• Não há muito a discutir, na minha opinião. Tudo o que precisamos agora é a evolução cultural...embora eu não tenha a certeza de que essa é a frase certa para a solução deste País!
• Se a crise global continuar, para o fim do ano somente dois bancos
ficarão operacionais: o Banco de Sangue e o Banco de Esperma!
Mais tarde estes 2 bancos serão fundidos, internacionalizados e
assará a ser chamado: «The Bloody Fucking Bank»
• Os Bancos especializaram-se em ser «casas de penhor», em que o penhor são normalmente as casas.
• Em Portugal, nós portugueses, continuamo-nos a agarrar a desculpas frouxas, as quais consistem na procura cega de razões externas, por forma a nunca nos considerarmos culpados dos nossos desaires.
• Em Portugal muita gente está de acordo com o princípio do utilizados-pagador nas SCUTs, claro desde que estas medidas não se apliquem no seu caso particular.
• Muita gente faz um discurso contra o desperdício e contra a má utilização dos recursos públicos e, em paralelo, vive alegremente com a acumulação de benefícios do Estado.
• O aumento de peso verificado na nossa vida é normalmente pago pelos nossos impostos. Ao contrário de tudo quanto deveria acontecer, o Estado gasta muito dinheiro com a sua própria ineficiência. Assim, quem vai ter de pagar tudo isto, serão as gerações mais novas. Temos assim, pela primeira vez em Portugal, desde a Primeira República, a noção clara de que as próximas gerações vão viver pior do que as anteriores. É a isto que chamamos “GERAÇÃO DO SACRIFÍCIO”.
• Lamentavelmente quem nasceu entre o final dos anos 50 e o início dos anos 70 vai ter reformas que serão um pouco superiores a 50% do valor das reformas, caso tivessem nascido 15 anos antes.
• Porque gastamos mais do que somos capazes de produzir, despendemos do exterior. O exterior vai-nos dizendo para gastarmos menos e produzirmos mais.
• Se nos limitarmos a fazer apenas os mínimos, vamos manter-nos numa espiral de empobrecimento permanente. Se conseguirmos tomar as medidas correctas, admito que teremos pela frente uma década de dificuldades, mas iremos ver resultados de curto-prazo muito antes de 2020.
• Os erros de gestão que se verificam em Portugal, não são somente no sector público. Também os há no sector privado. A mistura de males entre o sector público e o sector privado, tem sido feita com a conivência de boa parte do sector privado e com o benefício de agentes privados muito relevantes.
• A entrada do Euro, não só nos criou flexibilidade, como agravou o problema da competitividade, pelo que continuamos a viver acima das nossas possibilidades. Assim, aumentámos significativamente a dimensão do sector público, o qual é todavia sustentado com os nossos impostos.
• Ainda não existe uma consciência generalizada de que as coisas vão ter de mudar. E muita gente tem resistido à ideia de que o passado, em Portugal, não é de certeza indicador do futuro. Se queremos ter o mínimo de esperança temos que fazer quase tudo diferente.
• Esta nossa crise é o resultado de cerca de 20 anos de erros. Ficamos muito admirados por que os agentes externos não vêem sinais credíveis de que reconhecemos os nossos problemas. Pudera nem nós os estamos a ver quanto mais estratégias para os resolver.
• Para que a nossa entrada para o Euro tivesse corrido bem, deveríamos ter entrado de outra maneira. Isto é, deveríamos ter feito uma verdadeira liberalização da economia, com mais flexibilidade laboral – que não é só despedir mais facilmente: flexibilidade laboral é adaptar legalmente contratos de trabalho a situações diferentes das poucas que estão estandardizadas e contempladas nas normas vigentes. Essa flexibilização deveria permitir uma mobilidade diferente das pessoas, mais adequada à nova realidade tecnológica e económica em que vivemos.
• A globalização permitiu que milhões de pessoas abandonassem a pobreza, mas nós, por acção e inacção, posicionámo-nos sempre como perdedores líquidos neste processo. Portugal não foi capaz, até agora, de aproveitas as oportunidades da sua entrada na Europa.
• A sensação que tínhamos, no final dos anos 80, era que Portugal ia ser um país desenvolvido. Lamentavelmente apenas conseguimos manter alguns anos com crescimento económico de mais de 5%. Ter boas instituições era fundamental para o desenvolvimento económico do nosso País. Porém apenas os países desenvolvidos o conseguiram ser, na medida em que criaram essas boas instituições. Em Portugal os níveis de confiança entre os agentes económicos são baixos, nalguns casos comparáveis aos de países do III Mundo.
• Durante a crise de 1983, o maior problema era o do défice da balança de pagamentos e da convertibilidade da nossa moeda (Escudo). Agora, passados mais de 30 anos, é novamente o problema que mais nos preocupa. Afinal corremos contra quem?
• Quando Portugal entrou na CEE, em 1986, a nossa economia estava em ordem. Mau grado, a partir daí tudo se esmoronou e conseguimos agravá-la consideravelmente. O facto relevante e do qual deveremos tirar consequências é que os primeiros erros graves de política económica não começaram na década que agora termina.
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