“A
TROIKA,O PS E A RTP”
À
especial atenção do Exm.º Director do Jornal I
Permita-me
V.Exª trazer para uma possível publicação na secção iCORREIO, uma intervenção acerca de algumas
das palavras contidas no artigo de Carlos Carreiras, a pgs 12 da v/ edição de
29 de Agosto corrente.
Refere
aquele senhor que já no tempo do PS a questão da privatização da RTP se
encontrava na calha. Verdade! A RTP paga aos seus administradores
principescamente, muito mais do que recebe o senhor Presidente da República.
Verdade! “Qual o caminho a seguir por
uma conselho de administração quando diverge visceral e publicamente contra o
único accionista da sua empresa por questões estratégicas? A demissão, claro.”
Verdade!
Entretanto
convém salientar para que o País não esqueça, que desde o 25 de Abril de 1974,
os assaltos ao poder tem sido uma constante, não obstante este nosso povo
continuar à espera de El-Rei D. Sebastião e a acreditar no Pai Natal. Será que
desde que a RTP vem seguindo a sua função de Serviço Público, a situação dos
senhores administradores, nomeados pelos constantes governos, nunca foi
referida como um local de elites com ordenados fabulosos, e só agora se vem
assinalar estes gastos abusivos, por que interessa denegrir a posição do
governo anterior?
Meu
caro senhor, na sua posição talvez fosse melhor não referir algumas aberrações,
pois elas sempre existiram, junto de todas as empresas (ditas) públicas, aonde
vão sempre cair os “nossos afilhados”.
Por
favor entendam-se e numa atitude de abertura, deixem-se de acusações mutuas e
lembrem-se de uma vez por todas que algum destes dias, o povinho baralha-se e
quando for votar risca de uma vez por todas o boletim de voto, e então aí todos
os responsáveis pelos governos desastrosos do pós 25 de Abril, poderão ser
levados à barra dos tribunais, para responder sobre as poucas-vergonhas que nos
vem acontecendo. Lembrem-se que neste País, além de Vale e Azevedo existem
muitos mais.
Este
povo necessita de um Presidente da República muito mais forte.
PS.-
Atenção
a minha ideologia política não deve ser confundida com nenhuma das áreas que
estão ou estiveram no poder.