sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

PALAVRAS E MAIS PALAVRAS. PARA QUÊ AFINAL?

NATAL SERÁ SEMPRE QUE UM “GOVERNO CAPAZ” QUIZER!
Nesta quadra, fortemente agitada, quer pelo bulício das compras, quer pelo ferro incandescente que cai sobre a cabeça de tantos desempregados, foge-nos frequente mente a nossa atenção para a recordação dolorosa daqueles que nos abandonaram para sempre, e para a grande tristeza que nos provoca a subida infernal e imparável da pobreza em tantas zonas do nosso país e particularmente do distrito em que vivemos.
Há poucos dias atrás encontrava-me na Santa Casa da Misericórdia do Barreiro, acompanhando a minha mulher, na sua qualidade de colaboradora sem remuneração (voluntária). Nesse dia por motivo da distribuição de prendas aos mais pequeninos, a minha mulher no seu jeito teatral vestiu um fato de Paí Natal e iniciou a tarefa brilhante de distribuir prendas aos miúdos, cujos pais alí recorrem para levantar as refeições que levam para casa. Num determinado momento ao entregar uma prenda a um dos pequenitos (cerca de 5 anos), pediu-lhe que abrisse a prenda para ver se gostava. A resposta não se fez tardar: “Não, não posso. Depois no Natal já não tinha prenda para abrir”.
É no rosto destes meninos e das suas famílias devastadas pelo desemprego e dos idosos abandonados na mais completa solidão, que nos apercebemos de que muita coisa terá que, rapidamente, começar a mudar.
Libertemos então as palavras e os sentimentos, em prol da mudança que tarda em chegar.

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