam ou solidificam treinadores. Eu transponho estas sábias palavras para a selecção nacional: todos, mas todos, neste país devem fazer do treinador da selecção um homem forte e protegido. E quando digo todos, refiro-me a dirigentes associativos, federativos e de clubes, passando pelos jogadores convocados e pelos não convocados, continuando pelos que trabalham na comunicação social e terminando nos taxistas, políticos, pescadores, policias, metalúrgicos, etc. Todos temos de estar unidos e ganhar. E se perdermos, que seja de pé.
Mas, repito, há coisas incomparavelmente mais importantes neste país que o futebol. Incomparavelmente mais importantes? Infelizmente! Aproveito esta oportunidade para desejar a todos os treinadores portugueses, aos que estão em Portugal e aos muitos que já trabalham em tantos países de diferentes continentes, uma época com poucas tristezas e muitas alegrias. Ao Xico Silveira Ramos, manifesto-lhe a minha confiança no seu cargo de Presidente da ANTF. Um abraço a todos. José Mourinho»

terça-feira, 23 de novembro de 2010

PORTUGAL DOS MEDIOCRES!

INFELIZMENTE PRESTAMOS MUITO POUCO!
Luís Manuel Cunha, na coluna Sinais dos Tempos, do Jornal de Barcelos, 27.10.2010
---“ Acabava de entrar o ano de 1872. E o novo ano que chegava interrogava o ano velho: «Fale-me agora do povo», pedia o novo ano. E o velho: «É um boi que em Portugal se julga um animal muito livre, porque lhe não montam na anca; e o desgraçado não se lembra da canga!». Mas este povo nunca se revolta?, insistia o ano novo, espantado. E respondia o velho: «O povo às vezes tem-se revoltado por conta alheia. Por conta própria, nunca». E uma derradeira questão: «Em resumo, qual é a sua opinião sobre Portugal?» e a resposta lapidar do ano velho: «Um país geralmente corrompido, em que aqueles mesmos que sofrem não se indignam por sofrer».
Este diálogo deve-se a Eça de Queiroz. O mesmo Eça que escreveu sobre o Portugal de então: «O povo paga e reza. Paga para ter ministros que não governam, deputados que não legislam (…) e padres que rezam contra ele (…). Paga tudo, paga para tudo. E em recompensa, dão-lhe uma farsa» Estávamos, repito, em 1872. Estamos obviamente a falar do povo português. Esta «raça abjecta» congenitamente incapaz de que falava Oliveira Martins. Este povo cretinizado, obtuso, que se arrasta submisso, sem um lamento, sem um queixume, sem um gesto de insubmissão, tão pouco de indignação e muito menos de revolta. Um povo que se deixa conduzir pasivamente por mentirosos compulsivos como Sócrates ou Passos Coelho ou por inutilidades ignorantes como Cavaco Silva, não merece mais que um gesto de comiseração e de desdém. É vê-los nas televisões, por exemplo. Filas e filas de gente acomodada, cabisbaixa, servil, absurdamente resignada, a pagar as estradas que a charlatanice dos políticos tinha jurado «que se pagam a si mesmas»!
Sem qualquer tipo de pejo e com indisfarçável escárnio, o Estado obriga-os a longas filas de espera para conseguirem comprar o aparelho que lhes vai possibilitar a única forma de pagar as portagens que essa corja de aldrabões, agora no poder, se lembrou de inventar! E eles passam a noite inteira à espera, se preciso for. E lá vão depois, bovinamente, de chapéu na mão, a mendigar a senha redentora que lhes dará o «privilégio de serem esbulhados electrónica e quotidianamente pelo Estado».
Um povo assim não presta, mão passa de uma amálgama amorfa de cobardes. Porque, se esta gentinha «os tivesse no sítio», recusar-se-ia massivamente a pagar as portagens. E isso seria o suficiente para que os planos governamentais ruíssem como um castelo de cartas. Mas não. Esta gente come e cala. Leva porrada e agradece. E a escumalha de medíocres que detém o poder, rejubila e escarnece desta populaça amodorrada e crassa que paga o que eles quiserem quando e como eles o definirem. Sem um espirro de protesto, sem um acto de revolta violenta, se preciso for. Paga tudo, paga para tudo. Sem rebuço, dóceis, de chapéu na mão, agradecidos e reverentes, como o poder tanto gosta. E demonstram-no publicamente, disso fazendo gala.
Como eu vi, envergonhado, a imagem de um homenzinho ostentando um sorriso desdentado perante as câmaras da TV, o aparelhinho que acabara de pagar, como se tivesse ganho uma medalha olímpica. Esta multidão anestesiada espelha claramente o país que somos e que, irremediavelmente, continuaremos a ser – UM PAÍS ESTÚPIDO, PEQUENO E DESGRAÇADO. O «Sítio» de que falava Eça, a «piolheira» a que se referia o rei D. Carlos. «Governado» pelas palavras sábias de Alípio Severo, o Conde de Abranhos, essa extraordinariamente actual criação queirosiana, que reflecte bem o segredo das democracias constitucionais. Dizia o Conde: «Eu, que sou governo, fraco mas hábil, dou aparentemente soberania ao povo. Mas como a falta de educação o mantém na imbecilidade e o adormecimento da consciência o amolece na indiferença, faço-o exercer essa soberania em meu proveito…» Nem mais. Eis aqui o segredo da governação. A ilustração perfeita com que o rei D. Carlos nos definia há mais de um século: «UM PAÍS DE BANANAS GOVERNADO POR SACANAS!».
Ontem como hoje. O verdadeiro esplendor de Portugal.